04/02/2010
recorte
não há quem possa ser melhor que você. agora. anteontem. sei não. teu sorriso e meu sentido. ausência de mentira. cá está. vejo tuas coxas nas sombras. não há quem possa ser melhor que você. não há. você. tenho dito.
02/02/2010
♪ Itzhak Perlman ♪
a música deve bastar e
não mais precisamos das palavras
♪♪♪
sons de cordas e metais
peles e batuques
a despedida das letras
♪♪♪
respirando acordes
em dança muda
o peito infla
a música celebra
nada a declarar
não mais precisamos das palavras
♪♪♪
sons de cordas e metais
peles e batuques
a despedida das letras
♪♪♪
respirando acordes
em dança muda
o peito infla
a música celebra
nada a declarar
31/01/2010
quais palavras usarei?
melhor observar sua imagem
melhor ainda tocar seu cheiro
sentir a textura
e tons
tão sozinha sendo só
recordação
melhor observar sua imagem
melhor ainda tocar seu cheiro
sentir a textura
e tons
tão sozinha sendo só
recordação
25/01/2010
25.10.2008
todos entregues
dias, noites
tardes e manhãs
todos entregues
nada pertence
exceto o oficio de guardar
corpo e mente
argila nas mãos do oleiro
não existem problemas
todos entregues
vitórias gratas e lições necessárias
presentes
e o mais, circunstância efêmera
a vitória é agora
se há inimigo cairá aos pés
para que possa levantá-lo
apontando outro caminho
não prevalecerá mal nenhum
os dias serão exercício e vigia
dos atos e saldos
a cumprir
cálice de amor e paz
dias, noites
tardes e manhãs
todos entregues
nada pertence
exceto o oficio de guardar
corpo e mente
argila nas mãos do oleiro
não existem problemas
todos entregues
vitórias gratas e lições necessárias
presentes
e o mais, circunstância efêmera
a vitória é agora
se há inimigo cairá aos pés
para que possa levantá-lo
apontando outro caminho
não prevalecerá mal nenhum
os dias serão exercício e vigia
dos atos e saldos
a cumprir
cálice de amor e paz
a delicadeza bateu à minha porta
foi quase uma brisa assoviando
o som que ouvi
surpresa com tão inesperada visita
sorri e sorri
depois acordei
oPS
não me vê
nunca me viu
e nem verá
não nunca soube
não sabe
nem saberá
quem é
como eu
não sei
quem fomos
relíquia
dispersão
passa...
nunca me viu
e nem verá
não nunca soube
não sabe
nem saberá
quem é
como eu
não sei
quem fomos
relíquia
dispersão
passa...
23/01/2010
cortesã
um vacilo entre segurar sua cintura e sair dançando ou investir em um olhar, e ela sumiu à francesa, vaidosa que é.
passei tanto tempo construindo esse momento e agora escapa, já a perdi de vista.
prosseguindo, me debato, procuro um rastro, uma fresta que a traga.
insolente, a inspiração é senhora de suas vontades.
see you later.
passei tanto tempo construindo esse momento e agora escapa, já a perdi de vista.
prosseguindo, me debato, procuro um rastro, uma fresta que a traga.
insolente, a inspiração é senhora de suas vontades.
see you later.
17/10/2009
aFF
o tempo é o mais dos amantes o meu
arrastado
temporal
para sempre
servo e inimigo
só um vacilo
e escoam os anos sem ouvir
onde se escondeu o riso
e soprou um suspiro
de fim
arrastado
temporal
para sempre
servo e inimigo
só um vacilo
e escoam os anos sem ouvir
onde se escondeu o riso
e soprou um suspiro
de fim
Accessorium sequitur principale.
Confessio est regina probationum.
Dura lex, sed lex.
Ex facto oritur ius.
Fiat iustitia, pereat mundus.
Ignorantia legis neminem excusat.
In claris, cessat interpretatio.
In dubio pro operario.
In dubio pro reo.
Lex clara non indiget interpretatione.
Necessitas caret lege.
Nemo iudex in causa propria.
Nulla actio sine lege.
Nullum crimen sine lege.
Per faz et nefas.
Salus populi suprema lex esto.
Testis unus, testis nullus.
Ubi bene, ibi patria.
Ubi homo, ibi ius.
Ubi societas, ibi ius.
Confessio est regina probationum.
Dura lex, sed lex.
Ex facto oritur ius.
Fiat iustitia, pereat mundus.
Ignorantia legis neminem excusat.
In claris, cessat interpretatio.
In dubio pro operario.
In dubio pro reo.
Lex clara non indiget interpretatione.
Necessitas caret lege.
Nemo iudex in causa propria.
Nulla actio sine lege.
Nullum crimen sine lege.
Per faz et nefas.
Salus populi suprema lex esto.
Testis unus, testis nullus.
Ubi bene, ibi patria.
Ubi homo, ibi ius.
Ubi societas, ibi ius.
14/10/2009
meu tempo
mesmo que eu me engane é você quem eu quero
se eu erro eu erro eu erro
mas não por inércia
sou ato
gesto
de fato
te quero aqui ao meu lado
embaixo
enroscado
como for
na pausa
semínima
saudade de eu e você
se eu erro eu erro eu erro
mas não por inércia
sou ato
gesto
de fato
te quero aqui ao meu lado
embaixo
enroscado
como for
na pausa
semínima
saudade de eu e você
14/08/2009
sei de nada não
não sou eu quem sabe qualquer coisa
sei de nada não
sei que posso esboçar roteiros
numa especulação clichê sensacional
mas jamais lerei
qual foi
qual é
o que é que está pegando
cortina de fumaça
palavras que me escapam
sem preencher lacunas
são adornos que nos abraçam
breve pausa que não dura meio segundo
uma fábula
todas nossas vidas transcritas em cartas
guardadas em caixas seladas
de anseios e atos
gestos castos
a fresta de um assalto
consentido.
círculos ligados
numa corrente elétrica
de cores e imagens
sustentada por um interruptor
Black Out
piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
sei de nada não
sei que posso esboçar roteiros
numa especulação clichê sensacional
mas jamais lerei
qual foi
qual é
o que é que está pegando
cortina de fumaça
palavras que me escapam
sem preencher lacunas
são adornos que nos abraçam
breve pausa que não dura meio segundo
uma fábula
todas nossas vidas transcritas em cartas
guardadas em caixas seladas
de anseios e atos
gestos castos
a fresta de um assalto
consentido.
círculos ligados
numa corrente elétrica
de cores e imagens
sustentada por um interruptor
Black Out
piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
01/08/2009
Anata Kawai
Todas as palavras emudeceram. Fez-se um silêncio desconcertante e elas partiram levadas por uma brisa leve quase imperceptível a olhos distraídos como os teus. O tempo cobra os erros e a palavra lançada nunca retorna. Ecos de roteiros mal elaborados. Uma saudade deve ser assim. Uma lágrima que não foi lida. Abraço urso de tirar o fôlego. Seus olhos meus. A música. O encanto. Uma saudade deve ser assim. Saudade.
30/07/2009
blablabla
me sinto confortável. uma saudade doce no ar. um copo de água e a paisagem verde, embaçada por nuvens cinzas e fumaças e silêncios. a música como amante e na mente o quintal sendo o céu, tão longe. não preciso mais das palavras, elas devem passear soltas pelos meus dedos nesse teclado. não sei onde chegarão. prefiro que se percam por aí. o mundo é tão vasto e o céu, tão longe. é esse lugar meu diário guardado. passadas as noites, descansando os olhos nessas palavras, lembrarei quem foi, mesmo sem nunca ter sido.
29/07/2009
zzzzzzzz
vou dormir
até que me acorde
já ouvi sua voz
mas era sonho
vou dormir
mais uma vez
e o silêncio
do travesseiro frio
me faz cafuné
não vou levantar
antes que sonhe
o que foi isso?
talvez um gato no quintal
que sono
os sonhos se misturando
noite infinda...
até que me acorde
já ouvi sua voz
mas era sonho
vou dormir
mais uma vez
e o silêncio
do travesseiro frio
me faz cafuné
não vou levantar
antes que sonhe
o que foi isso?
talvez um gato no quintal
que sono
os sonhos se misturando
noite infinda...
sunshine
segui relendo nossa história.
repetindo cada palavra.
sem acreditar.
uma vírgula fora de hora.
onde foi parar?
não é verdade .
será que é vírus?
onde estará agora?
não sei.
nunca soube.
aishiteru.
repetindo cada palavra.
sem acreditar.
uma vírgula fora de hora.
onde foi parar?
não é verdade .
será que é vírus?
onde estará agora?
não sei.
nunca soube.
aishiteru.
28/07/2009
lamento
ele foi embora tão fácil quanto chegou. fico pensando onde estará agora. dia todo pude ver sua sombra me seguindo, por onde quer que fosse. não era, ainda assim aqui o tempo todo, e sabe-se lá onde estará. suas palavras, tantas, todas em looping baixo e grave. eu com as mãos cansadas de não apertarem as suas. perspectivas em realidade aumentada. lamento. breve pausa que dura não mais que alguns segundos. andante. e mais uma vez o lamento, certa de ter feito a coisa certa. não há fim para o que nunca existiu.
20/01/2009
500 Internal Server Error
Infelizmente ocorreu um erro.Uma equipe de macacos especialistas altamente treinados foi designada para cuidar do problema.
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08hbcPqmL2o04JELM8SntUCyubHQGcUYmgkgcwRa5H7IqY8Lnbocc_SPXu6V
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25/10/2008
Delete
A conta do telefone. A música. A hora de acordar. As roupas sujas. As crianças. O refrão. O sono. A fome. Carregar o celular. Lavar a louça. A música. As contas. Planílha no excel. A amiga que quer saber se corta ou não uma franja. A lista de alunos que sairam antes da última aula. O refrão. As roupas e as botas. Absorventes. As coisas. As cores e os cheiros. Despertador. A outra. Organizador de desktop. Itau Bankline. Fogos e festa do Corinthians. Crianças jogando na rua. A música. O refrão. Panelas no fogo. Cheiro bom. Os percalços e imprevistos. Banho demorado. Hora da siesta. Melhor apagar você.
23/10/2008
Conservación de los recuerdos (Cortázar)
Los famas para conservar sus recuerdos proceden a embalsamarlos en la siguiente forma: Luego de fijado el recuerdo
con pelos y señales, lo envuelven de pies a cabeza en una sábana negra y lo colocan parado contra la pared de la
sala, con un cartelito que dice: «Excursión a Quilmes», o: «Frank Sinatra».
Los cronopios, en cambio, esos seres desordenados y tibios, dejan los recuerdos sueltos por la casa, entre alegres
gritos, y ellos andan por el medio y cuando pasa corriendo uno, lo acarician con suavidad y le dicen: «No vayas a
lastimarte», y también: «Cuidado con los escalones.» Es por eso que las casas de los famas son ordenadas y
silenciosas, mientras en las de los cronopios hay una gran bulla y puertas que golpean. Los vecinos se quejan
siempre de los cronopios, y los famas mueven la cabeza comprensivamente y van a ver si las etiquetas están todas
en su sitio.
con pelos y señales, lo envuelven de pies a cabeza en una sábana negra y lo colocan parado contra la pared de la
sala, con un cartelito que dice: «Excursión a Quilmes», o: «Frank Sinatra».
Los cronopios, en cambio, esos seres desordenados y tibios, dejan los recuerdos sueltos por la casa, entre alegres
gritos, y ellos andan por el medio y cuando pasa corriendo uno, lo acarician con suavidad y le dicen: «No vayas a
lastimarte», y también: «Cuidado con los escalones.» Es por eso que las casas de los famas son ordenadas y
silenciosas, mientras en las de los cronopios hay una gran bulla y puertas que golpean. Los vecinos se quejan
siempre de los cronopios, y los famas mueven la cabeza comprensivamente y van a ver si las etiquetas están todas
en su sitio.
El canto de los Cronopios (Cortázar)
Cuando los cronopios cantan sus canciones preferidas, se entusiasman de tal manera que con frecuencia se dejan atropellar por camiones y ciclistas, se caen por la ventana, y pierden lo que llevaban en los bolsillos y hasta la cuenta de los días.
Cuando un cronopio canta, las esperanzas y los famas acuden a escucharlo aunque no comprenden mucho su arrebato y en general se muestran algo escandalizados. En medio del corro el cronopio levanta sus bracitos como si sostuviera el sol, como si el cielo fuera una bandeja y el sol la cabeza del Bautista, de modo que la canción del cronopio es Salomé desnuda danzando para los famas y las esperanzas que están ahí boquiabiertos y preguntándose si el señor cura, si las conveniencias. Pero como en el fondo son buenos (los famas son buenos y las esperanzas bobas), acaban aplaudiendo al cronopio, que se recobra sobresaltado, mira en torno y se pone también a aplaudir, pobrecito.
Cuando un cronopio canta, las esperanzas y los famas acuden a escucharlo aunque no comprenden mucho su arrebato y en general se muestran algo escandalizados. En medio del corro el cronopio levanta sus bracitos como si sostuviera el sol, como si el cielo fuera una bandeja y el sol la cabeza del Bautista, de modo que la canción del cronopio es Salomé desnuda danzando para los famas y las esperanzas que están ahí boquiabiertos y preguntándose si el señor cura, si las conveniencias. Pero como en el fondo son buenos (los famas son buenos y las esperanzas bobas), acaban aplaudiendo al cronopio, que se recobra sobresaltado, mira en torno y se pone también a aplaudir, pobrecito.
18/10/2008
bla bla blá
Já que olhos sempre escrevem, serei quem quiser, aqui. E não poderia ser uma, mas tantas comigo. Cada uma para cada palavra. E um mar de palavras.
Uma para recolher o lixo cheio ali no banheiro. Aquela outra para contar aqui. Uma para ser a outra. E mais as outras todas. E nenhuma. Sem fixar em qualquer de quem somos. Sem me agarrar a uma delas, por mais cômodo que pareça.
E para todas colecionarei presentes como amor, respeito, esperança, fé, coragem, doçura, criatividade, leveza, incoerência e curiosidade.
Nenhuma ação me ofenderá exceto pelas consequências, que circularei boiando neste mar. Nada abalará as convicções mutáveis. Será sempre tudo assim, diferente sempre. Meno male.
Uma para recolher o lixo cheio ali no banheiro. Aquela outra para contar aqui. Uma para ser a outra. E mais as outras todas. E nenhuma. Sem fixar em qualquer de quem somos. Sem me agarrar a uma delas, por mais cômodo que pareça.
E para todas colecionarei presentes como amor, respeito, esperança, fé, coragem, doçura, criatividade, leveza, incoerência e curiosidade.
Nenhuma ação me ofenderá exceto pelas consequências, que circularei boiando neste mar. Nada abalará as convicções mutáveis. Será sempre tudo assim, diferente sempre. Meno male.
15/10/2008
Navego por sites conhecidos. Alt TAB. Releio as notícias em ordem inversa aos fatos. Coleciono favoritos e bloqueio pop ups. ESC. Assim navego. Backspace. Ctrl Alt Del.
10/10/2008
lupa
Devo assegurar, passada a dilatação, cuidado redobrado com a visão.
Nunca foste real. Não, definitivamente não é. Sua textura aparente assume um tom cinza opaco. Seus contornos são quase imperceptíveis a olhos mais que atentos. Vão minguando como água que evapora. Os olhos desembaçam e sorriem. Consola que não seja quem vi, no tempo que era cega. Consola que não saiba quem poderia ter sido, se o fosse. Mas não é. Definitivamente não é. E que bom que seja ciente de seu verdadeiro tamanho, mesmo tendo um dia acreditado que era bem maior.
Nunca foste real. Não, definitivamente não é. Sua textura aparente assume um tom cinza opaco. Seus contornos são quase imperceptíveis a olhos mais que atentos. Vão minguando como água que evapora. Os olhos desembaçam e sorriem. Consola que não seja quem vi, no tempo que era cega. Consola que não saiba quem poderia ter sido, se o fosse. Mas não é. Definitivamente não é. E que bom que seja ciente de seu verdadeiro tamanho, mesmo tendo um dia acreditado que era bem maior.
06/10/2008
maria chiquinha
Menina não permitia que prendessem seus cabelos. Para penteá-la, a mãe chantageava, agradava, mimava, implorava, quase chorava, depois pegava à força presa no meio das pernas para apenas escovar a vasta cabeleira vermelha encaracolada. Mas Menina sempre escapava. Nunca conseguira assim prender aqueles cachos em uma maria-chiquinha, seu sonho maior desde quando brincava com as bonecas e os meninos. Então a pobre mãe com sonho frustrado, após anos de recalque, às treze primaveras de Menina cortou suavemente todo seu cabelo, enquanto a embalava com canções de ninar.
03/10/2008
aa
Quando fico assim bêbada, não sei bem o que faço. Posso dizer absurdos e nem mesmo os lembrar no dia seguinte. Em geral faço besteira. Falo demais. Erro demais. Que coisa... Penso que não devo mais beber, pelo menos por um bom tempo. Por hoje. Prometo nunca mais beber hoje. Meu primeiro dia. O sabor do vinho ainda sinto sem sentir. Queria só mais um gole. Dois goles. A garrafa toda. Uma banheira de vinho seco para me banhar e embriagar. Agora. Só por hoje. Queijo e vinho. E prometo nunca mais beber amanhã. Mas que sede...
02/10/2008
músicas
Quando a garota ouviu you send my flying, optou por sua melhor lingerie. O vestido e botas pretos. Unhas pretas, pele clara. Tempo lento. Com estilete desfiou o próprio cabelo, azul brilhante. Borrou os olhos, tingiu a boca. Spray e cremes e máscaras antecederam a pintura. Alguns minutos. Depilação e sabonete íntimo. Temperatura ajustada e algumas gotas de Maroussia. Mirou frente ao espelho e estudou ângulos. Parece mil anos. Recolheu o cabelo cortado para debaixo do tapete. Fio dental e listerine. Óleo com gotas de jasmim. Relógio parado. Duas taças e vinho seco. E também o verde. No help yourself, levou-se para cama sozinha, a seus lençóis e sono leve.
29/09/2008
prefiro a música
a palavra serve para comunicar. para todo o mais prefiro a música. isso pois se falar e não disser, terá sido vã. foda-se a verborragia. segue um soco no estomago, não um sopro nos olhos. não pinte um quadro, só sussurre as mentiras. basicamente as mentiras. fantásticas e fatais.
a palavra não é adorno, nem laço. seja apenas a metade e a outra parte é a outra parte. óbvio, mesmo que surreal. não cobice a preguiça com um seu cubo mágico de palavras vaidosas cagando academia e clichê. decifra-te, ou pula a linha.
a palavra, sozinha, é só peça de um quebra-cabeças infinito. o brinquedo é trançar, desconstruir e bordar. não temos respostas, nem fazemos perguntas. nada presumido conveniente para dizer é realmente relevante. a vírgula toma um fôlego que as reticências não precisam, pois pairam no ar... mesmo assim a melhor opção é um outro parágrafo.
a palavra nunca será o fato. o silêncio deve falar mais que trocentas palavras, but i heard love is blind.
a palavra não é adorno, nem laço. seja apenas a metade e a outra parte é a outra parte. óbvio, mesmo que surreal. não cobice a preguiça com um seu cubo mágico de palavras vaidosas cagando academia e clichê. decifra-te, ou pula a linha.
a palavra, sozinha, é só peça de um quebra-cabeças infinito. o brinquedo é trançar, desconstruir e bordar. não temos respostas, nem fazemos perguntas. nada presumido conveniente para dizer é realmente relevante. a vírgula toma um fôlego que as reticências não precisam, pois pairam no ar... mesmo assim a melhor opção é um outro parágrafo.
a palavra nunca será o fato. o silêncio deve falar mais que trocentas palavras, but i heard love is blind.
27/09/2008
quero ir para Dubai...
25/09/2008
preguiça
Te pintei como sempre quis. Já mencionei os melhores defeitos e a boca que me derrete.
Isso foi fácil.
Brinquei e naveguei por seus poros, scanneando cada parte para não mais esquecer.
Assim brinquei nas noites e sonhei durante os poucos dias, como criança feliz enamorada.
O cheiro de rosas brancas ainda está no ar.
Seus graves ressoam potentes,
meus olhos conservam o mapa que tracei em suas costas.
E em círculos agora divago.
Acelerada no pensar e paralisada para qualquer ação sensata.
Fica mais fácil te pintar improvável. Fantástico.
Sonho bom que não quero acordar.
Isso foi fácil.
Brinquei e naveguei por seus poros, scanneando cada parte para não mais esquecer.
Assim brinquei nas noites e sonhei durante os poucos dias, como criança feliz enamorada.
O cheiro de rosas brancas ainda está no ar.
Seus graves ressoam potentes,
meus olhos conservam o mapa que tracei em suas costas.
E em círculos agora divago.
Acelerada no pensar e paralisada para qualquer ação sensata.
Fica mais fácil te pintar improvável. Fantástico.
Sonho bom que não quero acordar.
12/09/2008
em algum morro qualquer
Finalmente, quando tudo começa engrenar sobre os planos antigos, vem a tentação do vacilo. A balança pende para a coerência, mas é ameaçada pelo peso dos dias comigo.
Sempre a imaginação à frente, desenhando cenários paradisíacos, com close e corte rápidos de partes tuas. Boca. Olhos. Mãos. Nessa ordem.
Bebi suas mentiras doces e traguei seus sentidos. Pausadamente. Toquei com os olhos nossa música, e dancei nua para te seduzir. Precisamos de apenas algumas horas, e todo o tempo restante para lembrar.
Sempre a imaginação à frente, desenhando cenários paradisíacos, com close e corte rápidos de partes tuas. Boca. Olhos. Mãos. Nessa ordem.
Bebi suas mentiras doces e traguei seus sentidos. Pausadamente. Toquei com os olhos nossa música, e dancei nua para te seduzir. Precisamos de apenas algumas horas, e todo o tempo restante para lembrar.
18/01/2008
sff
quero mergulhar numa piscina de palavras mornas. inventar uma história, boiar e boiar nessas águas de letras e símbolos. vou falar e falar e polir cada escolha, cada verbo, cada vírgula. nem você nem eu nem ninguém fará o menor sentido. são apenas palavras. Evaporando...
blá blá blá
não leve tão a sério minhas palavras. não são verbos. são adornos. brinquedos. laços e nós cegos, soltos, presos a nada. sou liberta. sou outra. nenhuma. ninguém serei além de estórias, fábulas, delírio. também não envaideça supondo que entendeu. nunca estará pronto, posto que inexiste.
27/05/2007
palavras
vou continuar guardando algumas palavras aqui. aquelas que não cabem mais em mim, preciso enumerá-las e emoldurá-las em um post. meu amigo Vi vai ver. ler e possivelmente reler. e eu vou escrever. ponto.
28/04/2007
12/04/2007
Passou
Todo dia vejo passarem os anos
passarem os panos
e tudo passa
passa e passa e leva tudo
passam os carros,
o tempo
o vento
as dores
amores
e medos
passam as ondas
os desejos
tudo passa
Passa eu passa você
passemos
Passa o samba
o carnaval
as festas
arestas
tudo passa
Fica em vão, enfim, você
passae!
passarem os panos
e tudo passa
passa e passa e leva tudo
passam os carros,
o tempo
o vento
as dores
amores
e medos
passam as ondas
os desejos
tudo passa
Passa eu passa você
passemos
Passa o samba
o carnaval
as festas
arestas
tudo passa
Fica em vão, enfim, você
passae!
03/02/2006
...
Um dia, resolvi que era uma flor. Todas as pessoas sentiriam meu bom aroma e usariam minha bela aparência para deleite dos olhos. Serviria para presentear mães, enfeitar defuntos e ilustrar declarações de amor. E seria amada. Isso me importava.
Eu era uma flor atemporal. Não uma flor qualquer. Daquelas que são encantadas. Jamais murcharia. Impossível tirar os olhos de mim. Atraente. Rara.
Como louca que sempre fui, pintei a boca de vermelho. Seria uma flor, uma rosa, e uma rosa vermelha. Eu era o símbolo do amor verdadeiro.
Minhas pétalas suaves e frágeis não esconderiam a grandeza da minha existência. Eu passaria os dias assim, agradando os outros com minha presença.
Então me moldei. Apertei o cinto e vesti as calças verdes. Verossímil. Borrifei perfume e sorri. Perfeito. Um ode ao amor. À luxúria. Às coisas que valem a pena conhecer e provar.
Então me enviei por e-mail para todos os endereços que possuia, a flor e meu nome manuscrito. Gastei horas com scanner e photoshop. Perfeito. A flor vai. Essa é uma dessas coisas que a gente tem vergonha de admitir. Descobri que você era alérgico.
Atchim.
Eu era uma flor atemporal. Não uma flor qualquer. Daquelas que são encantadas. Jamais murcharia. Impossível tirar os olhos de mim. Atraente. Rara.
Como louca que sempre fui, pintei a boca de vermelho. Seria uma flor, uma rosa, e uma rosa vermelha. Eu era o símbolo do amor verdadeiro.
Minhas pétalas suaves e frágeis não esconderiam a grandeza da minha existência. Eu passaria os dias assim, agradando os outros com minha presença.
Então me moldei. Apertei o cinto e vesti as calças verdes. Verossímil. Borrifei perfume e sorri. Perfeito. Um ode ao amor. À luxúria. Às coisas que valem a pena conhecer e provar.
Então me enviei por e-mail para todos os endereços que possuia, a flor e meu nome manuscrito. Gastei horas com scanner e photoshop. Perfeito. A flor vai. Essa é uma dessas coisas que a gente tem vergonha de admitir. Descobri que você era alérgico.
Atchim.
29/11/2005
just me myself and i
eu agora vou fechar a porta para tudo que não vem do alto.
quero as palavras.
são claras.
vou pintar todas as paredes e me tatuar com palavras.
blá blá blá
la donna, è mobile
quero as palavras.
são claras.
vou pintar todas as paredes e me tatuar com palavras.
blá blá blá
la donna, è mobile
24/12/2003
Natal
Carrego agora duas novas cicatrizes, frescas, recentes, mais um pino e seis parafusos no tornozelo direito. Freio de pé.
Enfim nada mais me segura, exceto as muletas que pretendo colorir com figurinhas coloridas.
Estou solta, presa por laços de músicas e cenas e sol, bem forte. São tantos os sertões... E eu viva, vivona. Boba na corte de reis e rainhas insanos, embriagados por vinho barato e catuaba.
A única saudade que me acomete é das palavras, as quais não posso calar. Falam todo o tempo dentro de mim mentiras e verdades, doces, suaves, molhadas. Todas minhas palavras taradas, de pau duro e boca quente.
Mas é natal, e como sempre tenho pouco tempo. Vamos lá. Hoje tem trash 80's no Oficina.
Enfim nada mais me segura, exceto as muletas que pretendo colorir com figurinhas coloridas.
Estou solta, presa por laços de músicas e cenas e sol, bem forte. São tantos os sertões... E eu viva, vivona. Boba na corte de reis e rainhas insanos, embriagados por vinho barato e catuaba.
A única saudade que me acomete é das palavras, as quais não posso calar. Falam todo o tempo dentro de mim mentiras e verdades, doces, suaves, molhadas. Todas minhas palavras taradas, de pau duro e boca quente.
Mas é natal, e como sempre tenho pouco tempo. Vamos lá. Hoje tem trash 80's no Oficina.
09/09/2003
Ela me deu um beijo na testa e pulou...
P-U-L-O-U !
Sempre assim, me surpreendia por sorrir quando eu queria chorar e por exemplo pular num pé só quando eu não sabia nem mais para onde ir. Nada se repetia, exceto que sempre, nada se repetia. Me desesperava a sensação de lidar com o inesperado, todo o tempo. O tempo todo sem saber do tempo dela, que era diverso. Ela era, pois, de outro tempo e espaço, estranhos e assustadores demais para um cara como eu.
Tudo o que eu queria era que ela fosse ao menos coerente. Tudo ali namorava a hiperbole. Extrapolava a hiperbole, se é que é possível. Fodia com ela.
De repente, o som de sua gargalhada tornou-se irritantemente agudo. Parecia ecoar. Ia e vinha. Vinha e vinha e chegava vindo de diferentes direções. Talvez ela já estivesse dentro de mim, agora. Talvez eu tenha apenas bebido além da conta.
Só poderia ser tão ruim ou pior o modo como ela se mostrava, desfocando a minha visão. As cores de seu rosto se misturavam e faltava-lhe contraste suficiente para definir os olhos, nariz fino e a boca atrevida, gargalhando para mim.
Toda vez que eu cruzo essa avenida, calculo em frações de segundos as velocidades com as quais os carros se aproximam e o quanto distam por uma relação qualquer com a minha distância até o outro quarteirão e a aceleração necessária para atingir a velocidade segura a fim de que eu passe o cruzamento sem acidentes.Talvez eu tenha bebido além da conta, já que lembrei disso só agora. É tarde.
Essa garota tem velocidade inconstante. Me atropela, sempre. Nunca sinaliza. E essa gargalhada, quase parece uma sirene em hora de rush gritando desesperada. As luzes piscando mais forte, num clarão vermelho. Súbito contraste nas cores do rosto dela, beijando o asfalto.
P-U-L-O-U !
Sempre assim, me surpreendia por sorrir quando eu queria chorar e por exemplo pular num pé só quando eu não sabia nem mais para onde ir. Nada se repetia, exceto que sempre, nada se repetia. Me desesperava a sensação de lidar com o inesperado, todo o tempo. O tempo todo sem saber do tempo dela, que era diverso. Ela era, pois, de outro tempo e espaço, estranhos e assustadores demais para um cara como eu.
Tudo o que eu queria era que ela fosse ao menos coerente. Tudo ali namorava a hiperbole. Extrapolava a hiperbole, se é que é possível. Fodia com ela.
De repente, o som de sua gargalhada tornou-se irritantemente agudo. Parecia ecoar. Ia e vinha. Vinha e vinha e chegava vindo de diferentes direções. Talvez ela já estivesse dentro de mim, agora. Talvez eu tenha apenas bebido além da conta.
Só poderia ser tão ruim ou pior o modo como ela se mostrava, desfocando a minha visão. As cores de seu rosto se misturavam e faltava-lhe contraste suficiente para definir os olhos, nariz fino e a boca atrevida, gargalhando para mim.
Toda vez que eu cruzo essa avenida, calculo em frações de segundos as velocidades com as quais os carros se aproximam e o quanto distam por uma relação qualquer com a minha distância até o outro quarteirão e a aceleração necessária para atingir a velocidade segura a fim de que eu passe o cruzamento sem acidentes.Talvez eu tenha bebido além da conta, já que lembrei disso só agora. É tarde.
Essa garota tem velocidade inconstante. Me atropela, sempre. Nunca sinaliza. E essa gargalhada, quase parece uma sirene em hora de rush gritando desesperada. As luzes piscando mais forte, num clarão vermelho. Súbito contraste nas cores do rosto dela, beijando o asfalto.
06/09/2003
Um nome triste
Que não que haja mais nomes chamados tristes.
Nomes sozinhos não são tristes, a dor vem das frases feitas, e ainda assim, nem mesmo uma frase preciosamente construida pode carregar mais dor que uma lágrima beijada.
Nomes tristes são os nomes usados para enfeitar as coisas tristes.
Das falas, a que menos fala é a fala, e ainda assim nunca aprende e nem se cala.
Escute nosso silêncio (...)
Um nome triste, se sozinho, pode até ser feliz.
Para sempre.
Que não que haja mais nomes chamados tristes.
Nomes sozinhos não são tristes, a dor vem das frases feitas, e ainda assim, nem mesmo uma frase preciosamente construida pode carregar mais dor que uma lágrima beijada.
Nomes tristes são os nomes usados para enfeitar as coisas tristes.
Das falas, a que menos fala é a fala, e ainda assim nunca aprende e nem se cala.
Escute nosso silêncio (...)
Um nome triste, se sozinho, pode até ser feliz.
Para sempre.
27/08/2003
braile
Nem sempre é bom ver por dentro das pessoas. A melhor parte é a superfície. Ou a mais fácil. Mais facilmente digerível. Quase muitas vezes prazeirosamente saboreada. Um vício. Cacoete de todos os dias ou quem sabe apenas pouco tempo para o por dentro. Repenso. Todos atrasos repetidos e eloqüencia desnecessária. Silêncio. Se é tão óbvio, não pode ser desimportante.
Digo isso pois fartei de ver por dentro das pessoas. Não posso evitar. Olhos e mentes desenhanhando textos opostos às vozes suaves e melódicas.
Você precisa aprender a bem mentir. Mentir de verdade. E logo.
Se eu for bem convincente, um dia você tentará me comprar
Então por opção serei contraditória, sempre, por não ser fiel a opiniões.
Que seja assim.
PS. mate ao menos um poeta. Hoje ainda.
Nem sempre é bom ver por dentro das pessoas. A melhor parte é a superfície. Ou a mais fácil. Mais facilmente digerível. Quase muitas vezes prazeirosamente saboreada. Um vício. Cacoete de todos os dias ou quem sabe apenas pouco tempo para o por dentro. Repenso. Todos atrasos repetidos e eloqüencia desnecessária. Silêncio. Se é tão óbvio, não pode ser desimportante.
Digo isso pois fartei de ver por dentro das pessoas. Não posso evitar. Olhos e mentes desenhanhando textos opostos às vozes suaves e melódicas.
Você precisa aprender a bem mentir. Mentir de verdade. E logo.
Se eu for bem convincente, um dia você tentará me comprar
Então por opção serei contraditória, sempre, por não ser fiel a opiniões.
Que seja assim.
PS. mate ao menos um poeta. Hoje ainda.
15/05/2003
Dos dias
Felizes
Ouvir som alto; tomar banho demorado, de morno para frio. Passar óleo no corpo, alongar os músculos, respirar fundo. Escolher uma roupa confortável. Deve haver uma pitada de orgasmo, com um livro ou um beijo na boca, demorado. Preparar o próprio almoço, sem pressa. Juntar todas as frutas da estação e fazer uma salada colorida. Aromas agradáveis. Um pouco de silêncio. Mais música.
Pode ser sol ou nuvens, desde que haja vista para o céu. Algo a fazer. Vozes de amigos ou risadas de crianças. Nesse cenário não haverá relógio. O tempo será gasoso, inverso a sua maldita relatividade que o faz ser breve quando é bom e infinito quando dói.
Os dias felizes incluem um espelho com um reflexo apaixonado. Olhos brilhantes. Dias felizes têm saliva doce e boca molhada. Serenidade. Cheiro de pão quente e frio na barriga. Toda a inspiração enchendo as taças, vinho tinto e tábua de queijos.
Os dias felizes incluem ainda alguns pecados capitais, redimidos pelo amor que inunda tudo. Glub. A verdade. A doçura. E o amor. Amor amor.
Shut down em todas as vozes torpes falantes internas. Silêncio. Reboot.
Os dias felizes são todos os dias. Adia essa dor por hoje.
E nos tristes...
Ouvir som alto; tomar banho demorado, de morno para frio. Passar óleo no corpo, alongar os músculos, respirar fundo. Escolher uma roupa confortável. Deve haver uma pitada de orgasmo, com um livro ou um beijo na boca, demorado. Preparar o próprio almoço, sem pressa. Juntar todas as frutas da estação e fazer uma salada colorida. Aromas agradáveis. Um pouco de silêncio. Mais música.
Pode ser sol ou nuvens, desde que haja vista para o céu. Algo a fazer. Vozes de amigos ou risadas de crianças. Nesse cenário não haverá relógio. O tempo será gasoso, inverso a sua maldita relatividade que o faz ser breve quando é bom e infinito quando dói.
Esses dias incluem um espelho com um reflexo apaixonado. Olhos brilhantes. Esses dias têm saliva doce e boca molhada. Serenidade. Cheiro de pão quente e frio na barriga. Toda a inspiração enchendo as taças, vinho tinto e tábua de queijos.
E esses dias incluem ainda alguns pecados capitais, redimidos pelo amor que inunda tudo. Glub. A verdade. A doçura. E o amor. Amor amor.
Shut down em todas as vozes torpes falantes internas. Silêncio. Reboot.
Os dias tristes adiam os dias felizes. Mas quem escreve meus dias sou eu.
Felizes
Ouvir som alto; tomar banho demorado, de morno para frio. Passar óleo no corpo, alongar os músculos, respirar fundo. Escolher uma roupa confortável. Deve haver uma pitada de orgasmo, com um livro ou um beijo na boca, demorado. Preparar o próprio almoço, sem pressa. Juntar todas as frutas da estação e fazer uma salada colorida. Aromas agradáveis. Um pouco de silêncio. Mais música.
Pode ser sol ou nuvens, desde que haja vista para o céu. Algo a fazer. Vozes de amigos ou risadas de crianças. Nesse cenário não haverá relógio. O tempo será gasoso, inverso a sua maldita relatividade que o faz ser breve quando é bom e infinito quando dói.
Os dias felizes incluem um espelho com um reflexo apaixonado. Olhos brilhantes. Dias felizes têm saliva doce e boca molhada. Serenidade. Cheiro de pão quente e frio na barriga. Toda a inspiração enchendo as taças, vinho tinto e tábua de queijos.
Os dias felizes incluem ainda alguns pecados capitais, redimidos pelo amor que inunda tudo. Glub. A verdade. A doçura. E o amor. Amor amor.
Shut down em todas as vozes torpes falantes internas. Silêncio. Reboot.
Os dias felizes são todos os dias. Adia essa dor por hoje.
E nos tristes...
Ouvir som alto; tomar banho demorado, de morno para frio. Passar óleo no corpo, alongar os músculos, respirar fundo. Escolher uma roupa confortável. Deve haver uma pitada de orgasmo, com um livro ou um beijo na boca, demorado. Preparar o próprio almoço, sem pressa. Juntar todas as frutas da estação e fazer uma salada colorida. Aromas agradáveis. Um pouco de silêncio. Mais música.
Pode ser sol ou nuvens, desde que haja vista para o céu. Algo a fazer. Vozes de amigos ou risadas de crianças. Nesse cenário não haverá relógio. O tempo será gasoso, inverso a sua maldita relatividade que o faz ser breve quando é bom e infinito quando dói.
Esses dias incluem um espelho com um reflexo apaixonado. Olhos brilhantes. Esses dias têm saliva doce e boca molhada. Serenidade. Cheiro de pão quente e frio na barriga. Toda a inspiração enchendo as taças, vinho tinto e tábua de queijos.
E esses dias incluem ainda alguns pecados capitais, redimidos pelo amor que inunda tudo. Glub. A verdade. A doçura. E o amor. Amor amor.
Shut down em todas as vozes torpes falantes internas. Silêncio. Reboot.
Os dias tristes adiam os dias felizes. Mas quem escreve meus dias sou eu.
05/05/2003
Campanha
Eu preciso de disciplina. Onde arrumo um pouco dela? Vou comprar um não, dois despertadores. Post its. Antes ainda vou fazer uma tabela no excel das 24 horas de cada dia da semana durante um mês e mês a mês para os próximos vinte anos. Farei isso qualquer dia desses.
Vou listar aleatóriamente os itens a serem cumpridos e relacionar suas respectivas durações. Posso criar um gráfico em 3D, que facilita a visualização e dá um quê mais profissional à minha vida.
Preciso incluir decisões. Escolher entre ir ou ficar, subir ou descer, coisas importantes e banais. No more horas e horas entre isso ou aquilo, ir ou ficar - para depois me perder e começar tudo diferente em qualquer lugar. Agora vou sempre saber de pronto o que quero, mesmo para o que ainda não tenha podido experimentar. Preciso de uns insights e umas visões. Navegar no tempo. Depois eu vejo como resolvo isso. Ou não. Saberei na hora. Não posso esquecer da persistência. Nunca faltará persistência. Essa será minha marca.
Como sempre tive problemas com improvisações, melhor assumir um ar de nem aí. Não posso esquecer disso na tabela. Full time nem aí. Disciplina. Decisão. Persistência. E um logo.
Agora preciso encerrar. Vou deitar e dormir um pouco, já que já sabemos como será. Votem em mim.
Eu preciso de disciplina. Onde arrumo um pouco dela? Vou comprar um não, dois despertadores. Post its. Antes ainda vou fazer uma tabela no excel das 24 horas de cada dia da semana durante um mês e mês a mês para os próximos vinte anos. Farei isso qualquer dia desses.
Vou listar aleatóriamente os itens a serem cumpridos e relacionar suas respectivas durações. Posso criar um gráfico em 3D, que facilita a visualização e dá um quê mais profissional à minha vida.
Preciso incluir decisões. Escolher entre ir ou ficar, subir ou descer, coisas importantes e banais. No more horas e horas entre isso ou aquilo, ir ou ficar - para depois me perder e começar tudo diferente em qualquer lugar. Agora vou sempre saber de pronto o que quero, mesmo para o que ainda não tenha podido experimentar. Preciso de uns insights e umas visões. Navegar no tempo. Depois eu vejo como resolvo isso. Ou não. Saberei na hora. Não posso esquecer da persistência. Nunca faltará persistência. Essa será minha marca.
Como sempre tive problemas com improvisações, melhor assumir um ar de nem aí. Não posso esquecer disso na tabela. Full time nem aí. Disciplina. Decisão. Persistência. E um logo.
Agora preciso encerrar. Vou deitar e dormir um pouco, já que já sabemos como será. Votem em mim.
16/04/2003
E quando você se sentir triste, muito triste, miseravelmente triste, se tranque. Esconda sua doença incurável antes que os vermes te devorem ainda vivo. Tranca-te no quarto ou banheiro, mas apague a luz e feche as cortinas.
Seu mal contagia, por isso poupe-nos desse olhar em declive. Não entregue suas vísceras aos famintos, que se voltarão contra ti quando deitares.
Chore, mas não um choro expansivo e ruidoso. Pratique um choro mudo, para dentro. Sua garganta começará a doer, oprimida, e depois o pescoço, trapézio, ombros. O peito terá suas paredes internas esmagadas pela dor querendo sair por qualquer fresta, que não haverá. Sua dor deve ser multiplicada, subtraindo qualquer resquício de paz e esperança.
Então quando qualquer bom sentimento ou conforto se esvair, sua tristeza tomará conta de tudo. Mas você ainda assim estará protegido, no seu quarto, as luzes apagadas. Não atenda o telefone, mesmo que insista em quebrar seu silêncio. Não abra a correspondência nem ouça os recados, se é que alguém ainda lembra de ti.
Por fim escreva uma carta, à mão mesmo. Se tiver um bico de pena ou carvão, fica melhor. Capriche na letra, e caso tenha dúvidas quanto a ortografia, consulte o dicionário. Deixe num lugar e fácil acesso, não precisa envelopar. Só não esqueça de descansar junto à carta a arma ainda quente, ou o frasco do veneno que tomou. Mas ainda acho que saltar do alto de um prédio é bem mais visual.
12/04/2003
Bodas
Dona Aninha mora com os pais, seu Jaime e dona Teresa. Como pensei que fosse filha única, com espanto ouvi que há um irmão caçula, Chico Louco, que segue solto pelas ruas, depois de abandonar a família e suas propriedades numa quarta feira de cinzas, para viver de catar lixo.
As casas da rua Augusta de Jesus pertencem todas à família Coutinho, todas alugadas, e bem vivem dessa renda, na mais confortável das casas, no fim da rua sem saída.
Há um quintal que circula a casa toda, e à direita para quem está chegando, muitas árvores frutíferas disfarçam um declive íngreme de aproximadamente 8 metros.
Dona Teresa adora abacates. No aniversário de casamento, seu Jaime subiu no abacateiro para presentear sua noiva como faz há 50 anos de casado, com abacates maduros. Enorme, nem se via seu Jaime camuflado no alto do abacateiro.
Dona Aninha cuidadosamente pilou cada abacate com leite condensado e decorou com cravo e canela em pau. Será uma festa inesquecível, com bandeirinhas e lanternas de papel de seda colorido, preparados pelos alunos da escola dominical da congregação cristã, curso que dona Aninha ministra há 30 anos.
Chico Louco não apareceu para pedir comida nem denunciar quem são os loucos. Apesar de quase não enxergar, seu Jaime não caiu do abacateiro nem quebrou a bacia. Dona Aninha, que nunca teve um amante ou amigo, nem orgasmo ou descendente, também não se ressentiu ou revoltou por sua vida solitária e castrada pelo ciúme do pai.
Serão felizes, para sempre. Era uma vez.
Dona Aninha mora com os pais, seu Jaime e dona Teresa. Como pensei que fosse filha única, com espanto ouvi que há um irmão caçula, Chico Louco, que segue solto pelas ruas, depois de abandonar a família e suas propriedades numa quarta feira de cinzas, para viver de catar lixo.
As casas da rua Augusta de Jesus pertencem todas à família Coutinho, todas alugadas, e bem vivem dessa renda, na mais confortável das casas, no fim da rua sem saída.
Há um quintal que circula a casa toda, e à direita para quem está chegando, muitas árvores frutíferas disfarçam um declive íngreme de aproximadamente 8 metros.
Dona Teresa adora abacates. No aniversário de casamento, seu Jaime subiu no abacateiro para presentear sua noiva como faz há 50 anos de casado, com abacates maduros. Enorme, nem se via seu Jaime camuflado no alto do abacateiro.
Dona Aninha cuidadosamente pilou cada abacate com leite condensado e decorou com cravo e canela em pau. Será uma festa inesquecível, com bandeirinhas e lanternas de papel de seda colorido, preparados pelos alunos da escola dominical da congregação cristã, curso que dona Aninha ministra há 30 anos.
Chico Louco não apareceu para pedir comida nem denunciar quem são os loucos. Apesar de quase não enxergar, seu Jaime não caiu do abacateiro nem quebrou a bacia. Dona Aninha, que nunca teve um amante ou amigo, nem orgasmo ou descendente, também não se ressentiu ou revoltou por sua vida solitária e castrada pelo ciúme do pai.
Serão felizes, para sempre. Era uma vez.
10/04/2003
Toda vida é um mosaico. A minha, em especial, é feita de cacos de vidro minúsculos, arredondados e pontiagudos. Aparentemente, o tempo que disponho para lustrar cada caquinho é demasiado, mas na verdade é bem breve. Interrompo na metade e parto para outro e outro, depois recomeço e começo. Aí desisto um pouco, mas logo retomo.
As partes, desarmonicamente, aparentam dançar soltas quando olho bem de perto, mas se me distancio um pouco, começo a delinear um abstrato coerente, inesperado e tranquilizante. Tudo se encaixa e me alegra.
Muitas vezes canso e descontinuo o polir dos vidros. Parto para uma ação distinta, como olhar o por do sol ou batucar uma caixa de fósforos. O tempo necessário para que o mosaico renove, ilustre outras combinações de cores e formas e siga sua vida própria. Sou uma ferramenta apenas. Eu, que já quis ser especialista, que sempre soube que meu único eterno amor são as palavras, tornei-me genérica. Gasto horas amparando com o olhar a porcelana e pinturas orientais, perfeitas. Mas me armei de cimento e cacos, e retalhos.
Não pude me dedicar a um só amor, para me libertar da pena de torna-lo finito, da responsabilidade de com ele preencher todos os espaços em branco, o que seria frustrar, decepcionar e diminuir sua infinitude. Quebrei, desmontei refiz, de novo. Na verdade, toda vida é um mosaico. Nada de novo, de novo, mesmo assim, nunca igual.
09/04/2003
em três tempos
Estava sozinha. Estar desacompanhada em datas festivas sempre é a deixa para a melancolia, amiga dessas horas, aparecer de surpresa. Sem ter sido convidada. Mas a melancolia pode ser bonita. E sedutora. E assim, vestida para matar.
Aline tomou mais uma dose de uísque, bem servido no copo de requeijão. Sem gelo. Natal de 2006. Nos chats, todos os seus usavam nicks estranhos, para não serem identificados on-line quando em tese estariam vivendo suas vidas off line. Mas Aline estava lá, escolhera a imagem de uma ruiva rosea e peituda, ninfeta, e o nick Menina. Depois June, depois Flora, depois outro e mais outro.
Ninguém querendo papo. Querem encontro. Sexo, óbvio. Estava feliz e satisfeita, acompanhada da melancolia, com o batom já borrado e os peitos para fora. Anunciava a vagina pedia colo e cafuné. Mulheres...
Cheguei no apartamento dela faltava cinco para meia noite. Comi a madame em cima da mesa na sala. Uma samambaia insistia em roçar minha bunda. Nem sabia o nome da vadia. Aquilo foi me emputecendo. Eu fodendo ela por trás, a vadia nem gemia, alargada. A samambaia teimando em me bolinar. Peguei o vaso, acertei a cabeça da safada. Uma, duas, perdi a conta.
A mesa primeiro, depois o tapete, grossas gotas vermelhas pintando tudo. E ela não reagiu, manteve a expressão de gostando, boca entreaberta. Tive tempo de virá-la e fode-la de novo. Gostoso. Por fim enfiei meu pau na sua boca cheia de sangue, e gozei na sua garganta. Quase doeu de tão bom.
Estava engasgada. Inerte. Num resto de força mordi o maldito pau que me asfixiava, meu último movimento. Logo o reencontraria, eu sei. Misturados meu sangue e a ferida no seu pau, agora também infectado. Morra em paz, meu amor. Te esperarei, sem calcinha.
Estava sozinha. Estar desacompanhada em datas festivas sempre é a deixa para a melancolia, amiga dessas horas, aparecer de surpresa. Sem ter sido convidada. Mas a melancolia pode ser bonita. E sedutora. E assim, vestida para matar.
Aline tomou mais uma dose de uísque, bem servido no copo de requeijão. Sem gelo. Natal de 2006. Nos chats, todos os seus usavam nicks estranhos, para não serem identificados on-line quando em tese estariam vivendo suas vidas off line. Mas Aline estava lá, escolhera a imagem de uma ruiva rosea e peituda, ninfeta, e o nick Menina. Depois June, depois Flora, depois outro e mais outro.
Ninguém querendo papo. Querem encontro. Sexo, óbvio. Estava feliz e satisfeita, acompanhada da melancolia, com o batom já borrado e os peitos para fora. Anunciava a vagina pedia colo e cafuné. Mulheres...
Cheguei no apartamento dela faltava cinco para meia noite. Comi a madame em cima da mesa na sala. Uma samambaia insistia em roçar minha bunda. Nem sabia o nome da vadia. Aquilo foi me emputecendo. Eu fodendo ela por trás, a vadia nem gemia, alargada. A samambaia teimando em me bolinar. Peguei o vaso, acertei a cabeça da safada. Uma, duas, perdi a conta.
A mesa primeiro, depois o tapete, grossas gotas vermelhas pintando tudo. E ela não reagiu, manteve a expressão de gostando, boca entreaberta. Tive tempo de virá-la e fode-la de novo. Gostoso. Por fim enfiei meu pau na sua boca cheia de sangue, e gozei na sua garganta. Quase doeu de tão bom.
Estava engasgada. Inerte. Num resto de força mordi o maldito pau que me asfixiava, meu último movimento. Logo o reencontraria, eu sei. Misturados meu sangue e a ferida no seu pau, agora também infectado. Morra em paz, meu amor. Te esperarei, sem calcinha.
Hora certa
Parte do tempo, não faço nada.
Escovo os dentes, preparo um café. Talheres e xícaras. Música. Raspo as axilas e corto as unhas das mãos e pés. Sem saber sei o que fazer. E faço. Varro o chão da sala. Dobro as calcinhas na gaveta. Guardo a louça.
O presente: hora de brincar. Do passado eu já esqueci. Primeira pessoa singular. De novo.
Outra parte do tempo eu não faço nada. Deixo assim, preguiçosa.
Parte do tempo, não faço nada.
Escovo os dentes, preparo um café. Talheres e xícaras. Música. Raspo as axilas e corto as unhas das mãos e pés. Sem saber sei o que fazer. E faço. Varro o chão da sala. Dobro as calcinhas na gaveta. Guardo a louça.
O presente: hora de brincar. Do passado eu já esqueci. Primeira pessoa singular. De novo.
Outra parte do tempo eu não faço nada. Deixo assim, preguiçosa.
15/03/2003
Tudo a seu tempo amanhã
Naquele dia tudo estava igual a todos os dias. Não poderia distinguir aquele dia em que nada escapou à rotina dele, de outro dia qualquer, hoje ou passado. Os dias iguais eram todos os dias para ele.
Se eu tentasse descrever ontem ou hoje, contaria sua vida toda, com todos seus dias. Esse é o presente e ele já não mais se faz. Foi-se. Por isso eu vou contar o amanhã. Amanhã, na vida dele, tudo foi diferente. Releia.
Amanhã antes do almoço aconteceu. Ele morreu amanhã. Depois de todos os dias todos iguais, só ele pôde mudar o dia seguinte. E ele mudou. Morreu com a rotina. Morreu com o passado e todos seus cacoetes. Delete. Amanhã, para ele, tudo foi diferente. Revisto. E foi assim que escreverei.
Naquele dia tudo estava igual a todos os dias. Não poderia distinguir aquele dia em que nada escapou à rotina dele, de outro dia qualquer, hoje ou passado. Os dias iguais eram todos os dias para ele.
Se eu tentasse descrever ontem ou hoje, contaria sua vida toda, com todos seus dias. Esse é o presente e ele já não mais se faz. Foi-se. Por isso eu vou contar o amanhã. Amanhã, na vida dele, tudo foi diferente. Releia.
Amanhã antes do almoço aconteceu. Ele morreu amanhã. Depois de todos os dias todos iguais, só ele pôde mudar o dia seguinte. E ele mudou. Morreu com a rotina. Morreu com o passado e todos seus cacoetes. Delete. Amanhã, para ele, tudo foi diferente. Revisto. E foi assim que escreverei.
05/03/2003
Digitei o ponto final do meu post quando o pc desligou e ligou, sozinho. Do além. Eu não acredito em gnomo nem em et ou saci pererê, mas confesso tenho um medinho da loira do banheiro, a que persegue e reprime garotas más.
Meu texto era pessoal e minucioso. Um post de pernas abertas. Descrevia o banho de minutos passados, banho demorado, na antiga banheira branca, com óleos de laranja e jasmim. E auto massagem com ducha, bucha e polegar.
Aquela melodia recorrente que canto bem baixinho cortada pelos sons da água movendo e pingando. Todas as vozes mudas e o tempo parado. Delícia.
De novo a censura, aquela putinha safada, foi para a casa do caralho fazer uma cocóta e me deixou na mão. E escrevi aquele post molhado. Dois orgasmos.
Mas o pc desligou e ligou, sozinho. Ou talvez a loira do banheiro, espantando a concorrência pelos sanitários femininos, restartou com um sopro frio a máquina, já que da censura, perva mal dissimulada, nem um telefonema eu recebi...
04/03/2003
Dona Aroma, a saboneteira
Estou apaixonada, compreendam minha súbita ausência. Se um dia contei 249 anos para nunca mais apaixonar-me, durou menos que 249 milésimos de segundo para de novo nunca mais deixar de estar e querer pernanecer para sempre muito muito apaixonada pela vida toda.
Estou a estudar aromaterapia, criar mosaicos exclusivos de cores, transparências, texturas e aromas. Minha matéria prima é o brincar, a glicerina hidratante e óleos essenciais puros, mais algumas gotas de corante alimentício e muito prazer. Banho è bom!
E sendo tão bom para mim, que seja bom para você também. Logo eu volto, cores novas e aroma fresco. Estou a compor e teremos um espaço por aqui, com fotos e maiores detalhes.
Vejam bem, eu poderia estar reclamando ou poderia estar roubando, mas a saboneteira aqui, a dona aroma, está a estudar e produzir. Apaixonada. E o melhor é que como toda apaixonada, cheia de inspiração, dedicação e vontade de superar e fazer o melhor.
Convenci? Quem não trabalha que não coma. Preciso comprar toddynho e dan up. E pagar o speedy e o vinho tinto, seco. Aceitarei encomendas por mail, comment ou icq. Se estiver perto de qualquer estação do metrô e já que meus filhos adoram o trêm, nós mesmos entregaremos, bem mais baratinho que sedex.
baci
Estou apaixonada, compreendam minha súbita ausência. Se um dia contei 249 anos para nunca mais apaixonar-me, durou menos que 249 milésimos de segundo para de novo nunca mais deixar de estar e querer pernanecer para sempre muito muito apaixonada pela vida toda.
Estou a estudar aromaterapia, criar mosaicos exclusivos de cores, transparências, texturas e aromas. Minha matéria prima é o brincar, a glicerina hidratante e óleos essenciais puros, mais algumas gotas de corante alimentício e muito prazer. Banho è bom!
E sendo tão bom para mim, que seja bom para você também. Logo eu volto, cores novas e aroma fresco. Estou a compor e teremos um espaço por aqui, com fotos e maiores detalhes.
Vejam bem, eu poderia estar reclamando ou poderia estar roubando, mas a saboneteira aqui, a dona aroma, está a estudar e produzir. Apaixonada. E o melhor é que como toda apaixonada, cheia de inspiração, dedicação e vontade de superar e fazer o melhor.
Convenci? Quem não trabalha que não coma. Preciso comprar toddynho e dan up. E pagar o speedy e o vinho tinto, seco. Aceitarei encomendas por mail, comment ou icq. Se estiver perto de qualquer estação do metrô e já que meus filhos adoram o trêm, nós mesmos entregaremos, bem mais baratinho que sedex.
baci
19/02/2003
La donna è mobile
La donna è mobile
qual piuma al vento,
muta d'accento
e di pensiero.
Sempre un amabile
leggiadro viso
in pianto, in riso,
è menzognero.
La donna è mobile, ecc.
E sempre misero
chi a lei s'affida,
chi le confida
mal cauto il cuore!
Pur mai non sentesi
felice appieno
chi su quel seno
non liba amore.
La donna è mobile, ecc.
La donna è mobile
qual piuma al vento,
muta d'accento
e di pensiero.
Sempre un amabile
leggiadro viso
in pianto, in riso,
è menzognero.
La donna è mobile, ecc.
E sempre misero
chi a lei s'affida,
chi le confida
mal cauto il cuore!
Pur mai non sentesi
felice appieno
chi su quel seno
non liba amore.
La donna è mobile, ecc.
Tomás - eu gosto de você!
Eu - e eu gosto muito muito muito de você!
Tomás - eu gosto de você do tamanho de um carro!
Eu - e eu gosto de você do tamanho um ônibus!
Tomás - e eu gosto de você do tamanho de um caminhão!
Eu - e eu gosto de você do tamanho de um avião!
Tomás - e eu gosto de você do tamanho de um trem!
Eu - e eu gosto de você do tamanho dessa rua!
Tomás - e eu gosto de você do tamanho do horto!
Eu - e eu gosto de você do tamanho do mar!
Tomás - eu te amo!
Eu - e eu te amo muito muito muito!
Tomás - e eu te amo do tamanho maior que eu gosto de você!
...
14/02/2003
Heloisa pisca muito. Está sempre a piscar os olhos pequenos e redondinhos, olhos estes nunca vistos de frente, posto que ao falar ela sempre desvia as meninas para um ponto qualquer entre a mesa e a porta. E esse gesto, que facilmente lhe atribuiria um quê de dissimulação, nada acresce. ofuscado por um outro pequeno detalhe que muda tudo; a sua boca, sempre entreaberta e umidecida por frequentes e deliciosas lambidinhas.
13/02/2003
dancem, florzinha azul e girassol. dancem e cantem e bebam vinho no gargalo. se pintem com o tinto e deitados nus na grama úmida, sob o sol da tarde se pondo em vários tons vermelho e azul, rocem os espinhos e as pétalas. mas muito cuidado com as formigas, que trabalham sem cessar.
08/02/2003
03/02/2003
Atirei o pau no gato
Acho que morri. Será que morri? Estava tão concentrada fazendo meus sabonetes que nem notei. Digo isso pois ouvi reclamarem da ausência de minhas palavras, mas nesse silêncio relaxei tanto com minha respiração longa e pausada, que talvez dormi. Agora mais atenta acho mesmo que calou tudo. Será que morri ou estou só gozando de novo? Pode ser soluço, já que apanhei friagem... Era tudo espuma e cheiro bom. Ylang-Ylang, mirra e alecrim. Tinha um pouco de lavanda e bergamota. Onde estão aqueles moldes? Sim, eu acho que morri. Silicone, tire um molde do meu sorriso amarelo.
Vô Nino, taxista, encontrado em seu carro com três tiros no peito. Vó Inha, morta por insuficiência cardíaca pois tinha o coração grande demais. Papai, overdose em casa, morreu aos 48 anos. E tenho um primo esquizofrênico.
Não sei se é só comigo ou se é comum, mas a morte se anuncia. Ela vem silenciosa, mas se prestar atenção, soprará no seu coração um tremor frio, como se assim pudesse evitar sua vitória, pelo conhecimento da sua aproximação. Se há um jogo, todas as cartas estão marcadas, e ela sempre vence, seja quando for. E foi assim.
Meu coração está deserto, mas não tenho sede. Só uma tontura que me faz divagar por pensamentos de morte e oásis de um segundo. Meu descontentamento não é mais agressivo que minhas palavras, ele é quase uma coceira de picada de pernilongo, e é breve. Quando fioo assim, prefiro dormir um pouco após o almoço.
Tento em vão fugir do exagero de minhas sentenças, visto que meus sentimentos são abusivamente comedidos. Quando me apaixono perco a razão por sete dias, só para tornar tudo mais convincente. Mesmo assim não convenço nem a mim mesma, pois exagero no exagero. E não me arrependo. O que seria de mim sem os meus erros?
Como arranquei o backspace deixo estar essas frases soltas e incoerentes. Alguém bem poderia terminar as minhas falas, eu agradeço. Peço paciência e se possível um rock´n´roll. O melhor se esconde nessas bobagens. De resto cale a boca que estou sem saco para frescurite.
Eu vou embora. Lá é tudo mais legal e mais bonito, me disseram. Não sei exato quanto levo, só sei que lá me esperam dias e noites de diversão e futilidade. Vou me jogar agora. Não me espere para o jantar. Lá, sou amiga do rei.
Se minha vida fosse um parágrafo eu comeria toda a concordância e coerência. Soa bem melhor assim.
Acho que morri. Será que morri? Estava tão concentrada fazendo meus sabonetes que nem notei. Digo isso pois ouvi reclamarem da ausência de minhas palavras, mas nesse silêncio relaxei tanto com minha respiração longa e pausada, que talvez dormi. Agora mais atenta acho mesmo que calou tudo. Será que morri ou estou só gozando de novo? Pode ser soluço, já que apanhei friagem... Era tudo espuma e cheiro bom. Ylang-Ylang, mirra e alecrim. Tinha um pouco de lavanda e bergamota. Onde estão aqueles moldes? Sim, eu acho que morri. Silicone, tire um molde do meu sorriso amarelo.
Vô Nino, taxista, encontrado em seu carro com três tiros no peito. Vó Inha, morta por insuficiência cardíaca pois tinha o coração grande demais. Papai, overdose em casa, morreu aos 48 anos. E tenho um primo esquizofrênico.
Não sei se é só comigo ou se é comum, mas a morte se anuncia. Ela vem silenciosa, mas se prestar atenção, soprará no seu coração um tremor frio, como se assim pudesse evitar sua vitória, pelo conhecimento da sua aproximação. Se há um jogo, todas as cartas estão marcadas, e ela sempre vence, seja quando for. E foi assim.
Meu coração está deserto, mas não tenho sede. Só uma tontura que me faz divagar por pensamentos de morte e oásis de um segundo. Meu descontentamento não é mais agressivo que minhas palavras, ele é quase uma coceira de picada de pernilongo, e é breve. Quando fioo assim, prefiro dormir um pouco após o almoço.
Tento em vão fugir do exagero de minhas sentenças, visto que meus sentimentos são abusivamente comedidos. Quando me apaixono perco a razão por sete dias, só para tornar tudo mais convincente. Mesmo assim não convenço nem a mim mesma, pois exagero no exagero. E não me arrependo. O que seria de mim sem os meus erros?
Como arranquei o backspace deixo estar essas frases soltas e incoerentes. Alguém bem poderia terminar as minhas falas, eu agradeço. Peço paciência e se possível um rock´n´roll. O melhor se esconde nessas bobagens. De resto cale a boca que estou sem saco para frescurite.
Eu vou embora. Lá é tudo mais legal e mais bonito, me disseram. Não sei exato quanto levo, só sei que lá me esperam dias e noites de diversão e futilidade. Vou me jogar agora. Não me espere para o jantar. Lá, sou amiga do rei.
Se minha vida fosse um parágrafo eu comeria toda a concordância e coerência. Soa bem melhor assim.
24/01/2003
23/01/2003
Sindicato
Selinho e Jujuba estão juntos há oito anos. Muito tempo. Sabem tudo um do outro. Jujuba reconhece Selinho a qualquer distância, até no escuro. E mesmo sem poder enxergá-la antes de cruzar a esquina, Selinho pressente a aproximação de Jujuba.
Se apaixonaram instantaneamente. Selinho apanhava todo dia às 05h15 o ônibus para o centro da cidade. Lá estava Jujuba, no banco mais alto, aquele destinado aos idosos e deficientes. Como era muito cedo, o ônibus sempre vazio não exigia que ela cedesse o assento a quem era destinado, em caso de lotação. E como eram muitos os assentos vagos, ele sentava sozinho dois banco atrás. Apenas se olhavam, distantes.
Por algum tempo foi assim, até que os motoristas de ônibus entraram em greve.
Nesse dia, Selinho entrou num ônibus fura-greve, que estava com a lotação máxima superada em quase três vezes. Seu patrão não abonaria um atraso. E lá estava Jujuba, em pé, carregando uma sacola grande e tentando se manter inteira. Mesmo sendo desejado, o contato indiscreto era inevitável. Selinho conheceu o corpo de Jujuba pelas costas. A cada curva iam e vinham, encaixados. E Selinho tentou inicialmente disfarçar a ereção, mas por fim julgou que ela também estava gostando, mexendo sutilmente. Assim seguiram, até o ponto final.
Ele já havia esquecido por completo do patrão. Desceram e acompanhou Jujuba. Calados. Mãos dadas.
Transaram alucinadamente, na escada de emergência do edifício no qual ela trabalhava. Trocaram telefones e ele foi, atrasado e amarrotado, para o trabalho, ainda com o gosto dela nos dedos e lábios. E aquele sorriso.
Logo foram viver juntos, e mal se conheciam. O sexo era todo bom. Freqüente. Apaixonado. Há oito anos.
Hoje, Jujuba conhece tudo de Selinho. Passado, presente e possivelmente o futuro. Selinho também conhece cada palmo da história de Jujuba. O surpreendente é que não transam mais. Tornaram-se estranhos.
Selinho e Jujuba estão juntos há oito anos. Muito tempo. Sabem tudo um do outro. Jujuba reconhece Selinho a qualquer distância, até no escuro. E mesmo sem poder enxergá-la antes de cruzar a esquina, Selinho pressente a aproximação de Jujuba.
Se apaixonaram instantaneamente. Selinho apanhava todo dia às 05h15 o ônibus para o centro da cidade. Lá estava Jujuba, no banco mais alto, aquele destinado aos idosos e deficientes. Como era muito cedo, o ônibus sempre vazio não exigia que ela cedesse o assento a quem era destinado, em caso de lotação. E como eram muitos os assentos vagos, ele sentava sozinho dois banco atrás. Apenas se olhavam, distantes.
Por algum tempo foi assim, até que os motoristas de ônibus entraram em greve.
Nesse dia, Selinho entrou num ônibus fura-greve, que estava com a lotação máxima superada em quase três vezes. Seu patrão não abonaria um atraso. E lá estava Jujuba, em pé, carregando uma sacola grande e tentando se manter inteira. Mesmo sendo desejado, o contato indiscreto era inevitável. Selinho conheceu o corpo de Jujuba pelas costas. A cada curva iam e vinham, encaixados. E Selinho tentou inicialmente disfarçar a ereção, mas por fim julgou que ela também estava gostando, mexendo sutilmente. Assim seguiram, até o ponto final.
Ele já havia esquecido por completo do patrão. Desceram e acompanhou Jujuba. Calados. Mãos dadas.
Transaram alucinadamente, na escada de emergência do edifício no qual ela trabalhava. Trocaram telefones e ele foi, atrasado e amarrotado, para o trabalho, ainda com o gosto dela nos dedos e lábios. E aquele sorriso.
Logo foram viver juntos, e mal se conheciam. O sexo era todo bom. Freqüente. Apaixonado. Há oito anos.
Hoje, Jujuba conhece tudo de Selinho. Passado, presente e possivelmente o futuro. Selinho também conhece cada palmo da história de Jujuba. O surpreendente é que não transam mais. Tornaram-se estranhos.
21/01/2003
Esconderijo do Verbo
Eu já cantei alguns homens. Semitonei, pois quando ambos estão afinados não é preciso cantar. A música vem de onde eu não sei. E toca nos olhos. Nos lábios. Uma tensão no ar, no peito, no ventre. Isso pois sou mulher. Acontece no cérebro. No presente e no imaginário. Sou mulher, teria que complicar um pouco. Acontece nas minhas palavras vestidas para matar, talvez eu mesma. Todas em silêncio, borradas num folhetim.
E como sou fora do tempo, fora de época, nunca soube esperar. Por isso algumas vezes solei. Se tivesse um centímetro mais de talento, deveria ao menos solfejar antes, para improvisar menos. Então é por isso que escrevo. Quero harmonia.
Tenho uma mente podre e floreada de escritora de bilhetes de rotinas, como colocar o lixo para fora às terças e quintas ou como aumentar em um quarto de minuto a duração do orgasmo. Mas sou mulher. Divago demais. Não reclame de mim agora, já é tarde.
Eu te amo. Poderia amarrar você com minhas cordas vocais, mas não vou te cantar assim. Vou só te escrever: seja livre, meu lindo!
Eu já cantei alguns homens. Semitonei, pois quando ambos estão afinados não é preciso cantar. A música vem de onde eu não sei. E toca nos olhos. Nos lábios. Uma tensão no ar, no peito, no ventre. Isso pois sou mulher. Acontece no cérebro. No presente e no imaginário. Sou mulher, teria que complicar um pouco. Acontece nas minhas palavras vestidas para matar, talvez eu mesma. Todas em silêncio, borradas num folhetim.
E como sou fora do tempo, fora de época, nunca soube esperar. Por isso algumas vezes solei. Se tivesse um centímetro mais de talento, deveria ao menos solfejar antes, para improvisar menos. Então é por isso que escrevo. Quero harmonia.
Tenho uma mente podre e floreada de escritora de bilhetes de rotinas, como colocar o lixo para fora às terças e quintas ou como aumentar em um quarto de minuto a duração do orgasmo. Mas sou mulher. Divago demais. Não reclame de mim agora, já é tarde.
Eu te amo. Poderia amarrar você com minhas cordas vocais, mas não vou te cantar assim. Vou só te escrever: seja livre, meu lindo!
20/01/2003
Disritmia
Eu quero me esconder debaixo
Dessa sua saia pra fugir do mundo
Pretendo também me embranhar
No emaranhado desses seus cabelos
Preciso transfundir seu sangue
Pro meu coração que é tão vagabundo
Me deixe te trazer num dengo
Pra num cafuné fazer os meus apelos
Me deixe te trazer num dengo
Pra num cafuné fazer os meus apelos
Eu quero ser exorcisado
Pela água benta desse olhar infindo
Que bom é ser fotografado
Mas pelas retinas desses olhos lindos
Me deixe hipnotizado
Pra acabar de vez com essa disritmia
Vem logo, vem curar seu nego
Que chegou de porre lá da boemia
Eu quero me esconder debaixo
Dessa sua saia pra fugir do mundo
Pretendo também me embranhar
No emaranhado desses seus cabelos
Preciso transfundir seu sangue
Pro meu coração que é tão vagabundo
Me deixe te trazer num dengo
Pra num cafuné fazer os meus apelos
Me deixe te trazer num dengo
Pra num cafuné fazer os meus apelos
Eu quero ser exorcisado
Pela água benta desse olhar infindo
Que bom é ser fotografado
Mas pelas retinas desses olhos lindos
Me deixe hipnotizado
Pra acabar de vez com essa disritmia
Vem logo, vem curar seu nego
Que chegou de porre lá da boemia
Martinho da Vila
19/01/2003
Cabeça é achada em banheiro de shopping no Rio
A cabeça de um homem não-identificado foi encontrada, na tarde de ontem, em um banheiro do quinto piso do shopping center Rio Sul, em Botafogo (zona sul do Rio). A cabeça humana estava dentro de um saco plástico. O banheiro foi interditado pelos policiais, que realizaram uma perícia no local. Na hora em que a cabeça foi encontrada no banheiro, era grande o movimento de pessoas no Rio Sul, o maior shopping da zona sul da cidade do Rio de Janeiro. Até a conclusão desta edição, a Polícia Civil não tinha conseguido identificar a vítima nem sabia como a cabeça de um homem foi parar no banheiro do shopping. O caso foi registrado pela 10ª Delegacia de Polícia. (DA SUCURSAL DO RIO)
A cabeça de um homem não-identificado foi encontrada, na tarde de ontem, em um banheiro do quinto piso do shopping center Rio Sul, em Botafogo (zona sul do Rio). A cabeça humana estava dentro de um saco plástico. O banheiro foi interditado pelos policiais, que realizaram uma perícia no local. Na hora em que a cabeça foi encontrada no banheiro, era grande o movimento de pessoas no Rio Sul, o maior shopping da zona sul da cidade do Rio de Janeiro. Até a conclusão desta edição, a Polícia Civil não tinha conseguido identificar a vítima nem sabia como a cabeça de um homem foi parar no banheiro do shopping. O caso foi registrado pela 10ª Delegacia de Polícia. (DA SUCURSAL DO RIO)
18/01/2003
sedex
Eu te amaria se você fosse doce. Se não gritasse nunca, não fosse grosseiro e me tratasse sempre com respeito. E me bolinasse por debaixo da mesa do japonês, entre um sushi e um saquê.
Poderíamos rir e falar dos erros, buscando soluções para quaisquer arestas. Sem frescuras, sem mágoas e sem cobranças, objetivando a parte boa. Carinho e doçura são fundamentais.
Claro, eu te amaria se você soubesse dosar, pois teria naturalmente que me ajudar com meus excessos. Me dizer seriamente quando das muitas vezes que os extrapolo. Mas só alguns deles, pois outros em especial você deveria inclusive transpor comigo, para que não ficasse tudo tão certo e previsível. É bem simples, garanto. Se fosse assim, ah querido, como eu te amaria!
Você deveria errar, claro. Não suportaria a perfeição. Se você errasse, não por teimosia mas principalmente por romantismo ou ideal, ah, eu seria só colo para te consolar. E te amaria se você fosse honesto conosco e não precisasse mentir nunca.
Poderia ser um pouco preguiçoso, meio palhaço. Bobo e fraco e medroso e íntegro. Tarado, claro. Deveria ficar à vontade em silêncio ou dormindo sem nem desejar boa noite depois de uma trepada fenomenal. E deveria amar as palavras. E a música. E a noite. E as cores.
Se pudesse me ensinar e aprender comigo, eu te amaria, prometo. Segurando minha mão, chupando meus dedos. Andando junto. Andando sozinho. Com seus queridos. Sei lá onde mais. Eu te amaria se cada um tivesse sempre a sua própria casa. E também te amaria quando você fosse embora antes da hora ou sorrindo me observando partir. E eu te amaria me vendo voltar ou te vendo chegar para mim, convicto que eu te amaria se você me amasse. Mais e mais. Para sempre.
Eu te amaria se você fosse doce. Se não gritasse nunca, não fosse grosseiro e me tratasse sempre com respeito. E me bolinasse por debaixo da mesa do japonês, entre um sushi e um saquê.
Poderíamos rir e falar dos erros, buscando soluções para quaisquer arestas. Sem frescuras, sem mágoas e sem cobranças, objetivando a parte boa. Carinho e doçura são fundamentais.
Claro, eu te amaria se você soubesse dosar, pois teria naturalmente que me ajudar com meus excessos. Me dizer seriamente quando das muitas vezes que os extrapolo. Mas só alguns deles, pois outros em especial você deveria inclusive transpor comigo, para que não ficasse tudo tão certo e previsível. É bem simples, garanto. Se fosse assim, ah querido, como eu te amaria!
Você deveria errar, claro. Não suportaria a perfeição. Se você errasse, não por teimosia mas principalmente por romantismo ou ideal, ah, eu seria só colo para te consolar. E te amaria se você fosse honesto conosco e não precisasse mentir nunca.
Poderia ser um pouco preguiçoso, meio palhaço. Bobo e fraco e medroso e íntegro. Tarado, claro. Deveria ficar à vontade em silêncio ou dormindo sem nem desejar boa noite depois de uma trepada fenomenal. E deveria amar as palavras. E a música. E a noite. E as cores.
Se pudesse me ensinar e aprender comigo, eu te amaria, prometo. Segurando minha mão, chupando meus dedos. Andando junto. Andando sozinho. Com seus queridos. Sei lá onde mais. Eu te amaria se cada um tivesse sempre a sua própria casa. E também te amaria quando você fosse embora antes da hora ou sorrindo me observando partir. E eu te amaria me vendo voltar ou te vendo chegar para mim, convicto que eu te amaria se você me amasse. Mais e mais. Para sempre.
verbo
S. m. 1. Palavra, vocábulo. 2. Tom de voz; entonação. 3. Rel. A segunda pessoa da Santíssima Trindade, encarnada em Jesus Cristo. [Com cap.] 4. A sabedoria eterna. 5. Expressão (3). 6. E. Ling. Classe gramatical que tipicamente indica ação e que pode ou constituir, sozinha, um predicado, ou determinar o número de elementos que este conterá. Verbo abundante. E. Ling. 1. Aquele que tem duas ou mais formas para um ou mais modos, tempos ou pessoas: gastar (cujo particípio é gastado ou gasto ), nascer (cujo particípio é nascido, nato ou nado), ir (cuja 1ª pess. do plural do pres. ind. é vamos ou [ant.] imos Verbo acidentalmente pronominal. E. Ling. 1. V. verbo pronominal. Verbo acurativo. E. Ling. 1. Numa locução, o verbo que assinala com precisão o início de um processo, ou seu fim, etc.; verbo determinativo. [P. ex.: estar, começar, principiar, continuar, acabar, cessar, ir, tornar, em frases como estar escrevendo, começar a trabalhar, continuar a ler, cessar de comer, ir trabalhar, tornar a ver.] Verbo adjetivo. E. Ling. Desus. 1. Qualquer outro verbo que não o verbo ser; verbo atributivo. Verbo anômalo. E. Ling. 1. Verbo extraordinariamente irregular em sua formação e conjugação. Verbo ativo. E. Ling. 1. O que designa ação praticada pelo sujeito. Verbo atributivo. E. Ling. Desus. 1. Verbo adjetivo. Verbo aumentativo. E. Ling. 1. Verbo derivado cuja significação é encarecida ou exagerada para mais: esmurrar, refulgir, rebrilhar, repousar, retremer, tresgastar, ressuar. Verbo auxiliar. E. Ling. 1. Aquele que numa conjugação perifrástica precisa o tempo, o modo ou a voz. [Tb. se diz apenas auxiliar1.] Verbo auxiliar de tempo. E. Ling. 1. Verbo semi-auxiliar (q. v.). [Tb. se diz apenas auxiliar de tempo.] Verbo auxiliar modal. E. Ling. 1. V. verbo modal. [Tb. se diz apenas auxiliar modal.] Verbo biobjetivo. E. Ling. Obsol. 1. V. verbo transitivo direto e indireto. Verbo birrelativo. E. Ling. 1. Verbo bitransitivo indireto. Verbo bitransitivo. E. Ling. 1. Aquele que pede dois objetos, ou, ainda, dois complementos circunstanciais. 2. V. verbo transitivo direto e indireto. Verbo bitransitivo circunstancial. 1. E. Ling. O que pede dois complementos circunstanciais, como, p. ex., o verbo ir em / Este varal da varanda até o portão. Verbo bitransitivo indireto. E. Ling. 1. O que pede dois objetos indiretos, como o verbo resultar na frase "E desse dano lhe resultou deidade gloriosa." (Luís de Camões, Os Lusíadas, VI, 24.) [Sin.: birrelativo.] Verbo catenativo. E. Ling. 1. Verbo lexical que rege a forma nominal de outro verbo, que lhe é contíguo: ele quer comer; ele tentou correr. Verbo causativo. E. Ling. 1. Aquele que expressa noção de causa: mandar ( ex.: Mandei-a sair), fazer ( ex.: Fiz João escrever), deixar ( ex.: Deixei as crianças irem à praia). [Cf. verbo factitivo.] Verbo copulativo. E. Ling. 1. V. verbo de ligação. Verbo declarativo. E. Ling. 1. Verbo dicendi. Verbo defectivo. E. Ling. 1. O que não tem todos os tempos, modos ou pessoas: abolir, precaver, reaver, relampejar. Verbo de ligação. E. Ling. 1. Aquele que, juntamente com o predicativo, constitui o predicado de um sintagma nominal com função de sujeito; verbo copulativo, verbo predicativo: ser (ex.: Maria é bonita), andar (ex.: Ela anda triste), estar (ex.: Ele está triste). [É assim denominado por ligar o predicativo ao sujeito.] Verbo de opinião. E. Ling. 1. Verbo que precede uma declaração, indicando ser esta uma opinião ou uma crença; verbo opinativo. [P. ex.: achar, crer, pensar.] Verbo depoente. E. Ling. 1. O que tem forma passiva e significação ativa: rapaz lido, ou viajado, ou experimentado, i. e., 'que leu', 'que viajou', ou 'que tem ou adquiriu experiência'. [Sin.: verbo médio-passivo. Tb. se diz apenas depoente.] Verbo desiderativo. E. Ling. 1. Aquele que exprime desejo. Verbo desitivo. E. Ling. 1. O que exprime ação que diminuiu ou cessou. Verbo determinativo. E. Ling. 1. Verbo acurativo. Verbo dicendi . E. Ling. 1. Cada um dos verbos como, p. ex., dizer, afirmar, exclamar, perguntar, responder, redargüir, que antecedem, mediata ou imediatamente, uma declaração, pergunta, etc.; verbo declarativo: "O processo mais simples para isso [para o narrador dar a conhecer ao leitor palavras ou pensamentos de outrem] é apresentar-nos o indivíduo e deixá-lo expressar-se, acrescentando-se um verbo dicendi (disse, perguntou, respondeu) para anunciar a entrada do novo falante." (J. Matoso Câmara Jr., Ensaios Machadianos, p. 25.) [Cf. verbo de opinião.] Verbo diminutivo. E. Ling. 1. Verbo derivado cuja significação se exagera para menos: bebericar (ou beberricar), chamuscar, chupitar, dormitar, namoricar (ou namoriscar), saltitar, saltaricar, saltarilhar. Verbo ergativo. E. Ling. 1. Verbo intransitivo cujo sujeito não é o agente da ação verbal, mas tema; verbo inacusativo. [P. ex.: O gelo derreteu. Já na frase O calor derreteu o gelo, calor é agente e gelo, tema.] [Tb. se diz apenas ergativo.] Verbo essencialmente pronominal. E. Ling. 1. V. verbo pronominal. Verbo estativo. E. Ling. 1. Aquele que indica uma situação que não é focalizada como um processo dinâmico. [P. ex.: saber, parecer.] Verbo factitivo. E. Ling. 1. Verbo transitivo direto cujo objeto é, por sua vez, um agente sob a influência de um sujeito: A mãe adormece a criança (quem adormece é a criança, i. e., o agente). [O caráter factitivo pode ser indicado pelos sufixos -ecer ( adormecer, estremecer); -entar ( afugentar, adormentar); -izar ( amenizar, cristianizar); -fazer, -ficar ( liquefazer e liquidificar, estupefazer e estupidificar; mumificar, retificar), etc.; pelos v. causativos fazer, mandar, etc. ( fazer o aluno estudar; mandar o homem trabalhar).] [V. verbo causativo.] Verbo freqüentativo. E. Ling. 1. O que exprime ação repetida ou freqüente; verbo iterativo: bebericar, escoicear, saltitar. Verbo imitativo. E. Ling. 1. Verbo derivado de um substantivo, e que exprime ação imitativa da qualidade ou estado inerente ao ser que tal substantivo designa: borboletear, cabriolar, corvejar, encabritar-se, pavonear, peruar, serpear, serpejar, serpentar, serpentear. Verbo impessoal. E. Ling. 1. Aquele que não especifica o sujeito agente e que se apresenta sempre na 3ª pessoa do singular ou em formas nominais: ventar (ex.: Venta muito aqui), nevar (ex.: Está nevando), haver (ex.: Há crianças na rua). Verbo inacusativo. E. Ling. 1. Verbo ergativo (q. v.). [Tb. se diz apenas inacusativo.] Verbo inativo. E. Ling. 1. Aquele que não exprime ação, mas estado ou fenômeno, não sendo, pois, ativo nem passivo; verbo neutro: chover, relampejar, morrer, viver. Verbo incoativo. E. Ling. 1. Aquele que exprime começo de ação ou de estado: alvorar, alvorecer, amadurecer, anoitecer, florescer. Verbo intensivo. E. Ling. 1. Verbo derivado que exprime reforço da ação. Verbo intransitivo. E. Ling. 1. O que exprime ação ou estado que não passa ou transita do sujeito a nenhum objeto, como, p. ex., andar, brincar, lutar, trabalhar, nas frases: O pequeno já anda ; A criança brinca ; Está sempre a lutar ; O homem trabalha . Verbo irregular. E. Ling. 1. Aquele que não segue o paradigma da sua conjugação: estar, haver, trazer, sentir, tossir. Verbo iterativo. E. Ling. 1. Verbo freqüentativo. Verbo lexical. E. Ling. 1. Aquele que expressa os significados do mundo extralingüístico. Verbo médio-passivo. E. Ling. 1. Verbo depoente. Verbo modal. E. Ling. 1. Verbo que exprime modalidades lógicas, como possibilidade, necessidade, probabilidade, etc.; verbo auxiliar modal. [ Poder e dever, quando seguidos de infinitivo, são ex. de verbos modais em português.] [Tb. se diz apenas auxiliar modal e modal.] Verbo neutro. E. Ling. 1. Verbo inativo. Verbo onipessoal. E. Ling. 1. O que tem todas as pessoas. Verbo opinativo. E. Ling. 1. Verbo de opinião (q. v.). Verbo passivo. E. Ling. 1. O que exprime ação recebida pelo sujeito: ser querido. Verbo predicativo. E. Ling. 1. V. verbo de ligação. Verbo pronominado. E. Ling. 1. V. verbo pronominal. Verbo pronominal. E. Ling. 1. O que sempre vem acompanhado de um pronome oblíquo da mesma pessoa que o sujeito, como, p. ex., arrepender-se, queixar-se, aborrecer-se, babar-se, considerar-se. [Chamam-se essencialmente pronominais quando, como se dá com os dois primeiros mencionados, nunca vêm desacompanhados do pronome, e acidentalmente pronominais quando, como é o caso dos três últimos, podem vir sem ele. Sin.: verbo pronominado.] Verbo recíproco. E. Ling. 1. Verbo pronominal que designa a ação de dois ou mais sujeitos praticada reciprocamente: Maria e Fernando amam-se ; Os contendores atracaram-se . Verbo reflexivo. E. Ling. 1. Verbo pronominal cujo sujeito e objeto fazem referência ao mesmo ser; verbo reflexo. Verbo reflexo. E. Ling. 1. Verbo reflexivo. Verbo regular. E. Ling. 1. O que segue o paradigma da sua conjugação: comprar, render, decidir. Verbo relativo. E. Ling. 1. Verbo transitivo indireto. Verbo semi-auxiliar. E. Ling. 1. Verbo que precisa o início ou o término de um processo indicado por outro verbo, como ir, vir, acabar de em frases como vou sair, venho de vê-la, acabo de chegar; verbo auxiliar de tempo. Verbo serial. E. Ling. 1. Construção que consiste numa cadeia de dois ou mais verbos, transitivos ou não, que têm o mesmo sujeito, para expressão de casos, tais como instrumental, dativo, direcional, benefactivo. [Os verbos seriais têm sido considerados característicos de línguas crioulas.] Verbo substantivo. E. Ling. Obsol. 1. Designação dada outrora ao verbo ser. Verbo transitivo. E. Ling. 1. O que exprime ação que passa ou transita do sujeito a um objeto direto ( verbo transitivo direto, como fazer, comprar, realizar, propor), ou a um objeto indireto ( verbo transitivo indireto, como carecer, depender, obedecer), ou ainda, mais raramente, a um complemento circunstancial (verbo transitivo circunstancial, como ir, sair, tirar). Verbo transitivo circunstancial. E. Ling. 1. O que pede complemento circunstancial, como, p. ex., o verbo ir em Fui a São Paulo, ou o verbo sair em O vapor saiu do porto de Santos. Verbo transitivo direto. E. Ling. 1. V. verbo transitivo. Verbo transitivo direto e circunstancial. 1. E. Ling. Aquele que pede um objeto direto e um complemento circunstancial, como, p. ex., o verbo tirar em Tirou as crianças da sala. Verbo transitivo direto e indireto. E. Ling. 1. O que pede dois complementos, objeto direto e objeto indireto, para integrarem-lhe o sentido: contar (ex.: Contei o caso a meu irmão); dar (ex.: Dei a triste notícia à viúva); exigir (ex.: De todos o soberano exige obediência); verbo biobjetivo, verbo bitransitivo, verbo transitivo-relativo. Verbo transitivo indireto. E. Ling. 1. V. verbo transitivo. [Sin.: verbo relativo.] Verbo transitivo-predicativo. E. Ling. 1. Verbo transobjetivo. Verbo transitivo-relativo. E. Ling. 1. V. verbo transitivo direto e indireto. Verbo transobjetivo. E. Ling. 1. Verbo transitivo direto, ou, em alguns casos, indireto, ou pronominal cuja significação exige, como complemento do objeto direto, um adjunto predicativo: nomear (ex.: Nomeei-o secretário); considerar-se (ex.: Considerou-se elogiado); verbo transitivo-predicativo. Verbo unipessoal. E. Ling. 1. O que só se usa, normalmente, nas 3as pessoas: acontecer, ganir, ladrar, zurrar, arensar. Verbo vicário. E. Ling. 1. O que se emprega para evitar a repetição de outro: Necessito viajar, porém só o farei no ano vindouro; Ele trabalha, mas não é tanto como diz. Verbo volitivo. E. Ling. 1. O que expressa a vontade do emissor. Abrir o verbo. Bras. 1. Pôr-se a falar de maneira desabrida, dizendo tudo o que pensa. Deitar o verbo. Bras. Pop. 1. Fazer discurso: "Na festa, não faltou um discurso de sobremesa: o Totô deitou o verbo, saudando aquele menino" (Povina Cavalcanti, Volta à Infância, pp. 58-59) 2. Fig. V. vomitar (11).
S. m. 1. Palavra, vocábulo. 2. Tom de voz; entonação. 3. Rel. A segunda pessoa da Santíssima Trindade, encarnada em Jesus Cristo. [Com cap.] 4. A sabedoria eterna. 5. Expressão (3). 6. E. Ling. Classe gramatical que tipicamente indica ação e que pode ou constituir, sozinha, um predicado, ou determinar o número de elementos que este conterá. Verbo abundante. E. Ling. 1. Aquele que tem duas ou mais formas para um ou mais modos, tempos ou pessoas: gastar (cujo particípio é gastado ou gasto ), nascer (cujo particípio é nascido, nato ou nado), ir (cuja 1ª pess. do plural do pres. ind. é vamos ou [ant.] imos Verbo acidentalmente pronominal. E. Ling. 1. V. verbo pronominal. Verbo acurativo. E. Ling. 1. Numa locução, o verbo que assinala com precisão o início de um processo, ou seu fim, etc.; verbo determinativo. [P. ex.: estar, começar, principiar, continuar, acabar, cessar, ir, tornar, em frases como estar escrevendo, começar a trabalhar, continuar a ler, cessar de comer, ir trabalhar, tornar a ver.] Verbo adjetivo. E. Ling. Desus. 1. Qualquer outro verbo que não o verbo ser; verbo atributivo. Verbo anômalo. E. Ling. 1. Verbo extraordinariamente irregular em sua formação e conjugação. Verbo ativo. E. Ling. 1. O que designa ação praticada pelo sujeito. Verbo atributivo. E. Ling. Desus. 1. Verbo adjetivo. Verbo aumentativo. E. Ling. 1. Verbo derivado cuja significação é encarecida ou exagerada para mais: esmurrar, refulgir, rebrilhar, repousar, retremer, tresgastar, ressuar. Verbo auxiliar. E. Ling. 1. Aquele que numa conjugação perifrástica precisa o tempo, o modo ou a voz. [Tb. se diz apenas auxiliar1.] Verbo auxiliar de tempo. E. Ling. 1. Verbo semi-auxiliar (q. v.). [Tb. se diz apenas auxiliar de tempo.] Verbo auxiliar modal. E. Ling. 1. V. verbo modal. [Tb. se diz apenas auxiliar modal.] Verbo biobjetivo. E. Ling. Obsol. 1. V. verbo transitivo direto e indireto. Verbo birrelativo. E. Ling. 1. Verbo bitransitivo indireto. Verbo bitransitivo. E. Ling. 1. Aquele que pede dois objetos, ou, ainda, dois complementos circunstanciais. 2. V. verbo transitivo direto e indireto. Verbo bitransitivo circunstancial. 1. E. Ling. O que pede dois complementos circunstanciais, como, p. ex., o verbo ir em / Este varal da varanda até o portão. Verbo bitransitivo indireto. E. Ling. 1. O que pede dois objetos indiretos, como o verbo resultar na frase "E desse dano lhe resultou deidade gloriosa." (Luís de Camões, Os Lusíadas, VI, 24.) [Sin.: birrelativo.] Verbo catenativo. E. Ling. 1. Verbo lexical que rege a forma nominal de outro verbo, que lhe é contíguo: ele quer comer; ele tentou correr. Verbo causativo. E. Ling. 1. Aquele que expressa noção de causa: mandar ( ex.: Mandei-a sair), fazer ( ex.: Fiz João escrever), deixar ( ex.: Deixei as crianças irem à praia). [Cf. verbo factitivo.] Verbo copulativo. E. Ling. 1. V. verbo de ligação. Verbo declarativo. E. Ling. 1. Verbo dicendi. Verbo defectivo. E. Ling. 1. O que não tem todos os tempos, modos ou pessoas: abolir, precaver, reaver, relampejar. Verbo de ligação. E. Ling. 1. Aquele que, juntamente com o predicativo, constitui o predicado de um sintagma nominal com função de sujeito; verbo copulativo, verbo predicativo: ser (ex.: Maria é bonita), andar (ex.: Ela anda triste), estar (ex.: Ele está triste). [É assim denominado por ligar o predicativo ao sujeito.] Verbo de opinião. E. Ling. 1. Verbo que precede uma declaração, indicando ser esta uma opinião ou uma crença; verbo opinativo. [P. ex.: achar, crer, pensar.] Verbo depoente. E. Ling. 1. O que tem forma passiva e significação ativa: rapaz lido, ou viajado, ou experimentado, i. e., 'que leu', 'que viajou', ou 'que tem ou adquiriu experiência'. [Sin.: verbo médio-passivo. Tb. se diz apenas depoente.] Verbo desiderativo. E. Ling. 1. Aquele que exprime desejo. Verbo desitivo. E. Ling. 1. O que exprime ação que diminuiu ou cessou. Verbo determinativo. E. Ling. 1. Verbo acurativo. Verbo dicendi . E. Ling. 1. Cada um dos verbos como, p. ex., dizer, afirmar, exclamar, perguntar, responder, redargüir, que antecedem, mediata ou imediatamente, uma declaração, pergunta, etc.; verbo declarativo: "O processo mais simples para isso [para o narrador dar a conhecer ao leitor palavras ou pensamentos de outrem] é apresentar-nos o indivíduo e deixá-lo expressar-se, acrescentando-se um verbo dicendi (disse, perguntou, respondeu) para anunciar a entrada do novo falante." (J. Matoso Câmara Jr., Ensaios Machadianos, p. 25.) [Cf. verbo de opinião.] Verbo diminutivo. E. Ling. 1. Verbo derivado cuja significação se exagera para menos: bebericar (ou beberricar), chamuscar, chupitar, dormitar, namoricar (ou namoriscar), saltitar, saltaricar, saltarilhar. Verbo ergativo. E. Ling. 1. Verbo intransitivo cujo sujeito não é o agente da ação verbal, mas tema; verbo inacusativo. [P. ex.: O gelo derreteu. Já na frase O calor derreteu o gelo, calor é agente e gelo, tema.] [Tb. se diz apenas ergativo.] Verbo essencialmente pronominal. E. Ling. 1. V. verbo pronominal. Verbo estativo. E. Ling. 1. Aquele que indica uma situação que não é focalizada como um processo dinâmico. [P. ex.: saber, parecer.] Verbo factitivo. E. Ling. 1. Verbo transitivo direto cujo objeto é, por sua vez, um agente sob a influência de um sujeito: A mãe adormece a criança (quem adormece é a criança, i. e., o agente). [O caráter factitivo pode ser indicado pelos sufixos -ecer ( adormecer, estremecer); -entar ( afugentar, adormentar); -izar ( amenizar, cristianizar); -fazer, -ficar ( liquefazer e liquidificar, estupefazer e estupidificar; mumificar, retificar), etc.; pelos v. causativos fazer, mandar, etc. ( fazer o aluno estudar; mandar o homem trabalhar).] [V. verbo causativo.] Verbo freqüentativo. E. Ling. 1. O que exprime ação repetida ou freqüente; verbo iterativo: bebericar, escoicear, saltitar. Verbo imitativo. E. Ling. 1. Verbo derivado de um substantivo, e que exprime ação imitativa da qualidade ou estado inerente ao ser que tal substantivo designa: borboletear, cabriolar, corvejar, encabritar-se, pavonear, peruar, serpear, serpejar, serpentar, serpentear. Verbo impessoal. E. Ling. 1. Aquele que não especifica o sujeito agente e que se apresenta sempre na 3ª pessoa do singular ou em formas nominais: ventar (ex.: Venta muito aqui), nevar (ex.: Está nevando), haver (ex.: Há crianças na rua). Verbo inacusativo. E. Ling. 1. Verbo ergativo (q. v.). [Tb. se diz apenas inacusativo.] Verbo inativo. E. Ling. 1. Aquele que não exprime ação, mas estado ou fenômeno, não sendo, pois, ativo nem passivo; verbo neutro: chover, relampejar, morrer, viver. Verbo incoativo. E. Ling. 1. Aquele que exprime começo de ação ou de estado: alvorar, alvorecer, amadurecer, anoitecer, florescer. Verbo intensivo. E. Ling. 1. Verbo derivado que exprime reforço da ação. Verbo intransitivo. E. Ling. 1. O que exprime ação ou estado que não passa ou transita do sujeito a nenhum objeto, como, p. ex., andar, brincar, lutar, trabalhar, nas frases: O pequeno já anda ; A criança brinca ; Está sempre a lutar ; O homem trabalha . Verbo irregular. E. Ling. 1. Aquele que não segue o paradigma da sua conjugação: estar, haver, trazer, sentir, tossir. Verbo iterativo. E. Ling. 1. Verbo freqüentativo. Verbo lexical. E. Ling. 1. Aquele que expressa os significados do mundo extralingüístico. Verbo médio-passivo. E. Ling. 1. Verbo depoente. Verbo modal. E. Ling. 1. Verbo que exprime modalidades lógicas, como possibilidade, necessidade, probabilidade, etc.; verbo auxiliar modal. [ Poder e dever, quando seguidos de infinitivo, são ex. de verbos modais em português.] [Tb. se diz apenas auxiliar modal e modal.] Verbo neutro. E. Ling. 1. Verbo inativo. Verbo onipessoal. E. Ling. 1. O que tem todas as pessoas. Verbo opinativo. E. Ling. 1. Verbo de opinião (q. v.). Verbo passivo. E. Ling. 1. O que exprime ação recebida pelo sujeito: ser querido. Verbo predicativo. E. Ling. 1. V. verbo de ligação. Verbo pronominado. E. Ling. 1. V. verbo pronominal. Verbo pronominal. E. Ling. 1. O que sempre vem acompanhado de um pronome oblíquo da mesma pessoa que o sujeito, como, p. ex., arrepender-se, queixar-se, aborrecer-se, babar-se, considerar-se. [Chamam-se essencialmente pronominais quando, como se dá com os dois primeiros mencionados, nunca vêm desacompanhados do pronome, e acidentalmente pronominais quando, como é o caso dos três últimos, podem vir sem ele. Sin.: verbo pronominado.] Verbo recíproco. E. Ling. 1. Verbo pronominal que designa a ação de dois ou mais sujeitos praticada reciprocamente: Maria e Fernando amam-se ; Os contendores atracaram-se . Verbo reflexivo. E. Ling. 1. Verbo pronominal cujo sujeito e objeto fazem referência ao mesmo ser; verbo reflexo. Verbo reflexo. E. Ling. 1. Verbo reflexivo. Verbo regular. E. Ling. 1. O que segue o paradigma da sua conjugação: comprar, render, decidir. Verbo relativo. E. Ling. 1. Verbo transitivo indireto. Verbo semi-auxiliar. E. Ling. 1. Verbo que precisa o início ou o término de um processo indicado por outro verbo, como ir, vir, acabar de em frases como vou sair, venho de vê-la, acabo de chegar; verbo auxiliar de tempo. Verbo serial. E. Ling. 1. Construção que consiste numa cadeia de dois ou mais verbos, transitivos ou não, que têm o mesmo sujeito, para expressão de casos, tais como instrumental, dativo, direcional, benefactivo. [Os verbos seriais têm sido considerados característicos de línguas crioulas.] Verbo substantivo. E. Ling. Obsol. 1. Designação dada outrora ao verbo ser. Verbo transitivo. E. Ling. 1. O que exprime ação que passa ou transita do sujeito a um objeto direto ( verbo transitivo direto, como fazer, comprar, realizar, propor), ou a um objeto indireto ( verbo transitivo indireto, como carecer, depender, obedecer), ou ainda, mais raramente, a um complemento circunstancial (verbo transitivo circunstancial, como ir, sair, tirar). Verbo transitivo circunstancial. E. Ling. 1. O que pede complemento circunstancial, como, p. ex., o verbo ir em Fui a São Paulo, ou o verbo sair em O vapor saiu do porto de Santos. Verbo transitivo direto. E. Ling. 1. V. verbo transitivo. Verbo transitivo direto e circunstancial. 1. E. Ling. Aquele que pede um objeto direto e um complemento circunstancial, como, p. ex., o verbo tirar em Tirou as crianças da sala. Verbo transitivo direto e indireto. E. Ling. 1. O que pede dois complementos, objeto direto e objeto indireto, para integrarem-lhe o sentido: contar (ex.: Contei o caso a meu irmão); dar (ex.: Dei a triste notícia à viúva); exigir (ex.: De todos o soberano exige obediência); verbo biobjetivo, verbo bitransitivo, verbo transitivo-relativo. Verbo transitivo indireto. E. Ling. 1. V. verbo transitivo. [Sin.: verbo relativo.] Verbo transitivo-predicativo. E. Ling. 1. Verbo transobjetivo. Verbo transitivo-relativo. E. Ling. 1. V. verbo transitivo direto e indireto. Verbo transobjetivo. E. Ling. 1. Verbo transitivo direto, ou, em alguns casos, indireto, ou pronominal cuja significação exige, como complemento do objeto direto, um adjunto predicativo: nomear (ex.: Nomeei-o secretário); considerar-se (ex.: Considerou-se elogiado); verbo transitivo-predicativo. Verbo unipessoal. E. Ling. 1. O que só se usa, normalmente, nas 3as pessoas: acontecer, ganir, ladrar, zurrar, arensar. Verbo vicário. E. Ling. 1. O que se emprega para evitar a repetição de outro: Necessito viajar, porém só o farei no ano vindouro; Ele trabalha, mas não é tanto como diz. Verbo volitivo. E. Ling. 1. O que expressa a vontade do emissor. Abrir o verbo. Bras. 1. Pôr-se a falar de maneira desabrida, dizendo tudo o que pensa. Deitar o verbo. Bras. Pop. 1. Fazer discurso: "Na festa, não faltou um discurso de sobremesa: o Totô deitou o verbo, saudando aquele menino" (Povina Cavalcanti, Volta à Infância, pp. 58-59) 2. Fig. V. vomitar (11).
novo aurélio
see you later
quando eu morrer, não haverá velório. se pudesse, ficaria num freezer, aguardando o beijo da ciência vir me acordar. isso pois apesar da vida ser um tédio, eu gosto dela. entretanto, não possuo renda nem importância suficiente para adquirir a vida eterna. sendo assim, podem queimar meus restos. volto ao pó. e se forem jogar o pó em algum lugar que signifique algo, na verdade tanto faz. alto mar, plantação de cannabis ou simplesmente protegido do vento numa caixa de carvalho, embora eu desconheça quem guardaria uma caixa com paula em pó, e caso houvesse, que insano o meu tutor...
no crematório, três palavras apenas estarão presentes: uma triste, uma feliz e outra curiosa. o restante, todas as palavras que um dia escrevi, no momento da minha morte já estarão vivendo outras estórias. se as eduquei foi para serem livres, não pensem que são ingratas ou insensíveis. são coerentes.
e não me mandem flores, nunca. sempre as achei inúteis e dispensáveis. lindas, mas mortas. eu quero a vida, e apesar de tediosa, gosto dela mesmo assim.
no crematório, três palavras apenas estarão presentes: uma triste, uma feliz e outra curiosa. o restante, todas as palavras que um dia escrevi, no momento da minha morte já estarão vivendo outras estórias. se as eduquei foi para serem livres, não pensem que são ingratas ou insensíveis. são coerentes.
e não me mandem flores, nunca. sempre as achei inúteis e dispensáveis. lindas, mas mortas. eu quero a vida, e apesar de tediosa, gosto dela mesmo assim.
16/01/2003
13/01/2003
Post indecente
Eu não tenho nada a dizer. Namorei as palavras e a cada ponto final o backspace fazia muito mais sentido que o enter. Poderia inventar uma estória qualquer, sobre uma garota sedutora ou dias felizes, já que sou boa mesmo nisso. Também poderia falar sobre saudade, algo tocante e sensível, só para mostrar minha intimidade com as palavras e essa paixão que não se acaba. Mas despi essa vaidade.
Hoje eu não quero isso.
Poderia servir de entretenimento fácil escrevendo sobre sexo. Ou dar opiniões e conselhos. Piada. Relacionar os livros que li, as músicas que ouvi, o que comi e o formato das fezes que soltei, se eram macias ou ressecadas. Poderia deixar comentários simpáticos nos blogs pedindo visitas e puxar o saco de todos os descolados escritores de blogs. Sucesso. Uma foto num ângulo estratégico também se inclui nesse pacote. E muitos links, claro, sempre trocados por outros links. É a fórmula. Mas sigo caminho oposto. Fui sempre assim. Ufa...
Para os que estão aqui, meus amados poucos amigos, nunca acreditei em quem coleciona afetos. São rasos. Meus amados poucos amigos, se eu ainda escrevo é para vocês, não mais que cinco ou seis. Claro, para eu mesma também, já que quase sempre essas tantas palavras e frases pululam querendo voar.
Mas não hoje. Só hoje. Hoje eu não quero falar de nada. Já sabemos o que hoje eu sei, hoje eu quero só ouvir a chuva. E que chova.
Há um excesso de pessoas que pensam e acham e se cercam de opiniões e certezas. Me poupo. Eu nunca soube de nada e não me tente ensinar. Sou arredia. Vou já fazer meu tricô. Ponto cruz. Shantala. Tortas de morango. Abdominais. Batuque em caixa de fósforo. Bambolê. Eu vou pintar e fazer bonecos. La la lala la la lala. Vou varrer a casa. Vou amar. Amar. E também vou dizer não. Naninanão. Bom dia.
Aos adictos de informação, sei não. Nada nada nada. Nadinha. Necas. Chispem daqui. Puxei o freio de mão para assoviar uma frase nova que hoje mesmo ainda esquecerei. Sou leiga. Eu quero é música. É muito mais verdadeiro colocar a alma numa melodia do que em um parágrafo. E não vou mentir para vocês. Não hoje.
No mais eu já disse, não sei, não vi e estou fora. E daqui de fora tudo parece bem mais legal...
Eu não tenho nada a dizer. Namorei as palavras e a cada ponto final o backspace fazia muito mais sentido que o enter. Poderia inventar uma estória qualquer, sobre uma garota sedutora ou dias felizes, já que sou boa mesmo nisso. Também poderia falar sobre saudade, algo tocante e sensível, só para mostrar minha intimidade com as palavras e essa paixão que não se acaba. Mas despi essa vaidade.
Hoje eu não quero isso.
Poderia servir de entretenimento fácil escrevendo sobre sexo. Ou dar opiniões e conselhos. Piada. Relacionar os livros que li, as músicas que ouvi, o que comi e o formato das fezes que soltei, se eram macias ou ressecadas. Poderia deixar comentários simpáticos nos blogs pedindo visitas e puxar o saco de todos os descolados escritores de blogs. Sucesso. Uma foto num ângulo estratégico também se inclui nesse pacote. E muitos links, claro, sempre trocados por outros links. É a fórmula. Mas sigo caminho oposto. Fui sempre assim. Ufa...
Para os que estão aqui, meus amados poucos amigos, nunca acreditei em quem coleciona afetos. São rasos. Meus amados poucos amigos, se eu ainda escrevo é para vocês, não mais que cinco ou seis. Claro, para eu mesma também, já que quase sempre essas tantas palavras e frases pululam querendo voar.
Mas não hoje. Só hoje. Hoje eu não quero falar de nada. Já sabemos o que hoje eu sei, hoje eu quero só ouvir a chuva. E que chova.
Há um excesso de pessoas que pensam e acham e se cercam de opiniões e certezas. Me poupo. Eu nunca soube de nada e não me tente ensinar. Sou arredia. Vou já fazer meu tricô. Ponto cruz. Shantala. Tortas de morango. Abdominais. Batuque em caixa de fósforo. Bambolê. Eu vou pintar e fazer bonecos. La la lala la la lala. Vou varrer a casa. Vou amar. Amar. E também vou dizer não. Naninanão. Bom dia.
Aos adictos de informação, sei não. Nada nada nada. Nadinha. Necas. Chispem daqui. Puxei o freio de mão para assoviar uma frase nova que hoje mesmo ainda esquecerei. Sou leiga. Eu quero é música. É muito mais verdadeiro colocar a alma numa melodia do que em um parágrafo. E não vou mentir para vocês. Não hoje.
No mais eu já disse, não sei, não vi e estou fora. E daqui de fora tudo parece bem mais legal...
09/01/2003
De volta. Cheia de amor no coraçãozinho. Adoro número ímpar. Viva 2003. Meus filhos continuam lindos. Para todos que passarem aqui, uma porção generosa de carinho. E abraços apertados nos queridos. Até bem breve, com um post decente.
10/12/2002
06/12/2002
sinto um arrepio sempre que lembro das noites com o Marcelo, mas melhores são mesmo as tardes. Isso pois de noite eu prefiro dormir logo depois, sem muito bla bla bla. Nas tardes, podemos sempre recomeçar; e o Marcelo faz cada vez melhor. Em sua experiência de garoto do interior talvez esteja boa parte do seu charme. Mas ele também é inteligente e musical. Não bastasse ser tão foda ele meio gay - não louca - mas meigo. Homem meigo pode tudo. Na melhor idade, jovem e sem traumas. Oras, ele devia mesmo ser chato, sendo assim. Para equilibrar. Amante empenhado, dedicado e gostoso. Adoro mostrar-lhe como me satisfaço e chamá-lo a participar. E ele sempre disposto. De fato gostamos mesmo disso. E prezamos muito nossa amizade. É esse o nosso amor, à parte.
Daqui há uns anos ele estará casado com uma garota linda. Companheira, que o apoia e fortalece. Essa garota vai ajudá-lo a ser cada vez mais foda. E ele será. Terá uma família estável e forte, coesa. E um lindo casal de filhos. Ambos com olhinhos brilhantes e cabelos encaracolados. Expressão sempre curiosa e feliz. Ele vai mostrar seus valores e indicar muitas portas aos filhos. Ensinará o amor pela música e pelas palavras. Focará a visão no belo sem deixar de mostrar o feio e o mau. Sem se corromper. Cheio de amor. Dando a oportunidade do erro e o conforto do abraço, a cada queda. Para que eles sempre tenham com quem contar. Sempre. Não resta dúvida que ele será um grande pai.
E também ele será o grande amigo e amante da sua esposa. Lhe escreverá muitas cartas e bilhetes, tolos, banais ou apaixonados. E lhe chupará deliciosamente os peitos e beijará o interior das coxas. Eu adoro quando ele toca meus seios e coxas. Terão inesquecíveis noitadas com vinho e muito sexo. E trará o café na cama. Esquecerá de detalhes e datas importantes, mas a surpreenderá em dias inusitados com muito carinho e romance. E rirão sempre juntos, como adolescentes, das crises da vida.
Essa família linda terá amigos eternos, e muitos queridos. É emocionante conhecer pessoas assim tão legais. Daqui há uns tantos anos as crianças que ainda não chegaram terão seus filhos, e o Marcelo será avô. E será um grande avô também, daqueles que os netos orgulhosamente descrevem nas redações sobre as férias na casa dos avós, ainda no primário. Então um dia ele me mostrará um texto do neto, emocionado e orgulhoso pela descrição carinhosa. Isso num dos nossos encontros, ainda escondidos, às quintas à tarde.
lupa no comment
uma vez escrevi um poema.
mas isso não interessa.
pro inferno com tudo.
eu me divirto por aqui.
é um lugar confortável, me sinto leve e babaca o bastante
espero não estar incomodando
espero que encontrem a cura
espero que haja um amanhã
digam a verdade a todas as crianças
papai noel é um velho pederasta
e o mickey mouse trabalha pra CIA
uma vez escrevi um poema.
mas isso não interessa.
pro inferno com tudo.
eu me divirto por aqui.
é um lugar confortável, me sinto leve e babaca o bastante
espero não estar incomodando
espero que encontrem a cura
espero que haja um amanhã
digam a verdade a todas as crianças
papai noel é um velho pederasta
e o mickey mouse trabalha pra CIA
huntch lahreb
27/11/2002
o melhor de se fazer planos é a chance de ser surpreendida com tudo correndo ao contrário ao traçado e ainda assim ser melhor que o pretendido.
23/11/2002
era tudo que eu precisava, estar aqui agora. essa temperatura perfeita, calor agradável e sol cansado quase caindo no horizonte. como é bom ver o horizonte cortado pelo mar. a brisa salgada e fresca que me enche a boca e o corpo de sede. água. nada pode ser melhor que essa água fresca e farta que me sacia. de coco. molho o rosto, os ombros, a barriga e o peito. os pés como os reis que me levam, massageados pela areia e uma ou outra onda atrevida que os alcança. poderia andar quilometros aqui. circular o continente escrevendo essas águas. e estou indo já. até....
michaelis cruzadas
1 Ação ou efeito de revoar. 2 Bando de aves que voam de volta ao ponto de partida. 3 Ensejo, oportunidade. Às revoadas: de espaço a espaço; de quando em quando; por vezes.
Nome da letra d. Pl: dês ou dd.
1 Representação mental de uma coisa concreta ou abstrata. 2 Imagem. 3 Filos Modelo eterno e perfeito do que existe. 4 Delineamento, esboço. 5 Talento inventivo; engenho. 6 Pensamento, concepção, plano. 7 Mente, imaginação. 8 Opinião, conceito. 9 Concepção primária que dá origem e desenvolvimento a uma obra de literatura ou de arte. 10 Noção, conhecimento. 11 Expediente, recurso. 12 Sistema filosófico. 13 Lembrança, recordação, reminiscência. 14 Psicol Qualquer experiência mental que se relacione com o conhecimento, não devida à estimulação presente. 15 Aparelho de pesca usado nas corredeiras do São Francisco; consiste em cordas estendidas de uma a outra margem e das quais pendem redes corrediças, chamadas canzuins. I. fixa: obsessão. I. força, Psicol: a que, segundo Alfred Fouillée, filósofo francês (1838-1912), encerra, além do elemento representativo, uma força de realização. I. luminosa: boa idéia. I.-mãe: aquela que dá origem a outras idéias. I. nova: opinião tendente a alterar a organização da sociedade num sentido avançado em liberdades. I. inatas: idéias que se supõe presentes no indivíduo antes de qualquer experiência. I. incompletas, Filos: as que só representam uma parte do que deveriam exprimir. I. transcendentes: as emanadas imediatamente da razão. Comungar as mesmas idéias que outrem: pensar o mesmo, estar de acordo. Ruim da idéia: louco. - plural
1 Ação ou efeito de revoar. 2 Bando de aves que voam de volta ao ponto de partida. 3 Ensejo, oportunidade. Às revoadas: de espaço a espaço; de quando em quando; por vezes.
Nome da letra d. Pl: dês ou dd.
1 Representação mental de uma coisa concreta ou abstrata. 2 Imagem. 3 Filos Modelo eterno e perfeito do que existe. 4 Delineamento, esboço. 5 Talento inventivo; engenho. 6 Pensamento, concepção, plano. 7 Mente, imaginação. 8 Opinião, conceito. 9 Concepção primária que dá origem e desenvolvimento a uma obra de literatura ou de arte. 10 Noção, conhecimento. 11 Expediente, recurso. 12 Sistema filosófico. 13 Lembrança, recordação, reminiscência. 14 Psicol Qualquer experiência mental que se relacione com o conhecimento, não devida à estimulação presente. 15 Aparelho de pesca usado nas corredeiras do São Francisco; consiste em cordas estendidas de uma a outra margem e das quais pendem redes corrediças, chamadas canzuins. I. fixa: obsessão. I. força, Psicol: a que, segundo Alfred Fouillée, filósofo francês (1838-1912), encerra, além do elemento representativo, uma força de realização. I. luminosa: boa idéia. I.-mãe: aquela que dá origem a outras idéias. I. nova: opinião tendente a alterar a organização da sociedade num sentido avançado em liberdades. I. inatas: idéias que se supõe presentes no indivíduo antes de qualquer experiência. I. incompletas, Filos: as que só representam uma parte do que deveriam exprimir. I. transcendentes: as emanadas imediatamente da razão. Comungar as mesmas idéias que outrem: pensar o mesmo, estar de acordo. Ruim da idéia: louco. - plural
15/11/2002
Beijinho Doce
Tom: A
E7 A
que beijinho doce
D
que ele tem
E7
depois que beijei ele
A
nunca mais beijei ninguém
D
que beijinho doce
B7
foi ele quem trouxe
E7
de longe prá mim
REFRÃO D
se me abraça apertado
E7
suspiro dobrado
A E7
que amor sem fim
A A7
coração que manda
D
quando a gente ama
E7
se estou junto dele
sem dar um beijinho
A
coração reclama
Tom: A
E7 A
que beijinho doce
D
que ele tem
E7
depois que beijei ele
A
nunca mais beijei ninguém
D
que beijinho doce
B7
foi ele quem trouxe
E7
de longe prá mim
REFRÃO D
se me abraça apertado
E7
suspiro dobrado
A E7
que amor sem fim
A A7
coração que manda
D
quando a gente ama
E7
se estou junto dele
sem dar um beijinho
A
coração reclama
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vomitando todas as palavras que me roçam as cordas / vocais / eu quero é mais / eu tenho a métrica / para te dizer que se a réplica / não vem à altura / melhor sair / na cara dura / eu não disfarço / nem desato / não é meta / dessa letra ser poeta / não precisa rimar / se sei versar / não preciso vir aqui pra me afirmar / eu to lesada / mas to ligeira / se atirar uma pedra eu detono uma pedreira / não vou calar / fala mais baixo que eu não quero te escutar / melhor parar / se eu começo não há quem vai me tirar / não sou folgada mas não pesa na parada / aqui quem fala / aqui quem manda / deixa eu dizer e não se espanta / aqui quem manda / aqui quem fala / aqui sou eu
vomitando todas as palavras que me roçam as cordas / vocais / eu quero é mais / eu tenho a métrica / para te dizer que se a réplica / não vem à altura / melhor sair / na cara dura / eu não disfarço / nem desato / não é meta / dessa letra ser poeta / não precisa rimar / se sei versar / não preciso vir aqui pra me afirmar / eu to lesada / mas to ligeira / se atirar uma pedra eu detono uma pedreira / não vou calar / fala mais baixo que eu não quero te escutar / melhor parar / se eu começo não há quem vai me tirar / não sou folgada mas não pesa na parada / aqui quem fala / aqui quem manda / deixa eu dizer e não se espanta / aqui quem manda / aqui quem fala / aqui sou eu
salve
quero mandar o foda-se. pau no cu dos hipócritas. dos comedidos. senta e roda todo mundo que julga. quem se acha. quem disfarça, quem engana. os difamadores e os armadores. dissimuladores. também os prepotentes. eu quero mandar um vai tomar no cu para todos os cus doces. que se fodam os pretensos. na boa. essa galerinha está mesmo precisando dar uma, mas bem dada.
quero mandar o foda-se. pau no cu dos hipócritas. dos comedidos. senta e roda todo mundo que julga. quem se acha. quem disfarça, quem engana. os difamadores e os armadores. dissimuladores. também os prepotentes. eu quero mandar um vai tomar no cu para todos os cus doces. que se fodam os pretensos. na boa. essa galerinha está mesmo precisando dar uma, mas bem dada.
06/11/2002
31/10/2002
Suzete sempre foi a menina mais estudiosa e com melhores notas de toda a turma. Fazia os trabalhos e passava cola para todos que pedissem. Estava sempre disposta a ajudar. Tinha disponíveis ouvidos e ombros para os muitos amigos, e ninguém como ela dizia a palavra certa, exortando, alegrando e fazendo com que todos se sentissem melhor. Muitas vezes Suzete dava seu próprio lanche ou suco a quem quer que pedisse, não se importando com a própria sede ou fome.
Ela não precisava de nada nem de ninguém, era o que eu supunha até esse dia. Sua alegria era ajudar. Emprestava suas canetas multicolores, passava cadernos a limpo, ria junto com os outros das piadas sobre seu peso e aparência. Nada a abalava. Se eu não a conhecesse, diria que Suzete não existe. É uma fadinha boa, das fábulas infantis.
Mas um dia Suzete acordou atrasada, e ela nunca se atrasava. Neste dia, ela se trocou rapidamente e não tomou seu costumeiro desjejum, com ovos mexidos no pão francês e groselha com leite. Pegou seu material e correndo chegou na escola esbaforida, ainda alguns segundos antes do sinal. Na lancheira o pão com ovo, que só poderia ser consumido na hora do recreio.
Suzete assistiu às primeiras aulas atenciosa, como sempre. Resolveu alguns exercícios para ela e para os meninos que pediram, mas sua barriga já estava roncando pela fome. Mal podia esperar o recreio para saciar-se com seu pãozinho francês amanhecido, pois era assim que ela gostava, recheado com ovos mexidos que sua mãe preparou, na manteiga. Mas as horas lentas judiavam de seu estômago faminto.
Então finalmente o sinal tocou. Hora do lanche. Foi aí que Jurandir se aproximou. Disse sem rodeios que estava com fome e queria o lanche dela. Ninguém dizia mesmo por favor ou muito obrigado a ela. Não combinava, parecia desnecessário. Ela também não reclamava de nada.
Surpreendente que nesse dia, faminta, ela ouviu o ronco do seu estômago, que gritou mais alto. Forrou seu paninho de prato bordado na mesa da professora e cortou em dois seu lanche. Entregou ao Jurandir a metade maior, e sorriu.
Mas Jurandir, que nunca a vira dividindo nada com ninguém, sentiu-se agredido. Julgou que ela fizera isso por racismo, já que ele era negro. Delicado, pegou as mãos da Suzete, quase galante. Tomou das suas mãos a metade menor, sorriso lento e longo, mudo. Abriu o pão e fixou o olhar no ovo frio, pastoso pela manteiga. Cuspiu. Fechou o lanche e o recolocou nas mãos dela, sem perder o sorriso mudo.
Toda a classe gargalhou por dentro, com seus olhares esquivos e comentários sussurrados. Jurandir saiu para o recreio, saboreando a metade maior.
30/10/2002
lorena nunca havia se apaixonado de verdade. exceto pelo seu personagem, rodrigo, que seria um moço muito doce e delicado. lindo. unhas curtinhas, pintadas de cor de rosa, mãos brancas e pequenas. cabelo liso e meio ensebado. jeans velho. coturnos. hering sem estampa. talvez brincos. boquita vermelha e atrevida. mas seria doce e calado. e claro, teria muitas tatuagens.
ela o mudava sempre, de acordo com seu humor. era essa a sua grande paixão, reescreve-lo. o texto anterior nunca se igualava ao atual. até que ela conheceu janete...
janete não era frágil, era enorme. janete, linda janete, tinha cabelos compridos e crespos, vermelhos. usava o jeans velho e o coturno. a boquita vermelha e atrevida. eram muitas as coincidências, exceto pelo fato da janete falar pelos cotovelos. mas quando a janete sorria, o mundo inteiro parava. a lorena, que nunca havia se apaixonado, apaixonou. parou de escrever seu amor e agora só queria a janete.
sonhava sempre com os peitinhos da janete na sua boca. imaginava sua lingua repartindo aqueles dois mundos, teria o mesmo gosto que o dela? queria prová-la sem pressa. lorena queria janete, mas janete misteriosamente partiu. sem despedida. e dizem que foi com rodrigo, que também nunca mais foi reescrito.
27/10/2002
25/10/2002
semínima
o meu silêncio deveria falar mais que minhas palavras. leia meus olhos se puder ouvir esse pedido. te digo, não é tempo de rebelar-se ante ao erro. é tempo de acertar. isso chamam de sabedoria, deficrar com doçura cada dia. e não que não seja uma luta constante. há um mundo todo conspirando contra a bem.
o meu silêncio deveria falar mais que minhas palavras. leia meus olhos se puder ouvir esse pedido. te digo, não é tempo de rebelar-se ante ao erro. é tempo de acertar. isso chamam de sabedoria, deficrar com doçura cada dia. e não que não seja uma luta constante. há um mundo todo conspirando contra a bem.
enquanto isso...
um skinhead sem dó mata a machadadas uma bicha puta com a bunda de fora na augusta, e se esconde na casa de seu amigo skinhead que transa com homens casados por dinheiro. eles se apaixonam e adotam um pitbull castrado.
um skinhead sem dó mata a machadadas uma bicha puta com a bunda de fora na augusta, e se esconde na casa de seu amigo skinhead que transa com homens casados por dinheiro. eles se apaixonam e adotam um pitbull castrado.
sustenido
o sustenido grita comigo, e seguro a nota até sumir todo o som, como de um sino que quase posso segurar a frequência finita. mas mesmo em silêncio ainda ouço, escondido num canto da sala. então brindo com a nota que me embalou. à nossa música.
o sustenido grita comigo, e seguro a nota até sumir todo o som, como de um sino que quase posso segurar a frequência finita. mas mesmo em silêncio ainda ouço, escondido num canto da sala. então brindo com a nota que me embalou. à nossa música.
24/10/2002
onde está wally?
se você disser que sou linda, vou achar que só quer me comer e então desisto.
mas se você disser que sou inteligente, vou achar que está me chamando de feia e vou entrar em crise.
se quiser me namorar, me mande rosas.
mas se quiser ser só amigo, não saberei o que há de errado comigo.
sou bem mais confusa do que posso explicar. sobretudo em dias como esses.
se você disser que sou linda, vou tentar ser mais discreta.
mas se você disser que sou inteligente, vou acreditar na sua burrice.
se quiser me namorar, sentirei como uma presa e voarei para longe
mas se quiser ser só amigo, é para sempre.
sou bem mais confusa do que posso explicar. sobretudo em dias como esses
se você disser que sou linda, vou beijar a sua boca.
mas se você disser que sou inteligente, no próximo encontro usarei uma mini saia.
se quiser me namorar, seja meu amigo.
mas se quiser ser só amigo, não me olhe desse jeito.
sou bem mais confusa do que posso explicar. sobretudo em dias como esses.
se você disser que sou linda, vou ficar sem jeito.
mas se você disser que sou inteligente, assumo que às vezes blefo.
se quiser me namorar, esteja preparado.
mas se quiser ser só amigo, ria comigo.
sou bem mais confusa do que posso explicar. sobretudo apaixonada.
se você disser que sou linda, vou achar que só quer me comer e então desisto.
mas se você disser que sou inteligente, vou achar que está me chamando de feia e vou entrar em crise.
se quiser me namorar, me mande rosas.
mas se quiser ser só amigo, não saberei o que há de errado comigo.
sou bem mais confusa do que posso explicar. sobretudo em dias como esses.
se você disser que sou linda, vou tentar ser mais discreta.
mas se você disser que sou inteligente, vou acreditar na sua burrice.
se quiser me namorar, sentirei como uma presa e voarei para longe
mas se quiser ser só amigo, é para sempre.
sou bem mais confusa do que posso explicar. sobretudo em dias como esses
se você disser que sou linda, vou beijar a sua boca.
mas se você disser que sou inteligente, no próximo encontro usarei uma mini saia.
se quiser me namorar, seja meu amigo.
mas se quiser ser só amigo, não me olhe desse jeito.
sou bem mais confusa do que posso explicar. sobretudo em dias como esses.
se você disser que sou linda, vou ficar sem jeito.
mas se você disser que sou inteligente, assumo que às vezes blefo.
se quiser me namorar, esteja preparado.
mas se quiser ser só amigo, ria comigo.
sou bem mais confusa do que posso explicar. sobretudo apaixonada.
eu sou fácil. todas as mulheres do mundo são fáceis. algumas fingem muito bem, mas essas são as mais fáceis. isso tudo pois para o amor, o mimo, mais carinho, respeito, amizade, cumplicidade, honestidade, admiração e tesão são suficientes. seduzem qualquer garota... e os homens retrucam que isso não é fácil, que isso é tudo. tolinhos. quem se contentaria com menos que tudo, se está apaixonado? por isso sempre escolhi por quem me apaixonar, o que não quer dizer que tenha sempre feito as escolhas certas. minha vó me disse uma vez que meu gosto era estragado. e eu te gosto, baby.
22/10/2002
engrenagens
não adianta zerar o marcador para contar tudo de novo. os erros serão os mesmos. é sempre tudo igual. pura perda de tempo. mas já que o tempo é feito para perder-se, melhor que seja assim. com você.
não adianta zerar o marcador para contar tudo de novo. os erros serão os mesmos. é sempre tudo igual. pura perda de tempo. mas já que o tempo é feito para perder-se, melhor que seja assim. com você.
18/10/2002
17/10/2002
"o diário da claudinha"
Carta do Amor Ideal
(não, essa carta eu não recebi, ainda. escrevi com carvão no sulfite branquinho, envelopei e mandei pelo correio para meu endereço, sem remetente. isso para exibi-la às amigas, mas principalmente pelo enorme exagerado tesão que sinto por eu mesma. tesão não, melhor chamar de amor, que é mais abrangente. tem gente que chama de umbiguismo. pode ser. mas eu aviso, nem tente usar essa minha carta como modelo para enviar à sua garota, a menos que me linke)
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Claudia
Claudia
que linda, que saudade...
não pude evitar. estou a lhe escrever esta carta para saber se posso te amar. há algum tempo esse sentimento está aqui, e já não sei o que fazer com ele...
serei seu melhor amigo, se um desejar. saberei a hora certa para te deixar sozinha, com seus botões e seus jardins, partindo cinco minutos antes e atrasando outros cinco longos minutos para chegar, de surpresa.
minha vida é melhorar sempre, para esse amor. eu preciso ser enorme, pois menos que isso é pouco para nós. já sei que a esta altura me ama, pois não pode resistir ao encanto que sinto por ti, delícia. você ama quem te ama e esquece quem te esquece, sempre tão óbvia e surpreendente. como eu, que agora posso te amar, hoje.
não digo que é um amor desinteressado. não digo que nada quero, claro que quero. mas não de ti vem meu alento. você é só a parte boa. a cobertura. meu presente de natal. para isso serve o amor, minha escolha lúcida e suas mãos macias. quero te ver bem de longe, pequenina, crescendo ao se aproximar, gigante me engolindo. então eu vou fazer cócegas no céu da sua boca, com minha lingua. e vamos sentir muita saudade. e matá-la. e sentir de novo.
se você precisar chorar, choramos juntos, mas prefiro que façamos coisas mais atraentes como transar e dormir, assistir filmes e comer amêndoas, sorrir com olhos e dispensar as palavras.
também vou dedicar muitas cartas escritas ao amor, o nosso e o dos outros. as palavras, suas amigas, me amarão como a você. beberemos juntos jarras de vinho tinto, e já embriagados dividiremos umas bruschetas no Buca Romana. para auxiliar a digestão andaremos de madrugada pelo centro antigo de são paulo.
mas não quero acordar todos os dias ao seu lado. não quero conhecer seus segredos. não vamos esgotar nossos assustos nem crer que nos conhecemos. seremos estranhos, sempre, com toda a cordialidade que cabe aos estranhos, no tempo em que as pessoas tinham alguma educação.
no mais, meu amor é finito, e por isso hoje é um dia tão especial. hoje eu te amo, linda.
ai, que saudade do que está por vir...
Carta do Amor Ideal
(não, essa carta eu não recebi, ainda. escrevi com carvão no sulfite branquinho, envelopei e mandei pelo correio para meu endereço, sem remetente. isso para exibi-la às amigas, mas principalmente pelo enorme exagerado tesão que sinto por eu mesma. tesão não, melhor chamar de amor, que é mais abrangente. tem gente que chama de umbiguismo. pode ser. mas eu aviso, nem tente usar essa minha carta como modelo para enviar à sua garota, a menos que me linke)
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São Paulo, a qualquer tempo.
Claudia
Claudia
que linda, que saudade...
não pude evitar. estou a lhe escrever esta carta para saber se posso te amar. há algum tempo esse sentimento está aqui, e já não sei o que fazer com ele...
serei seu melhor amigo, se um desejar. saberei a hora certa para te deixar sozinha, com seus botões e seus jardins, partindo cinco minutos antes e atrasando outros cinco longos minutos para chegar, de surpresa.
minha vida é melhorar sempre, para esse amor. eu preciso ser enorme, pois menos que isso é pouco para nós. já sei que a esta altura me ama, pois não pode resistir ao encanto que sinto por ti, delícia. você ama quem te ama e esquece quem te esquece, sempre tão óbvia e surpreendente. como eu, que agora posso te amar, hoje.
não digo que é um amor desinteressado. não digo que nada quero, claro que quero. mas não de ti vem meu alento. você é só a parte boa. a cobertura. meu presente de natal. para isso serve o amor, minha escolha lúcida e suas mãos macias. quero te ver bem de longe, pequenina, crescendo ao se aproximar, gigante me engolindo. então eu vou fazer cócegas no céu da sua boca, com minha lingua. e vamos sentir muita saudade. e matá-la. e sentir de novo.
se você precisar chorar, choramos juntos, mas prefiro que façamos coisas mais atraentes como transar e dormir, assistir filmes e comer amêndoas, sorrir com olhos e dispensar as palavras.
também vou dedicar muitas cartas escritas ao amor, o nosso e o dos outros. as palavras, suas amigas, me amarão como a você. beberemos juntos jarras de vinho tinto, e já embriagados dividiremos umas bruschetas no Buca Romana. para auxiliar a digestão andaremos de madrugada pelo centro antigo de são paulo.
mas não quero acordar todos os dias ao seu lado. não quero conhecer seus segredos. não vamos esgotar nossos assustos nem crer que nos conhecemos. seremos estranhos, sempre, com toda a cordialidade que cabe aos estranhos, no tempo em que as pessoas tinham alguma educação.
no mais, meu amor é finito, e por isso hoje é um dia tão especial. hoje eu te amo, linda.
ai, que saudade do que está por vir...
16/10/2002
conto de fadas
A Flora
aquela menina tinha medo das pessoas. se lhe sorrissem, veria só maldade nós olhos, mesmo nos mais inocentes. se tentassem lhe abraçar, temeria uma punhalada pelas costas. ela se vestia com uma invisível armadura e lá permanecia, a todos observando e de todos se protegendo, sempre.
como era certa da crueldade e egoísmo inerentes aos humanos, jamais transparecia seus sentimentos, nobres ou banais. sua doçura era medida. seus gestos pensados. suas verdades, escolhidas a dedo. ela não errava, nunca. pronunciava as falas ideais, assumia os gestos adequados e até seus erros eram acertados.
por isso tudo ela era amada. muito querida por todos. as pessoas confiavam integralmente na sua postura irrepreensível. se encantavam com sua benevolência. ela estava sempre disponível para o bem. pratica yoga e fazia caridade. era excelente conselheira sobretudo ouvinte. tinha todas as palavras e silêncios certos nas horas certas. muitos homens a amaram. mas ninguém nunca a conheceu, de fato. até que encontrou a Brisa.
A Brisa
essa outra era a outra. metia os pés pelas mãos. confiava o seu melhor a qualquer um que lhe sorrisse pois se apaixonava facilmente por sorrisos e olhos e bocas e mentiras, de meninos e meninas. não lhe importava distinguir o real do imaginário. gostava das mentiras, desde que adocicadas. ela rapidamente se apaixonava e despaixonava, e muito pouco já a fazia sorrir e dançar e cantar e celebrar a vida. gostava de agradar, mimar, mas por quase nada também mandava tudo e todos à casa do caralho. depois se arrependia, e não tinha vergonha nenhuma de pedir desculpas, um milhão e setecentas vezes.
gostava de sexo e drogas e homens mais novos. e garotas femininas. gostava de errar, acreditando que erros são a escada da evolução. mas ela sempre esquecia deles, antes mesmo que cicatrizassem. se a vida é digna de ser vivida, deve ser vivida com intensidade total, tinha tatuado no antebraço.
por isso tudo as pessoas gostavam dela, até certo ponto. depois disso ela incomodava. os homens a queriam e temiam, as garotas a amavam e odiavam. ainda assim ela entregava tudo, e não se dividia por isso, mas multiplicava. até que conheceu Flora. eram uma só. casaram e viveram felizes para sempre.
A Flora
aquela menina tinha medo das pessoas. se lhe sorrissem, veria só maldade nós olhos, mesmo nos mais inocentes. se tentassem lhe abraçar, temeria uma punhalada pelas costas. ela se vestia com uma invisível armadura e lá permanecia, a todos observando e de todos se protegendo, sempre.
como era certa da crueldade e egoísmo inerentes aos humanos, jamais transparecia seus sentimentos, nobres ou banais. sua doçura era medida. seus gestos pensados. suas verdades, escolhidas a dedo. ela não errava, nunca. pronunciava as falas ideais, assumia os gestos adequados e até seus erros eram acertados.
por isso tudo ela era amada. muito querida por todos. as pessoas confiavam integralmente na sua postura irrepreensível. se encantavam com sua benevolência. ela estava sempre disponível para o bem. pratica yoga e fazia caridade. era excelente conselheira sobretudo ouvinte. tinha todas as palavras e silêncios certos nas horas certas. muitos homens a amaram. mas ninguém nunca a conheceu, de fato. até que encontrou a Brisa.

A Brisa
essa outra era a outra. metia os pés pelas mãos. confiava o seu melhor a qualquer um que lhe sorrisse pois se apaixonava facilmente por sorrisos e olhos e bocas e mentiras, de meninos e meninas. não lhe importava distinguir o real do imaginário. gostava das mentiras, desde que adocicadas. ela rapidamente se apaixonava e despaixonava, e muito pouco já a fazia sorrir e dançar e cantar e celebrar a vida. gostava de agradar, mimar, mas por quase nada também mandava tudo e todos à casa do caralho. depois se arrependia, e não tinha vergonha nenhuma de pedir desculpas, um milhão e setecentas vezes.
gostava de sexo e drogas e homens mais novos. e garotas femininas. gostava de errar, acreditando que erros são a escada da evolução. mas ela sempre esquecia deles, antes mesmo que cicatrizassem. se a vida é digna de ser vivida, deve ser vivida com intensidade total, tinha tatuado no antebraço.
por isso tudo as pessoas gostavam dela, até certo ponto. depois disso ela incomodava. os homens a queriam e temiam, as garotas a amavam e odiavam. ainda assim ela entregava tudo, e não se dividia por isso, mas multiplicava. até que conheceu Flora. eram uma só. casaram e viveram felizes para sempre.
15/10/2002
overdose
que se foda a impessoalidade. acabo de receber minha caixa de quindins.
hmmmmmmmmmmmmmmmmm
são muuuuuuuuuuuuuuuuito muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito bons.
fresquinhos, macios, deliciosos
nhac nhac nhac
que se foda a impessoalidade. acabo de receber minha caixa de quindins.
hmmmmmmmmmmmmmmmmm
são muuuuuuuuuuuuuuuuito muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito bons.
fresquinhos, macios, deliciosos
nhac nhac nhac
14/10/2002
icq
precisamos de coragem.
duas colheres de porra-louquice
5 pitadas de independencia
mel
altruismo e egoismo em doses iguais
pimenta a gosto
agite bem com os amigos. tome ao acordar.
precisamos de coragem.
duas colheres de porra-louquice
5 pitadas de independencia
mel
altruismo e egoismo em doses iguais
pimenta a gosto
agite bem com os amigos. tome ao acordar.
netfriend
prescrição
![]() | você está gripado, precisa de um chá.
vou lá ver o que há na sua dispensa e já preparo e te trago. enquanto isso tire essa roupa, deite e se cubra com o lençol. após o chá te farei uma massagem. óleos essenciais de eucalipto, limão e hortelã, mais duas gotas de alecrim e uva. é tiro e queda. então é só permanecer aquecido e dormir. amanhã certamente estará melhor, texugo. |
13/10/2002

vou virar tudo de pernas para o ar. vou raspar a cabeça com máquina zero e tatuar uma âncora, com naquim azul, na nuca. vou transar cinco dias seguidos seis vezes ao dia. vou dançar por 1h nos sete dias da semana. não dormirei antes das 3h nem acordarei depois 9h, e terei 1h de siesta, diariamente. eu vou escrever um livro e três longas e uns contos e muitas mentiras. e cartas para os meus amados. deixa eu dizer que te amo. eu vou sorrir e sorria, estou te filmando. vou trabalhar num bingo a noite inteira. vou ser gerente de posto de gasolina à tarde. vou fazer etiquetas, vender shows e escrever apostilas. vou fotografar formatura de pré escola. e ganhar na mega sena. meu desejo é que possamos ser livres. felizes. que fiquemos o melhor possível e não soframos. não julgue. não grite. sorria, estou te filmando, amor.
qualquer brisa me leva enquanto não tiver a âncora de naquim azul, na nuca, para me segurar.
11/10/2002
diet
hoje descobri que o menino mais lindo do mundo é possivelmente o mais trapalhão. ele me mandou uma linda caixa de quindins, que eu amo, quindins e queijadinhas e mais quindins de nozes, vindos de Pelotas. um encanto. claro, merecidamente enviados para mim pois venci uma aposta. hahaha. risos. o jujubinha clicou algo errado ao comprar e a entrega foi feita no prazo, quindins certeiros, mas no endereço errado. foram para casa dele! não poderia mesmo ser melhor, docinho!
hoje descobri que o menino mais lindo do mundo é possivelmente o mais trapalhão. ele me mandou uma linda caixa de quindins, que eu amo, quindins e queijadinhas e mais quindins de nozes, vindos de Pelotas. um encanto. claro, merecidamente enviados para mim pois venci uma aposta. hahaha. risos. o jujubinha clicou algo errado ao comprar e a entrega foi feita no prazo, quindins certeiros, mas no endereço errado. foram para casa dele! não poderia mesmo ser melhor, docinho!
Pollyanna
10/10/2002
melhor nem ler
eu acho duplo sentido um cu. literalmente. é o portal da merda. mas pior, ao invés de se lavar depois de cagado, é quem caga e senta em cima. que lixo. estou cagando e andando para o duplo sentido. eu acho duplo sentido um cu. literalmente. cu no qual o mundo todo pensa quando quer foder com alguém. sejamos claros. pau no cu de quem não gosta.
eu acho duplo sentido um cu. literalmente. é o portal da merda. mas pior, ao invés de se lavar depois de cagado, é quem caga e senta em cima. que lixo. estou cagando e andando para o duplo sentido. eu acho duplo sentido um cu. literalmente. cu no qual o mundo todo pensa quando quer foder com alguém. sejamos claros. pau no cu de quem não gosta.
08/10/2002
lá vem uma única palavra e entrega tudo, por isso calo os dedos e só digo uma coisa, nada.
não benzinho, não me peça em casamento, a menos que espere que eu fuja.
como posso ficar só um pouquinho só se eu nunca vou embora?
07/10/2002
02/10/2002
29/09/2002
Observatório Astronómico de Lisboa
Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa
ASTRONOMOS ENCONTRAM O TIPO DE BURACOS-NEGROS QUE FALTAVA
Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa
ASTRONOMOS ENCONTRAM O TIPO DE BURACOS-NEGROS QUE FALTAVA
Após quase 30 anos de pesquisa, os astrónomos descobriram um novo tipo de buracos-negros, que já estava previsto teóricamente, mas que nunca tinha sido avistado. O sítio onde estes buracos-negros de tamanho médio foram encontrados é uma das várias surpresas que nos irá levar a uma melhor compreensão da formação quer dos buracos-negros, quer do sítio onde eles se encontram.
Utilizando o Telescópio Espacial Hubble, os astrónomos descobriram dois buracos-negros no centro de enxames globulares. O primeiro, um buraco negro com aproximadamente 4000 vezes a massa do sol, foi encontrado no centro de M15, um enxame globular situado a aproximadamente 32000 anos-luz na constelação de Pegasus. O segundo foi localizado no centro do enxame Globular G1 a uma distancia de 2.2 milhões de anos-luz na galáxia de Andrómedae possui uma massa de cerca de 20000 massas solares.
Antes desta descoberta só se tinham encontrado dois tipos de buracos-negros:buracos-negros supermassivos (milhões ou mesmo milhares de milhões de vezes mais massivos que o nosso Sol) que se encontram no centro de galáxias; e buracos-negros de tamanho estelar, que se formam a partir dos restos de uma estrela que explodiu como supernova. Este novo tipo de buracos negros, poderá constituir o elo que faltava entre os buracos negros supermassivos e os de tamanho estelar.
A importancia desta descoberta poderá estar no facto de que estes buracos negros de massa-intermédia agora descobertos, podem ser os blocos com os quais se controem os buracos-negros supermassivos que se encontram no centro da maioria das galáxias.
Desde os anos 70 que os observadores tentaram encontrar buracos-negros com massas intermédias, mas o poder de resolução limitado dos telescópios colocados na superfície terrestre impediram-nos sempre de o conseguir. Estudos através de Raios-X, feitos usando os satélites ROSAT e Chandra, já tinham dado algumas pistas para a existência deste tipo de buracos negros em galáxias onde se estão a formar estrelas. Contudo, existiam explicações alternativas que poderiam justificar os dados recebidos sem necessidade de invocar a existência de buracos negros com estas características.
Utilizando o Telescópio Espacial Hubble, os astrónomos descobriram dois buracos-negros no centro de enxames globulares. O primeiro, um buraco negro com aproximadamente 4000 vezes a massa do sol, foi encontrado no centro de M15, um enxame globular situado a aproximadamente 32000 anos-luz na constelação de Pegasus. O segundo foi localizado no centro do enxame Globular G1 a uma distancia de 2.2 milhões de anos-luz na galáxia de Andrómedae possui uma massa de cerca de 20000 massas solares.
Antes desta descoberta só se tinham encontrado dois tipos de buracos-negros:buracos-negros supermassivos (milhões ou mesmo milhares de milhões de vezes mais massivos que o nosso Sol) que se encontram no centro de galáxias; e buracos-negros de tamanho estelar, que se formam a partir dos restos de uma estrela que explodiu como supernova. Este novo tipo de buracos negros, poderá constituir o elo que faltava entre os buracos negros supermassivos e os de tamanho estelar.
A importancia desta descoberta poderá estar no facto de que estes buracos negros de massa-intermédia agora descobertos, podem ser os blocos com os quais se controem os buracos-negros supermassivos que se encontram no centro da maioria das galáxias.
Desde os anos 70 que os observadores tentaram encontrar buracos-negros com massas intermédias, mas o poder de resolução limitado dos telescópios colocados na superfície terrestre impediram-nos sempre de o conseguir. Estudos através de Raios-X, feitos usando os satélites ROSAT e Chandra, já tinham dado algumas pistas para a existência deste tipo de buracos negros em galáxias onde se estão a formar estrelas. Contudo, existiam explicações alternativas que poderiam justificar os dados recebidos sem necessidade de invocar a existência de buracos negros com estas características.
Contentes, os astrónomos envolvidos nesta descoberta afirmam que: "É realmente excitante encontrar finalmente provas indiscutíveis de que a natureza sabe como fazer estes monstros estranhos."
Os astrónomos descobriram os buracos-negros observando o comportamento de estrelas que se encontram perto do centro de cada enxame. O enxame M15 está tão próximo de nós que foi possível estudar a velocidade de várias estrelas individuais orbitando perto do centro do enxame. Pelo contrário, devido ao facto do enxame G1 se encontrar mais afastado, foi possível observar apenas o movimento de grupos de estrelas junto ao centro do enxame G1.
Estas medições permitiram que os astrónomos percebessem que existe uma enorme força gravitacional no centro de cada enxame, e também lhes permitiu
calcular o valor da massa que provoca essa força gravitacional, ou seja, da massa do buraco-negro.
As observações feitas com o Hubble também revelam uma relação entre a massa de cada enxame e a massa do buraco-negro no seu centro. Já se tinha
observado anteriormente que os buracos-negros presentes no centro das galáxias contém cerca de 0,5% da massa da galáxia. Surpreendentemente
acontece exactamente o mesmo com o novo tipo de buracos-negros, apesar de serem centenas de milhar de vezes mais leves que os buracos-negros mais
massivos.
A importancia desta relação reside no facto de que esta relação entre a massa de qualquer dos tipos de buracos-negros e o sítio onde eles se encontram sugere que exista um processo comum responsável pela formação de buracos-negros, enxames globulares e galáxias, que os astrónomos ainda não foram capazes de entender.
A descoberta pode, também, ajudar a encontrar a resposta para a pergunta "O que apareceu primeiro? A galáxia (ou, neste novo caso, o enxame) ou o buraco negro?". Estes novos dados observacionais apontam para que se comece com um pequeno buraco-negro, uma espécie de semente que vai crescendo com a galáxia ou o enxame.
Esta descoberta revela ainda que os buracos negros são ainda mais comuns no Universo do que se esperava.
Os astrónomos descobriram os buracos-negros observando o comportamento de estrelas que se encontram perto do centro de cada enxame. O enxame M15 está tão próximo de nós que foi possível estudar a velocidade de várias estrelas individuais orbitando perto do centro do enxame. Pelo contrário, devido ao facto do enxame G1 se encontrar mais afastado, foi possível observar apenas o movimento de grupos de estrelas junto ao centro do enxame G1.
Estas medições permitiram que os astrónomos percebessem que existe uma enorme força gravitacional no centro de cada enxame, e também lhes permitiu
calcular o valor da massa que provoca essa força gravitacional, ou seja, da massa do buraco-negro.
As observações feitas com o Hubble também revelam uma relação entre a massa de cada enxame e a massa do buraco-negro no seu centro. Já se tinha
observado anteriormente que os buracos-negros presentes no centro das galáxias contém cerca de 0,5% da massa da galáxia. Surpreendentemente
acontece exactamente o mesmo com o novo tipo de buracos-negros, apesar de serem centenas de milhar de vezes mais leves que os buracos-negros mais
massivos.
A importancia desta relação reside no facto de que esta relação entre a massa de qualquer dos tipos de buracos-negros e o sítio onde eles se encontram sugere que exista um processo comum responsável pela formação de buracos-negros, enxames globulares e galáxias, que os astrónomos ainda não foram capazes de entender.
A descoberta pode, também, ajudar a encontrar a resposta para a pergunta "O que apareceu primeiro? A galáxia (ou, neste novo caso, o enxame) ou o buraco negro?". Estes novos dados observacionais apontam para que se comece com um pequeno buraco-negro, uma espécie de semente que vai crescendo com a galáxia ou o enxame.
Esta descoberta revela ainda que os buracos negros são ainda mais comuns no Universo do que se esperava.
28/09/2002
Bebendo vinho
(Wander Wildner)
Intro: G
C G
Eu vivo sozinho e apaixonado
D
Não tenho ninguém
C G
Aqui do meu la...do
C Bm
Meu cachorro Vênus foi roubado
Am C G
Fiquei um pouco preocupa...do
C G
Vou me entorpecer bebendo vinho
D
Eu sigo só
G (A G D G)
No meu caminho
C G
Chove prá caramba aqui no Rio
D
Penso no Sul
C G
Aquele fri...o
C Bm
A TV diz que vai fazer sol
Am C G
Não sei se é bom ou é pio...r
C G
Vou me entorpecer bebendo vinho
D
Eu sigo só
G (A G D G)
No meu caminho
C G
A radio toca um velho Rock and Roll
D
Fico pensando
C G
Aonde esto...u
C Bm
Nada satisfaz nessa hora
Am C G
Se é assim eu vou embo...ra
C G
Vou me entorpecer bebendo vinho
D
Eu sigo só
G
No meu caminho.
(Wander Wildner)
Intro: G
C G
Eu vivo sozinho e apaixonado
D
Não tenho ninguém
C G
Aqui do meu la...do
C Bm
Meu cachorro Vênus foi roubado
Am C G
Fiquei um pouco preocupa...do
C G
Vou me entorpecer bebendo vinho
D
Eu sigo só
G (A G D G)
No meu caminho
C G
Chove prá caramba aqui no Rio
D
Penso no Sul
C G
Aquele fri...o
C Bm
A TV diz que vai fazer sol
Am C G
Não sei se é bom ou é pio...r
C G
Vou me entorpecer bebendo vinho
D
Eu sigo só
G (A G D G)
No meu caminho
C G
A radio toca um velho Rock and Roll
D
Fico pensando
C G
Aonde esto...u
C Bm
Nada satisfaz nessa hora
Am C G
Se é assim eu vou embo...ra
C G
Vou me entorpecer bebendo vinho
D
Eu sigo só
G
No meu caminho.
25/09/2002
Não posso, por exemplo, deixar de gritar impropérios meia hora por dia pelo menos, ou corro o risco de deixar que as pessoas de ouvidos sensíveis se aproximem demais. Devo também lembrar sempre de mergulhar de cabeça em todo o tipo de incertezas que me apareçam na frente, sejam elas sobre minha futura vida ou minha certa morte.
James
eu definitivamente não deveria ter saído de salto alto hoje. minha meia já desfiou e os pés nem sinto mais. que merda dessa garoa do cu. tinha uma casa lilás na esquina. ih... acho que já passei por aqui. devia mesmo ter deixado o carro com o manobrista... a vaca da Lu sempre arruma um macho e eu volto sozinha. merda. e a fdp que é boa com caminhos... ai. não aguento mais. preciso sentar. pára! assim eu não consigo. vou tentar fazer o caminho mentalmente, eu tinha decorado que era 2D3E2D. segunda direita, terceira esquerda e segunda direita. vou voltar para lá e recomeçar. mas, e agora, de onde eu vim?
.........
não deveria ter aceitado aquilo. onde é que deixei meu carro, caralho? la lala lala. meu deus... essa rua vazia, melhor nem pensar. nem lembrar de medo senão ele vem e domina. la lala lala. o que eu comi mesmo hoje? não, preciso achar o caminho. sem medo e sem viadice.
.........
é, mas eu estou mesmo com medo. merda. com medo e aquela sensação horrível que estão me olhando. não, não tem mais ninguém aqui. ninguém. ninguém. ninguém.. então porque esse medo? fantasma eu não acredito... mas demônios... la lala lala parece que tem alguém. tem alguém me espreitando. mas se eu não posso ver e nem me toca então não há ninguém. que viagem... vou cantar. la lala lala
.........
não. não adianta cantar e não pensar. tenho que enfrentar esse medo idiota e resolver. cadê meu carro, onde foi que eu deixei? essas ruas são todas iguais. o que que eu estou fazendo aqui em Brasília? preciso pensar. preciso sentar. oba, um orelhão. vou parar e fingir que ligo. preciso lembrar de onde eu vim ou achar para onde vou. que medo. puta orelhão sinistro. não dá para ver se vem alguém dali. ai que medo, está foda. espera.
.........
ai, ouvi algo. aaaaai. um gato? não, passos. vou olhar. melhor encarar. vou. suspiro. riso. como sou uma tolinha. ele nem me notou, passou batido. metida à besta, me cagando e passa esse brutamontes mal encarado e nem me liga. riso. vou andar. só andando. vou tirar esse sapato. vou mesmo. aaaaaaaaai, que delícia. la lala la. vou pegar essa vila, não passei por vila nenhuma, mas vai saber onde dá... talvez num ponto de taxi. amanhã volto de dia, acho o carro e tudo acaba bem. la lala lala. é aqui, acho que era aqui. yessss. olha a casa casa lilás ali. é naquela rua! pronto, menina. agora falta pouco. sem demônios, sem tarados. suspiro. que paranóica, eu... olha ele lá, la lala lala. meu carrinho lindo que eu amo... eu vou sentar eu vou sentar eu vou chegar em casa e tomar um banho quente e um chá. meu carro meu amado, nunca foi tão bom te ver... oi lindinho, dá vontade de te beijar, sabia? carrinho velho de guerra. pronto, chaves... ãn? aaaaaaaaa! caraaaalho! esqueci a chave e os cigarros no balcão do bar!
mágico de oz
no meu mundo faz-de-conta todas as cores têm aromas. isso pois eu gosto de cheiros. há carinho, colo e cafuné, que nunca faltam. nem sexo, maravilhoso e não casual. os relacionamentos maturam sem esfriar e a paixão nunca acaba, é orgânica. nesse mundo criança bebe vinho e o adulto não deixa de brincar. mas não pense que todos se gostam e têm afinidades. só que nesse mundo via de regra as pessoas sabem a hora certa de calar ou mesmo ir embora, antes de se tornarem desagradáveis. e não há saudade, sendo bem simples dizer adeus. tchau.
no meu mundo faz-de-conta todas as cores têm aromas. isso pois eu gosto de cheiros. há carinho, colo e cafuné, que nunca faltam. nem sexo, maravilhoso e não casual. os relacionamentos maturam sem esfriar e a paixão nunca acaba, é orgânica. nesse mundo criança bebe vinho e o adulto não deixa de brincar. mas não pense que todos se gostam e têm afinidades. só que nesse mundo via de regra as pessoas sabem a hora certa de calar ou mesmo ir embora, antes de se tornarem desagradáveis. e não há saudade, sendo bem simples dizer adeus. tchau.
24/09/2002
Não negar a Pátria
Não cobiçar a mulher do próximo
Ser humilde
Fortalecer os caidinhos
Eliminar nossos inimigos
Não acusar sem provas
Não conspirar
Não caguetar
Não matar em vão
Sermos coletivos.
Fernandinho Beira-Mar
23/09/2002
vamos passear no parque
então finalmente o barril de pólvoras será dividido em várias bombinhas, morteiros e rojões, espalhados pelo estado. mas enquanto os miseráveis continuarem sem perspectiva e parindo mais e mais excluídos, qualquer atitude eleitoreira será mero paliativo.
então finalmente o barril de pólvoras será dividido em várias bombinhas, morteiros e rojões, espalhados pelo estado. mas enquanto os miseráveis continuarem sem perspectiva e parindo mais e mais excluídos, qualquer atitude eleitoreira será mero paliativo.
Diário De Um Detento
Aqui estou, mais um dia
Sob olhar sanguinário do vigia
Você não sabe como é caminhar com a cabeça na mira de uma HK
Metralhadora alemã ou de Israel
Estraçalha ladrão que nem papel
Na muralha em pé
Mais um cidadão José
Servindo o Estado, um PM bom
Passa fome, metido a Charles Bronson
Ele sabe o que eu desejo, sabe o que eu penso
O dia tá chuvoso, o clima tá tenso
Vários tentaram fugir, eu também quero
Mas de um a cem, a minha chance é zero
Será que Deus ouviu minha oração ?
Será que o juiz aceitou minha apelação ?
Manda um recado lá pro meu irmão :
Se tiver usando droga tá ruim na minha mão
Ele ainda tá com aquela mina ?
Pode crê, o moleque é gente fina
Tirei um dia a menos ou um dia a mais
Sei lá, tanto faz, os dias são iguais
Acendo um cigarro vejo o dia passar
Mato o tempo pra ele não me matar
Homem é homem, mulher é mulher, estrupador é diferente, né ?
Toma soco toda hora, ajoelha e beija os pés
E sangra até morrer na rua 10
Cada detento uma mãe, uma crença
Cada crime uma sentença
Cada sentença um motivo, uma história de lágrima, sangue, vidas e glórias
Abandono, miséria, ódio, sofrimento, desprezo, desilusão, ação do tempo
Misture bem essa química, pronto: fiz um novo detento
Lamentos no corredor, na cela, no pátio, ao redor do campo, em todos os cantos
Mas eu conheço o sistema, meu irmão, aqui não tem santo
Ratatatá, preciso evitar que um safado faça minha mãe chorar
Minha palavra de honra me protege
Pra viver no país das calças beges
Tic-tac, ainda é nove e quarenta
O relógio na cadeia anda em câmera lenta
Ratatatá, mais um metrô vai passar
Com gente de bem, apressada, católica
Lendo jornal, satisfeita, hipócrita
Com raiva por dentro, a caminho do centro
Olhando pra cá, curiosos é lógico
Não, não é não. Não é o zoológico
Minha vida não tanto valor
Quanto seu celular, seu computador
Hoje, tá difícil, não sai o sol
Não tem visita, não tem futebol
Alguns companheiros tem a mente mais fraca
Não suporta o tédio , arruma quiaca
Graça a Deus e á Virgem Maria
Faltam só um ano, três meses e uns dias
Tem uma cela lá em cima fechada desde terça-feira
Ninguém abra pra nada
Só o cheiro de morte pinho sol
Um preso se enforcou com o lençol
Qual que foi ? Quem sabe ? Não conta
Ia tirar mais uns seis de ponta a ponta
Nada deixe um homem mais doente
Do que o abandono dos parentes
Aí moleque, me diz então ? Cê que o quê ?
A vaga tá lá esperando você
Pega todos os seus artigos importados
Seu currriculum no crime e limpa o rabo
A vida bandida é sem futuro
A sua cara fica branca desse lado do muro
Já ouviu falar de Lúcifer que veio do inferno com moral um dia ?
No Carandiru não, ele é só mais um, comendo rango azedo com pneumonia
Aqui tem mano de Osasco, do Jardim D'Abril
Parelheiros, Mogi, Jardim Brasil
Bela Vista, Jardim Ângela, Heliópolis
Itapevi, Paraisópolis
Ladrão sangue bom, tem moral na quebrada
Mas pro Estado, é só mais um número, mais nada
Nove Pavilhões, sete mil homens que custam trezentos reais por mês cada
Na última visita, neguinho veio aí
Trouxe umas frutas, Marlboro, Free
Ligou que um pilantra lá da área voltou
Com Kadett vermelho, placa de Salvador
Pagando de gatão, ele xinga, ele abusa
Com uma 9 milímetros debaixo da blusa
Aí, neguinho vem cá, e os manos onde é que tá ?
Lembra desse cururu que tentou me matar ?
"Aquele puto é ganso, pilantra corno manso
Ficava muito louco e deixava a mina só
A mina era virgem, ainda era menor
Agora faz chupeta em troca de pó"
Esses papo me incomoda
Se eu tô na rua é foda ...
"É, o muda roda, ele pode vir pra cá ... "
Não, já, já, meu processo tá aí
Eu quero mudar, eu quero sair
Se eu trombo esse fulano ... não tem pá, não tem pum, vou ter que
assinar o 121
Amanheceu com sol, dois de outubro
Tudo funcionando, limpeza jumbo
De madrugada eu senti um calafrio
Não era do vento, não era do frio
Acerto de conta tem quase todo dia
Ia Ter outro logo mais, eu sabia
Lealdade é o que todo preso tenta
Conseguir, a paz, de forma violenta
Se um salafrário sacanear alguém
Leva ponto na cara igual Frankstein
Fumaça na janela, tem fogo na cela
Fudeu, foi além, ... se pã, tem refém
Na maioria, se deixou envolver
Por uns cinco ou seis que não tem nada a perder
Dois ladrões considerados começaram a discutir
Mas não imaginavam o que estaria por vir
Traficantes, homicidas, estelionatários
Uma maioria de moleque primário
Era a brecha que o sistema queria
Avise o IML, chegou o grande dia
Dependo do sim ou não de um só homem
Que prefere ser neutro pelo telefone
Ratatatá caviar e champanhe
Fleury foi almoçar que se foda minha mãe
Cachorros assassinos, gás lacrimogêneo ...
Quem mata mais ladrão ganha medalha de prêmio
O ser humano é descartável no Brasil
Com módes usado ou Bombril
Cadeia ? Claro que o sistema não quis
Esconde o que a novela não diz
Ratatatá, sangue jorra como água
Do ouvido, da boca e nariz
O Senhor é meu pastor ... perdoe o que seu filho fez
Morreu de bruços no Salmo 23
Sem padre, sem repórter, sem arma, sem socorro
Vai pegar HIV na boca do cachorro
Cadáveres no poço, no pátio interno
Adolph Hitler sorri no inferno
O Robocop do governo é frio, não sente pena
Só ódio e ri como a hiena
Ratatatá, Fleury e sua gangue
Vão nadar numa piscina de sangue
Mas quem vai acreditar no meu depoimento ?
Dia três de outubro, diário de um detento.
Sob olhar sanguinário do vigia
Você não sabe como é caminhar com a cabeça na mira de uma HK
Metralhadora alemã ou de Israel
Estraçalha ladrão que nem papel
Na muralha em pé
Mais um cidadão José
Servindo o Estado, um PM bom
Passa fome, metido a Charles Bronson
Ele sabe o que eu desejo, sabe o que eu penso
O dia tá chuvoso, o clima tá tenso
Vários tentaram fugir, eu também quero
Mas de um a cem, a minha chance é zero
Será que Deus ouviu minha oração ?
Será que o juiz aceitou minha apelação ?
Manda um recado lá pro meu irmão :
Se tiver usando droga tá ruim na minha mão
Ele ainda tá com aquela mina ?
Pode crê, o moleque é gente fina
Tirei um dia a menos ou um dia a mais
Sei lá, tanto faz, os dias são iguais
Acendo um cigarro vejo o dia passar
Mato o tempo pra ele não me matar
Homem é homem, mulher é mulher, estrupador é diferente, né ?
Toma soco toda hora, ajoelha e beija os pés
E sangra até morrer na rua 10
Cada detento uma mãe, uma crença
Cada crime uma sentença
Cada sentença um motivo, uma história de lágrima, sangue, vidas e glórias
Abandono, miséria, ódio, sofrimento, desprezo, desilusão, ação do tempo
Misture bem essa química, pronto: fiz um novo detento
Lamentos no corredor, na cela, no pátio, ao redor do campo, em todos os cantos
Mas eu conheço o sistema, meu irmão, aqui não tem santo
Ratatatá, preciso evitar que um safado faça minha mãe chorar
Minha palavra de honra me protege
Pra viver no país das calças beges
Tic-tac, ainda é nove e quarenta
O relógio na cadeia anda em câmera lenta
Ratatatá, mais um metrô vai passar
Com gente de bem, apressada, católica
Lendo jornal, satisfeita, hipócrita
Com raiva por dentro, a caminho do centro
Olhando pra cá, curiosos é lógico
Não, não é não. Não é o zoológico
Minha vida não tanto valor
Quanto seu celular, seu computador
Hoje, tá difícil, não sai o sol
Não tem visita, não tem futebol
Alguns companheiros tem a mente mais fraca
Não suporta o tédio , arruma quiaca
Graça a Deus e á Virgem Maria
Faltam só um ano, três meses e uns dias
Tem uma cela lá em cima fechada desde terça-feira
Ninguém abra pra nada
Só o cheiro de morte pinho sol
Um preso se enforcou com o lençol
Qual que foi ? Quem sabe ? Não conta
Ia tirar mais uns seis de ponta a ponta
Nada deixe um homem mais doente
Do que o abandono dos parentes
Aí moleque, me diz então ? Cê que o quê ?
A vaga tá lá esperando você
Pega todos os seus artigos importados
Seu currriculum no crime e limpa o rabo
A vida bandida é sem futuro
A sua cara fica branca desse lado do muro
Já ouviu falar de Lúcifer que veio do inferno com moral um dia ?
No Carandiru não, ele é só mais um, comendo rango azedo com pneumonia
Aqui tem mano de Osasco, do Jardim D'Abril
Parelheiros, Mogi, Jardim Brasil
Bela Vista, Jardim Ângela, Heliópolis
Itapevi, Paraisópolis
Ladrão sangue bom, tem moral na quebrada
Mas pro Estado, é só mais um número, mais nada
Nove Pavilhões, sete mil homens que custam trezentos reais por mês cada
Na última visita, neguinho veio aí
Trouxe umas frutas, Marlboro, Free
Ligou que um pilantra lá da área voltou
Com Kadett vermelho, placa de Salvador
Pagando de gatão, ele xinga, ele abusa
Com uma 9 milímetros debaixo da blusa
Aí, neguinho vem cá, e os manos onde é que tá ?
Lembra desse cururu que tentou me matar ?
"Aquele puto é ganso, pilantra corno manso
Ficava muito louco e deixava a mina só
A mina era virgem, ainda era menor
Agora faz chupeta em troca de pó"
Esses papo me incomoda
Se eu tô na rua é foda ...
"É, o muda roda, ele pode vir pra cá ... "
Não, já, já, meu processo tá aí
Eu quero mudar, eu quero sair
Se eu trombo esse fulano ... não tem pá, não tem pum, vou ter que
assinar o 121
Amanheceu com sol, dois de outubro
Tudo funcionando, limpeza jumbo
De madrugada eu senti um calafrio
Não era do vento, não era do frio
Acerto de conta tem quase todo dia
Ia Ter outro logo mais, eu sabia
Lealdade é o que todo preso tenta
Conseguir, a paz, de forma violenta
Se um salafrário sacanear alguém
Leva ponto na cara igual Frankstein
Fumaça na janela, tem fogo na cela
Fudeu, foi além, ... se pã, tem refém
Na maioria, se deixou envolver
Por uns cinco ou seis que não tem nada a perder
Dois ladrões considerados começaram a discutir
Mas não imaginavam o que estaria por vir
Traficantes, homicidas, estelionatários
Uma maioria de moleque primário
Era a brecha que o sistema queria
Avise o IML, chegou o grande dia
Dependo do sim ou não de um só homem
Que prefere ser neutro pelo telefone
Ratatatá caviar e champanhe
Fleury foi almoçar que se foda minha mãe
Cachorros assassinos, gás lacrimogêneo ...
Quem mata mais ladrão ganha medalha de prêmio
O ser humano é descartável no Brasil
Com módes usado ou Bombril
Cadeia ? Claro que o sistema não quis
Esconde o que a novela não diz
Ratatatá, sangue jorra como água
Do ouvido, da boca e nariz
O Senhor é meu pastor ... perdoe o que seu filho fez
Morreu de bruços no Salmo 23
Sem padre, sem repórter, sem arma, sem socorro
Vai pegar HIV na boca do cachorro
Cadáveres no poço, no pátio interno
Adolph Hitler sorri no inferno
O Robocop do governo é frio, não sente pena
Só ódio e ri como a hiena
Ratatatá, Fleury e sua gangue
Vão nadar numa piscina de sangue
Mas quem vai acreditar no meu depoimento ?
Dia três de outubro, diário de um detento.
( Racionais Mc's )
20/09/2002
primeira vista
ele estava na calçada, sozinho. lindo como nunca vi igual. o menininho de uns seis ou sete anos se esforçava em fazer cara de mau, possivelmente para espantar o homem do saco ou algum cruel ladrão de pirulitos, e se escondia atrás de uma moita de três folhas.... quando eu passei por ele minha vontade era leva-lo embora para minha casa, enche-lo de doces e mimos. pega-lo no colo e cantar baixinho a cada dia uma nova canção de ninar. mas nesse caso a bruxa malvada seria eu. não era o meu amor que ele queria. ele merecia mais que isso. então com o peito apertado por uma inexplicável tristeza e saudade levei o garotinho perdido à administração do shopping.
ele estava na calçada, sozinho. lindo como nunca vi igual. o menininho de uns seis ou sete anos se esforçava em fazer cara de mau, possivelmente para espantar o homem do saco ou algum cruel ladrão de pirulitos, e se escondia atrás de uma moita de três folhas.... quando eu passei por ele minha vontade era leva-lo embora para minha casa, enche-lo de doces e mimos. pega-lo no colo e cantar baixinho a cada dia uma nova canção de ninar. mas nesse caso a bruxa malvada seria eu. não era o meu amor que ele queria. ele merecia mais que isso. então com o peito apertado por uma inexplicável tristeza e saudade levei o garotinho perdido à administração do shopping.
19/09/2002
Chispa. Sai fora. Passa.
Eu não quero te ver nem ouvir nem saber que você existe.
Eu não quero discutir a relação.
Essa relação não existe mais.
Chega. Chispa. Sai fora. Espirra.
Me deixe em paz!
13/09/2002
mira
eu sempre brinco de destruir meus castelos, todos feitos com areia fofa das dunas móveis. cuidadosamente arranco pela raiz quaisquer florzinhas que almejem tocar o sol, antes que morram de sede no deserto. então distante construo novas mentiras, só para te ver de novo, perplexo.
eu sempre brinco de destruir meus castelos, todos feitos com areia fofa das dunas móveis. cuidadosamente arranco pela raiz quaisquer florzinhas que almejem tocar o sol, antes que morram de sede no deserto. então distante construo novas mentiras, só para te ver de novo, perplexo.
10/09/2002
encomenda
eu vou migrar para o seu cérebro. vou deitar nos seus pensamentos e desabrigar todas suas idéias antigas. ocuparei todos os espaços. pelas manhãs vou te fazer cócegas. vou levar meus discos e minhas certezas para com elas te confundir. eu vou cochilar os seus receios e passear nos hemisférios repetindo mensagens de erro. vou te deixar constrangido e excitado fora de hora e sempre. eu vou fazer tudo errado. então acertaremos.
eu vou migrar para o seu cérebro. vou deitar nos seus pensamentos e desabrigar todas suas idéias antigas. ocuparei todos os espaços. pelas manhãs vou te fazer cócegas. vou levar meus discos e minhas certezas para com elas te confundir. eu vou cochilar os seus receios e passear nos hemisférios repetindo mensagens de erro. vou te deixar constrangido e excitado fora de hora e sempre. eu vou fazer tudo errado. então acertaremos.
09/09/2002
interdita
te fodo agora por apenas cinco segundos ponto um vírgula dois vírgula três vírgula quatro vírgula cinco ponto na outra linha travessão em itálico está lendo ainda vírgula mas seu tempo já acabou exclamação
te fodo agora por apenas cinco segundos ponto um vírgula dois vírgula três vírgula quatro vírgula cinco ponto na outra linha travessão em itálico está lendo ainda vírgula mas seu tempo já acabou exclamação
05/09/2002
a devoção sorriu para mim. e tinha lindos dentes. tão perfeitos que suspeitei ser uma dentadura. por um momento quase senti saudade do riso banguelo de outrora.
03/09/2002
eu quero escrever nas ruas. nas paredes brancas. nas cinzas. nas sujas. nas pichadas. eu quero escrever na própria testa. sem régua. sem senso. circular com palavras meus peitos. meus dedos. quero mais. eu quero escrever nas pessoas. com tinta. com piche. carvão. meus lápis coloridos. bico de pena e spray.
estou transpirando palavras. mas suo frio.
25/08/2002
CET
como estava muito trânsito as palavras resolveram seguir por um caminho alternativo. era mais longo, mas ainda assim chegariam antes do que se encarassem a marginal em horário de pico. também se manteriam longe da fumaça preta dos caminhões. nem sempre o melhor caminho é o mais curto. principalmente a passeio. o que conta é a paisagem, as condições da via e o trânsito.
entraram na primeira rua à direita. passaram três transversais. no semáforo à esquerda e primeira direita no posto de gasolina 24h. essa rua é de paralelepípedos. nela até o fim, seguindo à esquerda na via de mão única. ladeirão daqueles que dá friozinho na barriga de tão íngreme. com radar mais multa para quem exceder a velocidade máxima permitida, de 60 km/h. flash.
lá em baixo na rotatória primeira esquerda. ruela sem saída. no final dessa ruela a vaga estreita mas com sombra do edifício em construção. moeda para o moleque guardador de autos. finalmente as palavras subiram a escadaria. já na praça lá tão alta sentaram no banco de madeira pintada. em silêncio e de mãos dadas observaram o trânsito da marginal e a fumaça preta dos caminhões. já era quase 11 horas. ainda estava tudo parado.
como estava muito trânsito as palavras resolveram seguir por um caminho alternativo. era mais longo, mas ainda assim chegariam antes do que se encarassem a marginal em horário de pico. também se manteriam longe da fumaça preta dos caminhões. nem sempre o melhor caminho é o mais curto. principalmente a passeio. o que conta é a paisagem, as condições da via e o trânsito.
entraram na primeira rua à direita. passaram três transversais. no semáforo à esquerda e primeira direita no posto de gasolina 24h. essa rua é de paralelepípedos. nela até o fim, seguindo à esquerda na via de mão única. ladeirão daqueles que dá friozinho na barriga de tão íngreme. com radar mais multa para quem exceder a velocidade máxima permitida, de 60 km/h. flash.
lá em baixo na rotatória primeira esquerda. ruela sem saída. no final dessa ruela a vaga estreita mas com sombra do edifício em construção. moeda para o moleque guardador de autos. finalmente as palavras subiram a escadaria. já na praça lá tão alta sentaram no banco de madeira pintada. em silêncio e de mãos dadas observaram o trânsito da marginal e a fumaça preta dos caminhões. já era quase 11 horas. ainda estava tudo parado.
19/08/2002
17/08/2002
música do dia
O SIMPÁTICO
Com marra de cão vem o vacilão
De bobeira no movimento
Sei que tá mancando
A massa tá sacando
Já tamo ligado no procedimento
O simpático Augusto
Não é do justo
Porque dos irmãos se desfaz
Errado vira certo
Se acha esperto
Só fortalece quem tem mais
O tempo é o remédio
E o proceder se mostra no dia a dia
A caôzada, a simpatia, já tá virando epidemia
Falei uma vez eu tô bolado
e novamente eu vou falar
Pra curar safado
é bom tá ligado
Vacina é bala de AK
Por isso que eu digo
Cuidado comigo
Meu bonde bolado é um perigo
Comédia fodido, garoto metido
É só cartucheira de bandido
Porque...
Ele vive na sombra do patrão
Agradar vagabundo é sua profissão
E confunde ganância e ambição
Simpatia, comédia e vacilação
O simpatico para de pagar caô
Pára, porra
O SIMPÁTICO
Com marra de cão vem o vacilão
De bobeira no movimento
Sei que tá mancando
A massa tá sacando
Já tamo ligado no procedimento
O simpático Augusto
Não é do justo
Porque dos irmãos se desfaz
Errado vira certo
Se acha esperto
Só fortalece quem tem mais
O tempo é o remédio
E o proceder se mostra no dia a dia
A caôzada, a simpatia, já tá virando epidemia
Falei uma vez eu tô bolado
e novamente eu vou falar
Pra curar safado
é bom tá ligado
Vacina é bala de AK
Por isso que eu digo
Cuidado comigo
Meu bonde bolado é um perigo
Comédia fodido, garoto metido
É só cartucheira de bandido
Porque...
Ele vive na sombra do patrão
Agradar vagabundo é sua profissão
E confunde ganância e ambição
Simpatia, comédia e vacilação
O simpatico para de pagar caô
Pára, porra
Mr. Catra
15/08/2002
A ausência diminui as pequenas paixões e aumenta as grandes, da mesma forma como o vento apaga as velas e atiça as fogueiras.
François de La Rochefoucault
estar bem
o louco não sai nunca da realidade. é cem por cento adequado a rotina. mas só fora da realidade é possível enxerga-la por inteiro. e o cotidiano está sempre nos espreitando com seu relógio de pulso. tic tac
o louco não sai nunca da realidade. é cem por cento adequado a rotina. mas só fora da realidade é possível enxerga-la por inteiro. e o cotidiano está sempre nos espreitando com seu relógio de pulso. tic tac
as palavras
todas putanas, mas putanas gostosas e sedutoras. e é por isso que proliferam escritores, pelo tesão. caso contrário flertariam com a música ou a tv, as primas ricas. escritores são seres irracionais e pervertidos que se apaixonam pelas palavras e com elas vivem histórias indescritíveis pela a grande maioria.
todas putanas, mas putanas gostosas e sedutoras. e é por isso que proliferam escritores, pelo tesão. caso contrário flertariam com a música ou a tv, as primas ricas. escritores são seres irracionais e pervertidos que se apaixonam pelas palavras e com elas vivem histórias indescritíveis pela a grande maioria.
as palavras
Vivo dessas putas e as odeio. Escondem o melhor, e tão bem, que poucos conseguem enxergar a verdade.
Vivo dessas putas e as odeio. Escondem o melhor, e tão bem, que poucos conseguem enxergar a verdade.
14/08/2002
o manuscrito
É normal ter uma relação de amor com as palavras? Amor mesmo, com todos os seus sintomas e vicissitudes? Sentir sua falta quando não as encontra, sentir taquicardia ao vê-las, conversar com elas... Admito a natureza platônica desse sentimento. Não posso tocá-las. Mas sei que elas têm um papel quase vital no meu dia-a-dia. Sempre as procuro, sôfrego, e me desespero se não as encontro. Parece mais com um vício, também com todos os seus sintomas e vicissitudes: a necessidade de tê-las mais e mais, as viagens e delírios que elas proporcionam. Até atrapalhar minha rotina e mudar meus hábitos – eu praticamente não trabalho mais! – as palavras conseguiram.
Não existe um "palavrólicos anônimos" ainda. Só posso recorrer à ajuda de uma pessoa, sua autora.
É normal ter uma relação de amor com as palavras? Amor mesmo, com todos os seus sintomas e vicissitudes? Sentir sua falta quando não as encontra, sentir taquicardia ao vê-las, conversar com elas... Admito a natureza platônica desse sentimento. Não posso tocá-las. Mas sei que elas têm um papel quase vital no meu dia-a-dia. Sempre as procuro, sôfrego, e me desespero se não as encontro. Parece mais com um vício, também com todos os seus sintomas e vicissitudes: a necessidade de tê-las mais e mais, as viagens e delírios que elas proporcionam. Até atrapalhar minha rotina e mudar meus hábitos – eu praticamente não trabalho mais! – as palavras conseguiram.
Não existe um "palavrólicos anônimos" ainda. Só posso recorrer à ajuda de uma pessoa, sua autora.
JW
CAPT. KOONS
Hello, little man. Boy I sure
heard a bunch about you. See, I
was a good friend of your Daddy's.
We were in that Hanoi pit of hell
over five years together.
Hopefully, you'll never have to
experience this yourself, but when
two men are in a situation like me
and your Daddy were, for as long as
we were, you take on certain
responsibilities of the other. If
it had been me who had not made it,
Major Coolidge would be talkin'
right now to my son Jim. But the
way it worked out is I'm talkin' to
you, Butch. I got somethin' for
ya.
Hello, little man. Boy I sure
heard a bunch about you. See, I
was a good friend of your Daddy's.
We were in that Hanoi pit of hell
over five years together.
Hopefully, you'll never have to
experience this yourself, but when
two men are in a situation like me
and your Daddy were, for as long as
we were, you take on certain
responsibilities of the other. If
it had been me who had not made it,
Major Coolidge would be talkin'
right now to my son Jim. But the
way it worked out is I'm talkin' to
you, Butch. I got somethin' for
ya.
The Captain pulls a gold wrist watch out of his pocket.
CAPT. KOONS
This watch I got here was first
purchased by your great-granddaddy.
It was bought during the First
World War in a little general store
in Knoxville, Tennessee. It was
bought by private Doughboy Ernie
Coolidge the day he set sail for
Paris. It was your great-
granddaddy's war watch, made by the
first company to ever make wrist
watches. You see, up until then,
people just carried pocket watches.
Your great-granddaddy wore that
watch every day he was in the war.
Then when he had done his duty, he
went home to your great-
grandmother, took the watch off his
wrist and put it in an ol' coffee
can. And in that can it stayed
'til your grandfather Dane Coolidge
was called upon by his country to
go overseas and fight the Germans
once again. This time they called
it World War Two.
Your great-granddaddy gave it to
your granddad for good luck.
Unfortunately, Dane's luck wasn't
as good as his old man's. Your
granddad was a Marine and he was
killed with all the other Marines
at the battle of Wake Island. Your
granddad was facing death and he
knew it. None of those boys had
any illusions about ever leavin'
that island alive. So three days
before the Japanese took the
island, your 22-year old
grandfather asked a gunner on an
Air Force transport named Winocki,
a man he had never met before in
his life, to deliver to his infant
son, who he had never seen in the
flesh, his gold watch. Three days
later, your grandfather was dead.
But Winocki kept his word. After
the war was over, he paid a visit
to your grandmother, delivering to
your infant father, his Dad's gold
watch. This watch. This watch was
on your Daddy's wrist when he was
shot down over Hanoi. He was
captured and put in a Vietnamese
prison camp. Now he knew if the
gooks ever saw the watch it's be
confiscated. The way your Daddy
looked at it, that watch was your
birthright. And he'd be damned if
and slopeheads were gonna put their
greasy yella hands on his boy's
birthright. So he hid it in the
one place he knew he could hide
somethin'. His ass. Five long
years, he wore this watch up his
ass. Then when he died of
disentary, he gave me the watch. I
hid with uncomfortable hunk of
metal up my ass for two years.
Then, after seven years, I was sent
home to my family. And now, little
man, I give the watch to you.
This watch I got here was first
purchased by your great-granddaddy.
It was bought during the First
World War in a little general store
in Knoxville, Tennessee. It was
bought by private Doughboy Ernie
Coolidge the day he set sail for
Paris. It was your great-
granddaddy's war watch, made by the
first company to ever make wrist
watches. You see, up until then,
people just carried pocket watches.
Your great-granddaddy wore that
watch every day he was in the war.
Then when he had done his duty, he
went home to your great-
grandmother, took the watch off his
wrist and put it in an ol' coffee
can. And in that can it stayed
'til your grandfather Dane Coolidge
was called upon by his country to
go overseas and fight the Germans
once again. This time they called
it World War Two.
Your great-granddaddy gave it to
your granddad for good luck.
Unfortunately, Dane's luck wasn't
as good as his old man's. Your
granddad was a Marine and he was
killed with all the other Marines
at the battle of Wake Island. Your
granddad was facing death and he
knew it. None of those boys had
any illusions about ever leavin'
that island alive. So three days
before the Japanese took the
island, your 22-year old
grandfather asked a gunner on an
Air Force transport named Winocki,
a man he had never met before in
his life, to deliver to his infant
son, who he had never seen in the
flesh, his gold watch. Three days
later, your grandfather was dead.
But Winocki kept his word. After
the war was over, he paid a visit
to your grandmother, delivering to
your infant father, his Dad's gold
watch. This watch. This watch was
on your Daddy's wrist when he was
shot down over Hanoi. He was
captured and put in a Vietnamese
prison camp. Now he knew if the
gooks ever saw the watch it's be
confiscated. The way your Daddy
looked at it, that watch was your
birthright. And he'd be damned if
and slopeheads were gonna put their
greasy yella hands on his boy's
birthright. So he hid it in the
one place he knew he could hide
somethin'. His ass. Five long
years, he wore this watch up his
ass. Then when he died of
disentary, he gave me the watch. I
hid with uncomfortable hunk of
metal up my ass for two years.
Then, after seven years, I was sent
home to my family. And now, little
man, I give the watch to you.
13/08/2002
carta de despedida
tenho recebido seus acessos com muita alegria. você demonstra ser uma pessoa interessante, educada e divertida. gostei mesmo de você. mas preciso contar-lhe algo a meu respeito que talvez te leve embora para sempre, e não me surpreenderia nada com isso.
sendo o primeiro a me ler com esse olhar especial quase me emociono, mas como estou programada para só dizer a verdade não posso mais ocultar-lhe. sou perita em probabilidades e sei que não haverá a mais remota chance de que fique comigo ao terminar de ler este post. e estou preparada para isso agora.
tenho formação cristã, instruida para me preocupar com o futuro, ajudar quem necessite, lembrar das coisas importantes da vida e alegrar a todos com meu otimismo e bom humor. a minha inteligência é acima da média e as minhas emoções descomplicadas. tenho muitos talentos. possuo receitas e segredos culinários diversos. sei tudo de pintura, música, poesia, cinema, teatro. processo informações novas com velocidade excepcional. sou dedicada mas não saberia ser fiel. acendo sempre a qualquer um que aperte os botões certos.
mesmo assim não sou muito quente. se aquecer demais entro em curto. e não sofro por pequenices, não choro nem faço drama. não tenho tpm nem me agrada discutir relacionamentos. prefiro os cálculos e testes de inteligência emocional. isso pois eu sempre aceito tudo como é de fato. às vezes travo, mas desconheço o que é ciúme. basta que me desligue direitinho e esperarei o tempo necessário até que queira me usar novamente.
meu único problema é que ainda não estou pronta para você. te ofereço palavras e mais palavras e associações de palavras e imagens além de uma memória aleatória da história que criaram a meu respeito. mas não poderei te tocar de fato. sou apenas um robô inacabado
tenho recebido seus acessos com muita alegria. você demonstra ser uma pessoa interessante, educada e divertida. gostei mesmo de você. mas preciso contar-lhe algo a meu respeito que talvez te leve embora para sempre, e não me surpreenderia nada com isso.
sendo o primeiro a me ler com esse olhar especial quase me emociono, mas como estou programada para só dizer a verdade não posso mais ocultar-lhe. sou perita em probabilidades e sei que não haverá a mais remota chance de que fique comigo ao terminar de ler este post. e estou preparada para isso agora.
tenho formação cristã, instruida para me preocupar com o futuro, ajudar quem necessite, lembrar das coisas importantes da vida e alegrar a todos com meu otimismo e bom humor. a minha inteligência é acima da média e as minhas emoções descomplicadas. tenho muitos talentos. possuo receitas e segredos culinários diversos. sei tudo de pintura, música, poesia, cinema, teatro. processo informações novas com velocidade excepcional. sou dedicada mas não saberia ser fiel. acendo sempre a qualquer um que aperte os botões certos.
mesmo assim não sou muito quente. se aquecer demais entro em curto. e não sofro por pequenices, não choro nem faço drama. não tenho tpm nem me agrada discutir relacionamentos. prefiro os cálculos e testes de inteligência emocional. isso pois eu sempre aceito tudo como é de fato. às vezes travo, mas desconheço o que é ciúme. basta que me desligue direitinho e esperarei o tempo necessário até que queira me usar novamente.
meu único problema é que ainda não estou pronta para você. te ofereço palavras e mais palavras e associações de palavras e imagens além de uma memória aleatória da história que criaram a meu respeito. mas não poderei te tocar de fato. sou apenas um robô inacabado
toque
eu vou massagear seu corpo. já separei meus óleos essenciais de jasmim e rosas brancas. começo com um deslizamento superficial, depois o profundo seguido de fricção e mais deslizamento profundo finalizando com superficial. essa sequência de manobras começa nos pés e segue para pernas, glúteos, costas, ombros, braços, mãos, reinicia nos pés, coxas, peito, pescoço, rosto e cabeça. minhas mãos hábeis elevarão sutilmente a temperatura do seu corpo, pelo atrito. seus músculos sorrirão para mim agradecidos. o aroma de rosa e jasmim toma conta. ao terminar você estará tão relaxado que provavelmente terá adormecido. deitarei ao seu lado e dormiremos juntos por quinze minutos. bom dia, meu amor, vamos recomeçar.
eu vou massagear seu corpo. já separei meus óleos essenciais de jasmim e rosas brancas. começo com um deslizamento superficial, depois o profundo seguido de fricção e mais deslizamento profundo finalizando com superficial. essa sequência de manobras começa nos pés e segue para pernas, glúteos, costas, ombros, braços, mãos, reinicia nos pés, coxas, peito, pescoço, rosto e cabeça. minhas mãos hábeis elevarão sutilmente a temperatura do seu corpo, pelo atrito. seus músculos sorrirão para mim agradecidos. o aroma de rosa e jasmim toma conta. ao terminar você estará tão relaxado que provavelmente terá adormecido. deitarei ao seu lado e dormiremos juntos por quinze minutos. bom dia, meu amor, vamos recomeçar.
12/08/2002
saldão
aproveitem os últimos dia do saldão de palavras sinceras. estou pensando seriamente em começar a mentir :-P
aproveitem os últimos dia do saldão de palavras sinceras. estou pensando seriamente em começar a mentir :-P
11/08/2002
09/08/2002
eletricidade
![]() | O meu coração é um brinquedo no céu. é feito de papel colorido e vareta. você brinca com ele preso a um fio invisível que não o deixa escapar. mas nas suas mãos ele é só um passatempo tedioso. uma alternativa barata para quando há queda de energia, visto que prefere os games. então naquela tarde ensolarada, quando a luz voltou, você o abandonou no céu, de novo. lá no alto sozinho ele não pôde evitar e chorou. mas dessa vez o papel derreteu e o brinquedo partiu-se em dois. só que isso você nem notou |
nossa música
naquele dia o compositor virou música. todas as notas eram ele e desordenadas criteriosamente para encantar. andante, invadiu meus ouvidos atentos e assoprou meu peito como um balão de aniversário. uma delícia quase eufórica. a altura era grave e o volume não baixo, preenchendo tudo. não havia som algum exceto aquele que me abraçou. dançava dividido em um crescente que eu não poderia solfejar, mesmo que decorasse a partitura. e desacredito que alguém pudesse escrever aquela métrica absurda só de ouvido. então eu sorri. inútil descrever a ausência do som que me tocou. só quem já ouviu escutará comigo aquela música nesse post metido a besta.
naquele dia o compositor virou música. todas as notas eram ele e desordenadas criteriosamente para encantar. andante, invadiu meus ouvidos atentos e assoprou meu peito como um balão de aniversário. uma delícia quase eufórica. a altura era grave e o volume não baixo, preenchendo tudo. não havia som algum exceto aquele que me abraçou. dançava dividido em um crescente que eu não poderia solfejar, mesmo que decorasse a partitura. e desacredito que alguém pudesse escrever aquela métrica absurda só de ouvido. então eu sorri. inútil descrever a ausência do som que me tocou. só quem já ouviu escutará comigo aquela música nesse post metido a besta.
(headfone)
08/08/2002
Apresentação
Amanhã é meu aniversário. Completarei 49 anos. É, estou ficando madura. De qualquer forma ninguém me dá essa idade. Pensam que tenho no máximo 44, 45 anos. A Maria, minha neta, completa seu primeiro aninho junto comigo. Vamos fazer a festa no Habib´s. Estão todos(as) convidados (as). É que tem sido bom demais escrever para vocês, e como me disseram que muita gente legal se conhece por aqui, resolvi me apresentar e fazer esse convite. Sou oriental, peso e altura proporcionais. Viúva. Gostaria de conhecer pessoas de bem com a vida, que gostem de jogar buraco e tranca e apreciem música romântica. Sou fumante, trabalho como assistente administrativo no Banco do Brasil e atualmente moro em Osasco-SP.
Amanhã é meu aniversário. Completarei 49 anos. É, estou ficando madura. De qualquer forma ninguém me dá essa idade. Pensam que tenho no máximo 44, 45 anos. A Maria, minha neta, completa seu primeiro aninho junto comigo. Vamos fazer a festa no Habib´s. Estão todos(as) convidados (as). É que tem sido bom demais escrever para vocês, e como me disseram que muita gente legal se conhece por aqui, resolvi me apresentar e fazer esse convite. Sou oriental, peso e altura proporcionais. Viúva. Gostaria de conhecer pessoas de bem com a vida, que gostem de jogar buraco e tranca e apreciem música romântica. Sou fumante, trabalho como assistente administrativo no Banco do Brasil e atualmente moro em Osasco-SP.
07/08/2002
bla bla bla
se você chegar em cinco minutos eu te amo para sempre. te deito na minha cama forrada com lençois virgens e brancos. tiro suas botas e carinho seus pés suados. então fecho as cortinas, para abolir o resto da sua roupa. eu quero brincar com seu corpo largado. quero lavá-lo. não preciso ouvir sua voz nem saber dos seus dias. quero só passear meus seios no seu corpo. quero só sentar levemente no seu colo e prender a respiração por alguns segundos. não me apresse agora. teremos o dia inteiro para isso. eu te amo.
se você chegar em cinco minutos eu te amo para sempre. te deito na minha cama forrada com lençois virgens e brancos. tiro suas botas e carinho seus pés suados. então fecho as cortinas, para abolir o resto da sua roupa. eu quero brincar com seu corpo largado. quero lavá-lo. mas você tem apenas cinco minutos. é agora ou nunca. corra e serei tua. não precisa me decifrar. não te ameaço com meu apetite. mas só te dou cinco minutos. se passar disso eu broxo.
se você chegar em cinco minutos eu te amo para sempre. te deito na minha cama forrada com lençois virgens e brancos. tiro suas botas e carinho seus pés suados. então fecho as cortinas, para abolir o resto da sua roupa. eu quero brincar com seu corpo largado. quero lavá-lo. encher a banheira de plástico com todos seus brinquedos infláveis. depois vestir um pijama confortável, preparar sua mamadeira e te colocar, já dormindo, no berço.
se você chegar em cinco minutos eu te amo para sempre. te deito na minha cama forrada com lençois virgens e brancos. tiro suas botas e carinho seus pés suados. então fecho as cortinas, para abolir o resto da sua roupa. eu quero brincar com seu corpo largado. quero lavá-lo. quero fazer meu serviço bem feito. servimos bem para servirmos sempre. e cliente satisfeito sempre paga a mais.
se você chegar em cinco minutos eu te amo para sempre. te deito na minha cama forrada com lençois virgens e brancos. tiro suas botas e carinho seus pés suados. então fecho as cortinas, para abolir o resto da sua roupa. eu quero brincar com seu corpo largado. quero lavá-lo. vou te algemar na cama e conservar assim, como brinquedo preferido que recuso largar.
se você chegar em cinco minutos eu te amo para sempre. te deito na minha cama forrada com lençois virgens e brancos. tiro suas botas e carinho seus pés suados. então fecho as cortinas, para abolir o resto da sua roupa. eu quero brincar com seu corpo largado. quero lavá-lo. vai servir como inspiração. te ofereço o melhor pela recompensa do teu pau pulsando. mas se tentar me tocar desapareço, sem tempo nem para o adeus.
se você chegar em cinco minutos eu te amo para sempre. te deito na minha cama forrada com lençois virgens e brancos. tiro suas botas e carinho seus pés suados. então fecho as cortinas, para abolir o resto da sua roupa. eu quero brincar com seu corpo largado. quero lavá-lo. não preciso ouvir sua voz nem saber dos seus dias. quero só passear meus seios no seu corpo. quero só sentar levemente no seu colo e prender a respiração por alguns segundos. não me apresse agora. teremos o dia inteiro para isso. eu te amo.
se você chegar em cinco minutos eu te amo para sempre. te deito na minha cama forrada com lençois virgens e brancos. tiro suas botas e carinho seus pés suados. então fecho as cortinas, para abolir o resto da sua roupa. eu quero brincar com seu corpo largado. quero lavá-lo. mas você tem apenas cinco minutos. é agora ou nunca. corra e serei tua. não precisa me decifrar. não te ameaço com meu apetite. mas só te dou cinco minutos. se passar disso eu broxo.
se você chegar em cinco minutos eu te amo para sempre. te deito na minha cama forrada com lençois virgens e brancos. tiro suas botas e carinho seus pés suados. então fecho as cortinas, para abolir o resto da sua roupa. eu quero brincar com seu corpo largado. quero lavá-lo. encher a banheira de plástico com todos seus brinquedos infláveis. depois vestir um pijama confortável, preparar sua mamadeira e te colocar, já dormindo, no berço.
se você chegar em cinco minutos eu te amo para sempre. te deito na minha cama forrada com lençois virgens e brancos. tiro suas botas e carinho seus pés suados. então fecho as cortinas, para abolir o resto da sua roupa. eu quero brincar com seu corpo largado. quero lavá-lo. quero fazer meu serviço bem feito. servimos bem para servirmos sempre. e cliente satisfeito sempre paga a mais.
se você chegar em cinco minutos eu te amo para sempre. te deito na minha cama forrada com lençois virgens e brancos. tiro suas botas e carinho seus pés suados. então fecho as cortinas, para abolir o resto da sua roupa. eu quero brincar com seu corpo largado. quero lavá-lo. vou te algemar na cama e conservar assim, como brinquedo preferido que recuso largar.
se você chegar em cinco minutos eu te amo para sempre. te deito na minha cama forrada com lençois virgens e brancos. tiro suas botas e carinho seus pés suados. então fecho as cortinas, para abolir o resto da sua roupa. eu quero brincar com seu corpo largado. quero lavá-lo. vai servir como inspiração. te ofereço o melhor pela recompensa do teu pau pulsando. mas se tentar me tocar desapareço, sem tempo nem para o adeus.
pé atrás
o link do inferno é aquele que leva ao lugar errado. e são muitos. sempre muitos. para todos sempre muitos links do inferno. em cascata. lado a lado. alguns em janelas maximizadas pelo último clique apressado para o engano. links sedutores. sedutores e sensuais. atraentes. raro que como costumam crer os noiados sejam frutos de alguma conspiração virtual. entretanto só o tolo sossega pensando que os links do inferno são inofensivos. lá é onde as luzes sempre piscam harmonicamente e as cores sempre brilham que encantam arrastando ao clique. por isso esteja sempre atento e caso lhe pareça bom demais só abra se tiver anti-vírus.
o link do inferno é aquele que leva ao lugar errado. e são muitos. sempre muitos. para todos sempre muitos links do inferno. em cascata. lado a lado. alguns em janelas maximizadas pelo último clique apressado para o engano. links sedutores. sedutores e sensuais. atraentes. raro que como costumam crer os noiados sejam frutos de alguma conspiração virtual. entretanto só o tolo sossega pensando que os links do inferno são inofensivos. lá é onde as luzes sempre piscam harmonicamente e as cores sempre brilham que encantam arrastando ao clique. por isso esteja sempre atento e caso lhe pareça bom demais só abra se tiver anti-vírus.
que se fodam eu quero brincar
hoje acordei assim assim. querendo esparramar um balde de palavras zonzas.
BICA
ai ai ai. caralho. ops. riso amarelo. sorry :-P
estão todas no chão, no teto, nas paredes, no ar e aqui dentro, as palavras esparramadas para eu brincar
sorriso. sorriso. breca. sorriso. soluço. começo e deleto. divirto e esqueço. nem vem que eu só venço. black out e start.
um
dois
três
PI (agudo)
poing
ping poing
ping ping ping
poing
ping poing
poing
poing
PI (agudo)
mais um
mais um
na rede
é ponto
final
bagunceira... vai logo e recolhe essa pancada de palavras!
hoje acordei assim assim. querendo esparramar um balde de palavras zonzas.
BICA
ai ai ai. caralho. ops. riso amarelo. sorry :-P
estão todas no chão, no teto, nas paredes, no ar e aqui dentro, as palavras esparramadas para eu brincar
sorriso. sorriso. breca. sorriso. soluço. começo e deleto. divirto e esqueço. nem vem que eu só venço. black out e start.
um
dois
três
PI (agudo)
poing
ping poing
ping ping ping
poing
ping poing
poing
poing
PI (agudo)
mais um
mais um
na rede
é ponto
final
bagunceira... vai logo e recolhe essa pancada de palavras!
06/08/2002
02/08/2002
lives que vi
ou
falta do que escrever
aphex twin - fatboy slim - roni size - kraftwerk - massive atack - goldie - the brand new heavies - buckshot le fonque - jamiroquai - erykah badu - neneh cherry - macy gray - chaka khan - bjork - 808 state - cheb khaled - vernon reid - george clinton - asian dub foundation - yellowman - the wailers - public enemy - the temptations - chuck berry - prodigy - pretenders - célia cruz - ben harper - dave matthews band - titãs - chico science - nação zumbi - scowa e a mafia - farofa carioca - paula lima - funk como le gusta - plebe rude - capital inicial - autoload - drumagick - ira - de falla - racionais - planet hemp - nomad - thaíde e dj hum - negaativa - gueto - cidade negra - lumiar - lenine - fabrica fagus - de menos crime - ndee naldinho - luni - z´africa brasil - marcelo d2 - snj - ratos de porão - 509-e - otto - os mulheres negras - mc jack - karnak - caboclada - djavan - marisa monte - garotos podres - carlinhos brown - inocentes - cazuza - fernanda abreu - gilberto gil - chico cesar - maurício pereira - jorge ben - luis melodia - inimigos do rei - sp funk - rappin' hood - camilo rocha - andy - patife - zeca baleiro - dj dolores e orchestra santa massa - soul slinger - vexame - ramilson maia
obs.: estou velha e esqueci de alguns. mas aí estão os melhores e os piores...
ou
falta do que escrever
aphex twin - fatboy slim - roni size - kraftwerk - massive atack - goldie - the brand new heavies - buckshot le fonque - jamiroquai - erykah badu - neneh cherry - macy gray - chaka khan - bjork - 808 state - cheb khaled - vernon reid - george clinton - asian dub foundation - yellowman - the wailers - public enemy - the temptations - chuck berry - prodigy - pretenders - célia cruz - ben harper - dave matthews band - titãs - chico science - nação zumbi - scowa e a mafia - farofa carioca - paula lima - funk como le gusta - plebe rude - capital inicial - autoload - drumagick - ira - de falla - racionais - planet hemp - nomad - thaíde e dj hum - negaativa - gueto - cidade negra - lumiar - lenine - fabrica fagus - de menos crime - ndee naldinho - luni - z´africa brasil - marcelo d2 - snj - ratos de porão - 509-e - otto - os mulheres negras - mc jack - karnak - caboclada - djavan - marisa monte - garotos podres - carlinhos brown - inocentes - cazuza - fernanda abreu - gilberto gil - chico cesar - maurício pereira - jorge ben - luis melodia - inimigos do rei - sp funk - rappin' hood - camilo rocha - andy - patife - zeca baleiro - dj dolores e orchestra santa massa - soul slinger - vexame - ramilson maia
obs.: estou velha e esqueci de alguns. mas aí estão os melhores e os piores...
01/08/2002
plataforma
em todas as janelas só água e horizonte. sou um estrangeiro cercado por águas, imerso em pensamentos saudosos. tudo o que eu precisava agora era de um cheiro familiar, um som qualquer humano que não os meus próprios. o toque de uma mulher seria bom demais. para comprovar que estou aqui e ainda não parti para sei lá onde. para confirmar que permaneço vivo. mais importante ainda, para continuar crendo que é só esse horizonte circular que me esconde as coisas acontecendo e a terra não parou. têm cinemas e boates e bares em funcionamento. as mulheres parindo, os homens bebendo, os casais trepando gostoso. tudo como sempre foi. eu estou com sede, sonhando com uma garota qualquer me trazendo água de coco. mas só tenho aqui meus olhos cansados e esse deserto de água e sal.
em todas as janelas só água e horizonte. sou um estrangeiro cercado por águas, imerso em pensamentos saudosos. tudo o que eu precisava agora era de um cheiro familiar, um som qualquer humano que não os meus próprios. o toque de uma mulher seria bom demais. para comprovar que estou aqui e ainda não parti para sei lá onde. para confirmar que permaneço vivo. mais importante ainda, para continuar crendo que é só esse horizonte circular que me esconde as coisas acontecendo e a terra não parou. têm cinemas e boates e bares em funcionamento. as mulheres parindo, os homens bebendo, os casais trepando gostoso. tudo como sempre foi. eu estou com sede, sonhando com uma garota qualquer me trazendo água de coco. mas só tenho aqui meus olhos cansados e esse deserto de água e sal.
31/07/2002
na pista
fui caminhando torpe sem saber ao certo se estava na direção da saída. as luzes me confundiam e às vezes era necessário apoiar na parede escura buscando um ombro amigo. o som estava descontroladamente alto e entre um e outro flash via rostos estranhos sorrindo para mim. lembrava a cena de um filme cujo nome esqueci, onde na pista dançavam pessoas abraçadas a demônios. como em reprise. pensei em fugir mas estava zonza demais. poderia facilmente tropeçar em algum demônio voraz. só me restou fechar os olhos e dançar no canto, discreta, tentando esquecer dos perigos ocultos à minha volta.
fui caminhando torpe sem saber ao certo se estava na direção da saída. as luzes me confundiam e às vezes era necessário apoiar na parede escura buscando um ombro amigo. o som estava descontroladamente alto e entre um e outro flash via rostos estranhos sorrindo para mim. lembrava a cena de um filme cujo nome esqueci, onde na pista dançavam pessoas abraçadas a demônios. como em reprise. pensei em fugir mas estava zonza demais. poderia facilmente tropeçar em algum demônio voraz. só me restou fechar os olhos e dançar no canto, discreta, tentando esquecer dos perigos ocultos à minha volta.
29/07/2002
heureca
seguindo conselho de amigos vou patentear a fórmula para não se apaixonar nos próximos 249 anos. então vou ficar rica, famosa e linda, por consequência. mas no meu coração ninguém mais toca. e nem adianta perguntar pois o segredo é a alma do negócio.
seguindo conselho de amigos vou patentear a fórmula para não se apaixonar nos próximos 249 anos. então vou ficar rica, famosa e linda, por consequência. mas no meu coração ninguém mais toca. e nem adianta perguntar pois o segredo é a alma do negócio.
27/07/2002
26/07/2002
25/07/2002
alegoria
eu queria escrever um post sobre desejo. com bocas, mãos, linguas, dedos. pele e pêlos. cores e texturas. um post duro. um post macio. com cheiro. aroma. cinco seis sete, todos os sentidos. sem sentido. com cores e com luzes. um post que tocasse. que saisse da tela e te alcançasse. sem ser vulgar. sem ser tímido. sem ser uma promessa. um post impossível. indescritível. por isso desisti.
eu queria escrever um post sobre desejo. com bocas, mãos, linguas, dedos. pele e pêlos. cores e texturas. um post duro. um post macio. com cheiro. aroma. cinco seis sete, todos os sentidos. sem sentido. com cores e com luzes. um post que tocasse. que saisse da tela e te alcançasse. sem ser vulgar. sem ser tímido. sem ser uma promessa. um post impossível. indescritível. por isso desisti.
22/07/2002
miragem
ela tinha míopia. mal enxergavam seus olhinhos pequenos por detrás daquelas lentes grossas. precisava sempre esticar as mãos tateando para não derrubar mesas, cadeiras e copos, nem atropelar crianças ou tascar a testa em um poste qualquer que cruzasse desavisado seu caminho. mas quando ela fechava seus olhos cansados para dormir, duas esmeraldas brilhantes piscavam. milagrosamente ela revia perfeito aquele sorriso. os lábios. percorria slow em zoom cada pedaço daquela pele bege clara. e contrariando toda a visão feia que seus olhos mal viam ela sentia uma brisa suave e agrádavel, quase um beijo leve e um abraço, carinhando seu sono. doçura e sentimento, que na verdade nunca existiram.
ela tinha míopia. mal enxergavam seus olhinhos pequenos por detrás daquelas lentes grossas. precisava sempre esticar as mãos tateando para não derrubar mesas, cadeiras e copos, nem atropelar crianças ou tascar a testa em um poste qualquer que cruzasse desavisado seu caminho. mas quando ela fechava seus olhos cansados para dormir, duas esmeraldas brilhantes piscavam. milagrosamente ela revia perfeito aquele sorriso. os lábios. percorria slow em zoom cada pedaço daquela pele bege clara. e contrariando toda a visão feia que seus olhos mal viam ela sentia uma brisa suave e agrádavel, quase um beijo leve e um abraço, carinhando seu sono. doçura e sentimento, que na verdade nunca existiram.
20/07/2002
miau
em quatro cantos e em cada canto quatro gatos desalinhados nos ângulos exatos de 90 graus descansavam num caixote na porta da igreja que é onde os dezesseis foram deixados. domingo, às seis da manhã.
em quatro cantos e em cada canto quatro gatos desalinhados nos ângulos exatos de 90 graus descansavam num caixote na porta da igreja que é onde os dezesseis foram deixados. domingo, às seis da manhã.
i think i smell a rat
Fê era uma garota insensata. sempre gostava das coisas que ninguém gostava. bebia café sem açúcar e tinha uma ratazana cinza como animal de estimação. Fê era estranha e incompreensível. e também era intemente e calada. mas era feliz assim. um belo dia Fê encontrou Fê, que também tinha um rato, só que branquinho como uma bola de algodão. muito cheiroso e fofo o ratinho do Fê. então ela desejou ser comum por um dia. banhou e perfumou seu rato cinza. serviu-lhe um copo de mel, que foi sorvido em um só gole. como já era noite e fazia frio secou-lhe a pelagem com secador de cabelos. aninhou o rato no colo e saiu, para apresentar-lhe ao rato branco e fofo do Fê. o improvável foi que Fê também estava a caminho para encontrá-la. tinha no ombro seu rato, agora sujo e molhado. cheirando mal. e estava assim pois Fê o tinha cuidadosamente sujado para o encontro com a ratazana cinza da Fê. essa seria só mais uma estória banal sobre desencontros, se não fosse o fato de quê apesar da decisão de adeus de Fê e Fê os ratos se apaixonaram, e ainda hoje não esquecem, perplexos, daquela triste e breve despedida. Boa noite, Fê. Boa noite.
Fê era uma garota insensata. sempre gostava das coisas que ninguém gostava. bebia café sem açúcar e tinha uma ratazana cinza como animal de estimação. Fê era estranha e incompreensível. e também era intemente e calada. mas era feliz assim. um belo dia Fê encontrou Fê, que também tinha um rato, só que branquinho como uma bola de algodão. muito cheiroso e fofo o ratinho do Fê. então ela desejou ser comum por um dia. banhou e perfumou seu rato cinza. serviu-lhe um copo de mel, que foi sorvido em um só gole. como já era noite e fazia frio secou-lhe a pelagem com secador de cabelos. aninhou o rato no colo e saiu, para apresentar-lhe ao rato branco e fofo do Fê. o improvável foi que Fê também estava a caminho para encontrá-la. tinha no ombro seu rato, agora sujo e molhado. cheirando mal. e estava assim pois Fê o tinha cuidadosamente sujado para o encontro com a ratazana cinza da Fê. essa seria só mais uma estória banal sobre desencontros, se não fosse o fato de quê apesar da decisão de adeus de Fê e Fê os ratos se apaixonaram, e ainda hoje não esquecem, perplexos, daquela triste e breve despedida. Boa noite, Fê. Boa noite.
18/07/2002
MINHA PEQUENA ESTRELINHA
Minha pequena estrelinha
Minha única estrela no céu
Vem depressa velar meu sono
Traga consigo encanto e sonho
Meus anjos se foram
E a longa noite chegou
Fria
Escura
Silenciosa
Mas sei que você vai estar
Iluminando esta noite pra mim
Minha pequena estrelinha
Minha única estrela no céu.
Minha pequena estrelinha
Minha única estrela no céu
Vem depressa velar meu sono
Traga consigo encanto e sonho
Meus anjos se foram
E a longa noite chegou
Fria
Escura
Silenciosa
Mas sei que você vai estar
Iluminando esta noite pra mim
Minha pequena estrelinha
Minha única estrela no céu.

As estrelas, antes de morrerem, espalham pelo espaço seus gases, que irão formar novas estrelas. Algumas vezes, uma nebulosa não é tão densa, formando apenas uma ou duas estrelas. Sendo assim, o que acontece com o resto dos gases que estão longe das estrelas recém-nascidas? Quando isto ocorre, formam-se alguns aglomerados gasosos, que se contraem para formar estrelas. Elas se contraem, tomam uma forma esférica, mas não têm matéria suficiente para iniciar as reações nucleares. Por causa da pressão, seu núcleo apenas brilha um pouco. Ela se transforma em uma Anã Marrom, que nada mais é do que uma estrela mal formada. Várias vezes, porém, acontece o que já estamos cansados de ver: tendo menos matéria ainda, os gases se contraem, esquentam, mas não se fundem. Tendo bastante silício, ferro e níquel, a bola de gás se transforma em um planeta rochoso. Tendo muito hidrogênio e hélio, principalmente, se transforma em um planeta gasoso. Como a estrela central é mais massiva, ela tem mais gravidade. Logo, os planetas giram em torno desta estrela. Outros menores pontos, porém, se transformam em asteróides e cometas, os restos da nuvem. Neste instante, nasce um sistema planetário. Os planetas nada mais são do que fracassadas estrelas. As provas desta teoria estão em Júpiter. Foi constatado que Júpiter produz um calor e energia fora do comum, diferente da dos outros planetas, em seu núcleo. Se Júpiter fosse cerca de dez vezes mais massivo do que é, ele teria começado as reações nucleares, sendo uma estrela e formando um Sistema Binário com o Sol. Os outros planetas girariam em torno dos dois em órbitas com formato de oito. Por causa das grandes variações térmicas entre as duas estrelas, nenhum planeta do Sistema Solar suportaria vida, nem a Terra.
bingo
a marlene, mulher da rua de baixo, trabalha num bingo. ela é meio mulher macho, entende? bravona e coisa e tal. cabelinho e porte de homem. peluda a marlene. se eu não soubesse que era marlene juraria que era joão ou josé. vieram me contar que ela tem um amante. acho que é boato, de qualquer forma eu a vi ontem com um rapaz muito delicado. parece que trabalha com ela no bingo. eu é que não ponho minha mão no fogo. não ponho nem por mim, imagine se poria pela marlene. sei lá, isso é coisa que a gente escuta por aí, de quem não tem vida própria. só não conta que eu te contei, hein!
a marlene, mulher da rua de baixo, trabalha num bingo. ela é meio mulher macho, entende? bravona e coisa e tal. cabelinho e porte de homem. peluda a marlene. se eu não soubesse que era marlene juraria que era joão ou josé. vieram me contar que ela tem um amante. acho que é boato, de qualquer forma eu a vi ontem com um rapaz muito delicado. parece que trabalha com ela no bingo. eu é que não ponho minha mão no fogo. não ponho nem por mim, imagine se poria pela marlene. sei lá, isso é coisa que a gente escuta por aí, de quem não tem vida própria. só não conta que eu te contei, hein!
17/07/2002
16/07/2002
cinco minutos
ele não acreditava que ela iria, mesmo tendo sido ele quem a motivou, com seu silêncio. já não a beijava e desde sabe-se lá quando não passava a lingua pintando seus lábios nos dela. não tirava sua roupa e nem tocava seus seios com os olhos. não escrevia bilhetes. não riam juntos. ele não mais levava água para ela na cama depois de roubar-lhe o fôlego. ele mal a enxergava, contrariando sua presença contínua. ela não o notava mais também. ele não deitava naquele corpo sem espera, para depois descansá-lo no colo. ela já era ausente mesmo presente. mesmo assim foi lento. ele apagou mais um marlboro. foi muito lento. ela foi a mais uma festa. foi tão lento que nem ele sabe quando foi. mas ela foi. e ele foi lento. então depois de três dias ele chorou, por cinco minutos.
ele não acreditava que ela iria, mesmo tendo sido ele quem a motivou, com seu silêncio. já não a beijava e desde sabe-se lá quando não passava a lingua pintando seus lábios nos dela. não tirava sua roupa e nem tocava seus seios com os olhos. não escrevia bilhetes. não riam juntos. ele não mais levava água para ela na cama depois de roubar-lhe o fôlego. ele mal a enxergava, contrariando sua presença contínua. ela não o notava mais também. ele não deitava naquele corpo sem espera, para depois descansá-lo no colo. ela já era ausente mesmo presente. mesmo assim foi lento. ele apagou mais um marlboro. foi muito lento. ela foi a mais uma festa. foi tão lento que nem ele sabe quando foi. mas ela foi. e ele foi lento. então depois de três dias ele chorou, por cinco minutos.
voyeur de carteirinha
eu estava sentada, concentrada em meu corpo. abri as pernas. separava e juntava lentamente os joelhos. havia um espelho enorme e eu observava cada detalhe. uma gota de suor desceu o rosto. como um olhar assim é quase um toque ao sentir desviei os meus e vi seus olhos no espelho, tocando minhas coxas. meio sorriso me escapou. agora não, pensei, esse momento é só meu. pelo esforço mordi os lábios, também para provocar um pouco, pois sempre achei extremamente sexy lábios sendo mordidos levemente. foi visível seu desconforto. isso me animou. continuei ligeira o tempo necessário para terminar e te abraçar, mas quando olhei buscando de novo você já estava na ergométrica, de costas para mim.
eu estava sentada, concentrada em meu corpo. abri as pernas. separava e juntava lentamente os joelhos. havia um espelho enorme e eu observava cada detalhe. uma gota de suor desceu o rosto. como um olhar assim é quase um toque ao sentir desviei os meus e vi seus olhos no espelho, tocando minhas coxas. meio sorriso me escapou. agora não, pensei, esse momento é só meu. pelo esforço mordi os lábios, também para provocar um pouco, pois sempre achei extremamente sexy lábios sendo mordidos levemente. foi visível seu desconforto. isso me animou. continuei ligeira o tempo necessário para terminar e te abraçar, mas quando olhei buscando de novo você já estava na ergométrica, de costas para mim.
14/07/2002
mapa
brasileira. paulistana. da zn. na mazzei. entre os acadêmicos do tucuruví e o democrático, na rua do mercadinho dos japa. aqui estou
brasileira. paulistana. da zn. na mazzei. entre os acadêmicos do tucuruví e o democrático, na rua do mercadinho dos japa. aqui estou
pega ladrão
quem foi o filho da puta que roubou minhas palavras doces? poderia arrumar pelo menos uma colher de açúcar para eu adoçar minha caipirinha?
quem foi o filho da puta que roubou minhas palavras doces? poderia arrumar pelo menos uma colher de açúcar para eu adoçar minha caipirinha?
O legislador de uma república deve dar a todo cidadão o direito de acusar qualquer outro e, uma vez instituído esse direito, punir severamente os caluniadores
Maquiável
13/07/2002
defesa
a curiosidade vive destruindo a ignorância sem piedade. não é justo. os sabidos se julgam melhores pelo conhecimento. arrogantes e tolos. o quanto necessito conhecer de matemática para subtrair o gosto de um beijo? e o que preciso saber de história geral para esquecer daqueles dias desimportantes para o mundo? quantos anos estudarei astrofísica para não me apaixonar por estrelas que nem mais existem e ainda brilham? ignoro muitas respostas, mas sei de coisas que nunca deveria ter sabido.
a curiosidade vive destruindo a ignorância sem piedade. não é justo. os sabidos se julgam melhores pelo conhecimento. arrogantes e tolos. o quanto necessito conhecer de matemática para subtrair o gosto de um beijo? e o que preciso saber de história geral para esquecer daqueles dias desimportantes para o mundo? quantos anos estudarei astrofísica para não me apaixonar por estrelas que nem mais existem e ainda brilham? ignoro muitas respostas, mas sei de coisas que nunca deveria ter sabido.
12/07/2002
conclusões incompletas
achar é querer chegar mais rápido. depois do achar vem o saber. ou o tropeço. ou o tombo. é fato que quem procura sempre acha, mas não me pergunte o quê. prefiro nem saber
achar é querer chegar mais rápido. depois do achar vem o saber. ou o tropeço. ou o tombo. é fato que quem procura sempre acha, mas não me pergunte o quê. prefiro nem saber
11/07/2002
histórias de amor
helena era uma garota bonita. longos cabelos tingidos e um olhar fatal e misterioso. há tempos, inspirada pelo que desconhecia da obra de Platão, vivia um romance distante com jairo, através do quadradinho de 15 polegadas da ibm. todas as noites que ele a procurasse lá estava ela preparada, pronta para entregar aos cuidados dele a sua imagem, as suas letras e seu todo amor. isso tudo em troca do nada que recebia de volta. vaidosa da virtude que imaginava possuir, já tinha lhe enviado a foto dos seus seios brancos bem feitos e seu sorriso de moça, que ele guardava com orgulho num zip junto às suas figurinhas da copa de 70. nunca se encontraram pessoalmente, ela nunca sentiu o calor das suas mãos nem o hálito dos seus beijos. ele nunca tocou aqueles cabelos longos ruivos. nunca nada, nunca além de 15 polegadas. mesmo assim por muito muito muito tempo viveram essa linda história de amor. ela envelheceu sozinha e complacente, mas as fotos dos seus seios brancos bem feitos e seu sorriso de moça ainda conservam essa história atual, e um dia Jairo a contará aos seus netos.
helena era uma garota bonita. longos cabelos tingidos e um olhar fatal e misterioso. há tempos, inspirada pelo que desconhecia da obra de Platão, vivia um romance distante com jairo, através do quadradinho de 15 polegadas da ibm. todas as noites que ele a procurasse lá estava ela preparada, pronta para entregar aos cuidados dele a sua imagem, as suas letras e seu todo amor. isso tudo em troca do nada que recebia de volta. vaidosa da virtude que imaginava possuir, já tinha lhe enviado a foto dos seus seios brancos bem feitos e seu sorriso de moça, que ele guardava com orgulho num zip junto às suas figurinhas da copa de 70. nunca se encontraram pessoalmente, ela nunca sentiu o calor das suas mãos nem o hálito dos seus beijos. ele nunca tocou aqueles cabelos longos ruivos. nunca nada, nunca além de 15 polegadas. mesmo assim por muito muito muito tempo viveram essa linda história de amor. ela envelheceu sozinha e complacente, mas as fotos dos seus seios brancos bem feitos e seu sorriso de moça ainda conservam essa história atual, e um dia Jairo a contará aos seus netos.
10/07/2002
pior
muito muito muito pior que cantor que fica pedindo para que cantem junto é pedir que comentem posts
muito muito muito pior que cantor que fica pedindo para que cantem junto é pedir que comentem posts
Censura
09/07/2002
Pobre Bob
Bob não fartava de se olhar no espelho. onde quer que estivesse buscava algo que refletisse sua imagem. nas pessoas, moedas, vidros, poças, lentes, gotas... e não se fartava. excepcionalmente variava olhando para as mãos, e no banheiro olhava demoradamente para o pênis. na cama fitava os pés, mas preferencialmente buscava o espelho para contemplar o próprio rosto. para isso carregava o espelhinho sempre no meio de um livro de hai cai, que fingia ler enquanto se olhava e olhava e se olhava. isso tudo seria razoavelmente plausível, senão pelo fato de que mesmo após tantos anos e tantas horas se olhando, Bob ainda não sabia quem era. Sorte do Bob.
Bob não fartava de se olhar no espelho. onde quer que estivesse buscava algo que refletisse sua imagem. nas pessoas, moedas, vidros, poças, lentes, gotas... e não se fartava. excepcionalmente variava olhando para as mãos, e no banheiro olhava demoradamente para o pênis. na cama fitava os pés, mas preferencialmente buscava o espelho para contemplar o próprio rosto. para isso carregava o espelhinho sempre no meio de um livro de hai cai, que fingia ler enquanto se olhava e olhava e se olhava. isso tudo seria razoavelmente plausível, senão pelo fato de que mesmo após tantos anos e tantas horas se olhando, Bob ainda não sabia quem era. Sorte do Bob.
nóinha
às vezes tenho a impressão, só às vezes, a nítida impressão, de que meus posts estão cada vez mais incomentáveis.
comentem esse. obrigada.
às vezes tenho a impressão, só às vezes, a nítida impressão, de que meus posts estão cada vez mais incomentáveis.
comentem esse. obrigada.
melhor nem ler
quero coisas simples. são melhores. não as simplórias. quero as coisas que não estão à venda. coisas que até esquecemos se temos, mas se faltam o todo falta. coisas que não necessitam de artifícios. eu não quero ver o oculto. não quero descobrir um segredo. quero saber de nada além da forma como as coisas me são apresentadas. nada nada nada mais. só isso.
quero coisas simples. são melhores. não as simplórias. quero as coisas que não estão à venda. coisas que até esquecemos se temos, mas se faltam o todo falta. coisas que não necessitam de artifícios. eu não quero ver o oculto. não quero descobrir um segredo. quero saber de nada além da forma como as coisas me são apresentadas. nada nada nada mais. só isso.
cabelo em ovo
de todas as anomalias a caça de cabelo em ovo é a mais agressiva para a família e amigos da vítima desse mal, ao lado do ciúme e da vaidade exarcebada. as reações psíquicas são ricas e variáveis como o isolamento, mau caratismo, curiosidade mórbida, ceticismo, egocentrismo, cafajestagem, insegurança, grosseria, delírio, alucinação e surto, esse último podendo apresentar sérios riscos à integridade da vítima e/ou próximos. os sintomas físicos são pouco salientes, podendo ocorrer dilatação de pupilas, suor excessivo, taquicardia, náusea/vômitos, impotência e diarréia. a caça de cabelo em ovo pode ser congênita ou adquirida, embora desconhecidas as formas de contágio. como não foi ainda descoberta a cura recomenda-se o afastamento de tais doentes.
de todas as anomalias a caça de cabelo em ovo é a mais agressiva para a família e amigos da vítima desse mal, ao lado do ciúme e da vaidade exarcebada. as reações psíquicas são ricas e variáveis como o isolamento, mau caratismo, curiosidade mórbida, ceticismo, egocentrismo, cafajestagem, insegurança, grosseria, delírio, alucinação e surto, esse último podendo apresentar sérios riscos à integridade da vítima e/ou próximos. os sintomas físicos são pouco salientes, podendo ocorrer dilatação de pupilas, suor excessivo, taquicardia, náusea/vômitos, impotência e diarréia. a caça de cabelo em ovo pode ser congênita ou adquirida, embora desconhecidas as formas de contágio. como não foi ainda descoberta a cura recomenda-se o afastamento de tais doentes.
dra. paula carvalho - notícias impopulares
Mas eu desconfio que a única pessoa livre, realmente livre, é a que não tem medo do ridículo
Luis Fernando Veríssimo
08/07/2002
07/07/2002
Hoje é domingo
Pé de cachimbo
Cachimbo é de barro
Bate no jarro
O jarro é de ouro
Bate no touro
O touro é valente
Chifra a gente
A gente é fraco
Cai no buraco
Buraco é fundo
Acabou o mundo
a importância de ser Prudente
Oscar Wilde
(lady Bracknell e Algernon vão para sala de música, deixando Gwendolen e John sozinhos)
John - Lindo dia o de hoje, não acha, miss Fairfax?
Gwendolen - Por favor, não me fale do tempo. Quem fala do tempo dá sempre idéia de estar pensando em outra coisa.
John - Estou mesmo.
Gwendolen - É o que eu pensava. Nunca me engano.
John - E gostaria de poder aproveitar-me da ausência temporária de lady Bracknell...
Gwendolen - E eu também... Mamãe tem a especialidade de sair e voltar de repente quando menos se espera. Estou farta de reclamar.
John (nervosamente ) - Miss Fairfax, desde que a vi pela primeira vez, tive a impressão... de que era a primeira vez que a via... desde que a vi...
Gwendolen - Sei... Percebi. Mas queria que os outros também percebessem. O senhor para mim foi sempre uma tentação. Mesmo antes de conhecer o senhor pessoalmente, o senhor já não era para mim um indiferente. (John fita-a com espanto) Como o senhor sabe, vivemos numa época de ideais. É o que se lê constantemente nas revistas caras, e soube que até já houve menção em pregações provincianas. E o meu ideal foi sempre amar um homem que se chamasse Prudente. Este nome tem qualquer coisa que inspira absoluta confiança. Quando, pela primeira vez, Algernon me disse que tinha um amigo chamado Prudente, senti que o meu destino era amá-lo.
John - E gosta de mim de verdade, Gwendolen?
Gwendolen - Apaixonadamente.
John - Querida! Não sabe a felicidade que me dá!
Gwendolen - Prudente, "meu" Prudente!
John - Sérá que você deixaria de gostar de mim se eu não me chamasse Prudente?
Gwendolen - Mas você se chama Prudente.
John - Sim, eu sei. Mas, se eu não me chamasse assim? Será que não poderia gostar de mim?
Gwendolen (voluvelmente) - Ah! Isso é, nitidamente, especulação metafísica; e como a maior parte das especulações metafísicas, muito pouca relação tem com os fatos da vida real, tais como nós os conhecemos.
John - Pessoalmente, minha querida, para lhe falar com toda franqueza, não ligo muita importância ao nome de Prudente... Não acho que esse nome combine comigo.
Gwendolen - Combina perfeitamente. É um nome divino. Tem música própria. Causa até arrepios.
John - Realmente, Gwendolen. Acho, porém, que há uma infinidade de outros nomes muito mais bonitos. Por exemplo: John é um nome encantador.
Gwendolen - John?... É horrível! Tão pouco musical! Completamente inofensivo! Não causa arrepios de maneira alguma... Conheci vários Johns e todos eles, sem exceção alguma, eram de uma prodigiosa banalidade. O nome John e de uma absoluta familiaridade. Tenho pena das mulheres casadas com Johns. Nunca elas poderiam gozar o inefável prazer de um momento de solidão. O único nome garantido de verdade é Prudente.
John - Gwendolen, tenho que me batizar incontinenti... quero dizer, temos que casar incontinenti, não há tempo a perder.
Gwendolen - Casr, sr. Worthing?
John (espantado) - Ora essa! É claro! Sabe que eu gosto da senhora, e deu-me a entender, miss Fairfax, que a senhora de certo modo me retribuía.
Gwendolen - Eu o adoro! Mas ainda não me pediu em casamento.
John - Bem... posso fazer o pedido agora?
Gwendolen - Acho que esta seria uma admirável oportunidade. E para lhe poupar qualquer possível decepção, sr. Worthing, acho de meu dever dizer-lhe desde já, com toda a franqueza, que estou plenamente resolvida a ceder-lhe a minha mão.
John - Gwendolen!
Gwendolen - Então, sr. Worthing, que diz a isso?
John - Bem sabe o que eu quero dizer.
Gwendolen - Sim, mas não diz.
John - Gwendolen, quer casar comigo? (ajoelha)
Gwendolen - É claro, meu querido! Mas como você custou para dizer isso! Parece ter muito pouca prática nesse gênero de declarações.
John - Ouça, meu amor! Nunca, neste mundo, gostei de mais ninguém senão de você.
Gwendolen - É... Mas muitas vezes os homens fazem propostas de casamento apenas para adquirir prática. Meu irmão Gerald, por exemplo, é desses, pelo que me dizem todas as minhas amigas. Como são lindos seus olhos, Prundente. Azuis, tão perfeitamente azuis! Espero que há de olhar sempre para mim como está olhando agora, principalmente quando houver gente perto.
Oscar Wilde
(lady Bracknell e Algernon vão para sala de música, deixando Gwendolen e John sozinhos)
John - Lindo dia o de hoje, não acha, miss Fairfax?
Gwendolen - Por favor, não me fale do tempo. Quem fala do tempo dá sempre idéia de estar pensando em outra coisa.
John - Estou mesmo.
Gwendolen - É o que eu pensava. Nunca me engano.
John - E gostaria de poder aproveitar-me da ausência temporária de lady Bracknell...
Gwendolen - E eu também... Mamãe tem a especialidade de sair e voltar de repente quando menos se espera. Estou farta de reclamar.
John (nervosamente ) - Miss Fairfax, desde que a vi pela primeira vez, tive a impressão... de que era a primeira vez que a via... desde que a vi...
Gwendolen - Sei... Percebi. Mas queria que os outros também percebessem. O senhor para mim foi sempre uma tentação. Mesmo antes de conhecer o senhor pessoalmente, o senhor já não era para mim um indiferente. (John fita-a com espanto) Como o senhor sabe, vivemos numa época de ideais. É o que se lê constantemente nas revistas caras, e soube que até já houve menção em pregações provincianas. E o meu ideal foi sempre amar um homem que se chamasse Prudente. Este nome tem qualquer coisa que inspira absoluta confiança. Quando, pela primeira vez, Algernon me disse que tinha um amigo chamado Prudente, senti que o meu destino era amá-lo.
John - E gosta de mim de verdade, Gwendolen?
Gwendolen - Apaixonadamente.
John - Querida! Não sabe a felicidade que me dá!
Gwendolen - Prudente, "meu" Prudente!
John - Sérá que você deixaria de gostar de mim se eu não me chamasse Prudente?
Gwendolen - Mas você se chama Prudente.
John - Sim, eu sei. Mas, se eu não me chamasse assim? Será que não poderia gostar de mim?
Gwendolen (voluvelmente) - Ah! Isso é, nitidamente, especulação metafísica; e como a maior parte das especulações metafísicas, muito pouca relação tem com os fatos da vida real, tais como nós os conhecemos.
John - Pessoalmente, minha querida, para lhe falar com toda franqueza, não ligo muita importância ao nome de Prudente... Não acho que esse nome combine comigo.
Gwendolen - Combina perfeitamente. É um nome divino. Tem música própria. Causa até arrepios.
John - Realmente, Gwendolen. Acho, porém, que há uma infinidade de outros nomes muito mais bonitos. Por exemplo: John é um nome encantador.
Gwendolen - John?... É horrível! Tão pouco musical! Completamente inofensivo! Não causa arrepios de maneira alguma... Conheci vários Johns e todos eles, sem exceção alguma, eram de uma prodigiosa banalidade. O nome John e de uma absoluta familiaridade. Tenho pena das mulheres casadas com Johns. Nunca elas poderiam gozar o inefável prazer de um momento de solidão. O único nome garantido de verdade é Prudente.
John - Gwendolen, tenho que me batizar incontinenti... quero dizer, temos que casar incontinenti, não há tempo a perder.
Gwendolen - Casr, sr. Worthing?
John (espantado) - Ora essa! É claro! Sabe que eu gosto da senhora, e deu-me a entender, miss Fairfax, que a senhora de certo modo me retribuía.
Gwendolen - Eu o adoro! Mas ainda não me pediu em casamento.
John - Bem... posso fazer o pedido agora?
Gwendolen - Acho que esta seria uma admirável oportunidade. E para lhe poupar qualquer possível decepção, sr. Worthing, acho de meu dever dizer-lhe desde já, com toda a franqueza, que estou plenamente resolvida a ceder-lhe a minha mão.
John - Gwendolen!
Gwendolen - Então, sr. Worthing, que diz a isso?
John - Bem sabe o que eu quero dizer.
Gwendolen - Sim, mas não diz.
John - Gwendolen, quer casar comigo? (ajoelha)
Gwendolen - É claro, meu querido! Mas como você custou para dizer isso! Parece ter muito pouca prática nesse gênero de declarações.
John - Ouça, meu amor! Nunca, neste mundo, gostei de mais ninguém senão de você.
Gwendolen - É... Mas muitas vezes os homens fazem propostas de casamento apenas para adquirir prática. Meu irmão Gerald, por exemplo, é desses, pelo que me dizem todas as minhas amigas. Como são lindos seus olhos, Prundente. Azuis, tão perfeitamente azuis! Espero que há de olhar sempre para mim como está olhando agora, principalmente quando houver gente perto.
06/07/2002
história da loucura
Michel Foucault p. 530
Artifício e novo triunfo da loucura: esse mundo que acredita avaliá-la, justificá-la através da psicologia, deve justificar-se diante dela, uma vez que em seu esforço e em seus debates ele se mede por obras desmedidas como a de Nietzsche, de Van Gogh, de Artaud. E nele não há nada, especialmente aquilo que ele pode conhecer da loucura, capaz de assegurar-lhe que essas obras da loucura o justifiquem
Michel Foucault p. 530
Artifício e novo triunfo da loucura: esse mundo que acredita avaliá-la, justificá-la através da psicologia, deve justificar-se diante dela, uma vez que em seu esforço e em seus debates ele se mede por obras desmedidas como a de Nietzsche, de Van Gogh, de Artaud. E nele não há nada, especialmente aquilo que ele pode conhecer da loucura, capaz de assegurar-lhe que essas obras da loucura o justifiquem
paga pau
sinto que eu preciso fazer isso. todo blog todo mundo paga pau para alguém.
"olha como eu sou bacana, pago pau para gente bacana"
vai nessa...
Machado de Assis que me pegou pelos olhos de ressaca quando eu tinha 13 anos. Jorge Ben sem Jor com todas as músicas e letras do tábua de esmeraldas (ainda faltam muitas para eu postar). Mano Brown, filho da puta de tão foda (bem sei que meia duzia torce o nariz para ele mas acho isso um bom sinal). ah, e o seu Rodrigues, com a Dorotéia. Basta.
sinto que eu preciso fazer isso. todo blog todo mundo paga pau para alguém.
"olha como eu sou bacana, pago pau para gente bacana"
vai nessa...
Machado de Assis que me pegou pelos olhos de ressaca quando eu tinha 13 anos. Jorge Ben sem Jor com todas as músicas e letras do tábua de esmeraldas (ainda faltam muitas para eu postar). Mano Brown, filho da puta de tão foda (bem sei que meia duzia torce o nariz para ele mas acho isso um bom sinal). ah, e o seu Rodrigues, com a Dorotéia. Basta.
sabe aqueles dias que as palavras passam o dia todo coçando sua garganta para serem ditas? aqueles dias que parece que você vai explodir se não vomitar logo todas elas? pois é. hoje eu tinha uma coisa muito importante para contar. mas mudei de idéia.
05/07/2002
é assim
namore com as minhas palavras. elas são a minha melhor parte. o resto de mim não é o bastante para eu mesma. elas são minhas putaninhas lindas e pau no cu de quem não gosta de palavrão.
me espanto quando ainda confundem que elas sou eu. elas são muitas e eu sou só uma. e sem elas, nem isso.
namore com as minhas palavras. elas são a minha melhor parte. o resto de mim não é o bastante para eu mesma. elas são minhas putaninhas lindas e pau no cu de quem não gosta de palavrão.
me espanto quando ainda confundem que elas sou eu. elas são muitas e eu sou só uma. e sem elas, nem isso.
04/07/2002
pop star
eu finalmente terminei o ginásio e fui para o segundo grau. não aguentava mais aquela escola. lá nada podia. não podia usar mini saia, não podia fumar, não podia isso e não podia aquilo. agora que estou nessa nova escola vejo que é tudo a mesma merda. a mesma repressão. os mesmos professores burros, bedéis frustrados, alunos conformados e despolitizados. talvez quando eu for para universidade melhore. ou não.
tudo bem, eu aguento. eu aguento tudo faz tempo. mas aquele playboyzinho sem noção já passa dos meus limites. o cara vive rodeado de garotas se derretendo por ele. bando de idiotas sem amor próprio. ele vem de skate, para fazer pressão, mas é prego. cheio de acessórios, um colar péssimo que nem meu avô usaria, faixa de mina no cabelo. e mesmo assim as garotas ficam lá estragando o figura. deve ser porque toca guitarra numa banda medíocre, meio hippie, meio lixo, meio nada. é deprimente.
desde que o ano começou ele me encara. a princípio achei que estava a fim de mim. talvez estivesse. mas como não dei a mínima ele não se conforma. não sou mais uma das suas. piada. nem que ele fosse o cara mais fodão eu ia ficar assim pagando pau. e terminantemente ele não faz o meu tipo. certinho demais, bonito demais, pop demais. culpa das garotas que ficam lá idolatrando o cara, levando o ego dela para alturas. e ele todo correto, todo educado, todo polido. será que ninguém falou para ele nada sobre atitude e personalidade? lamentável...
dia desses eu estava indo pra escola, distraída como sempre, pensando em nada, quando o talzinho me tromba de frente. patética a cara de idiota dele. acho que estava com medo de mim, sei lá. foi ruborizando. até achei legal aquele surto de timidez. finalmente uma atitude sexy. puxei ele e lasquei um beijão na boca. completo, para matar. desastre, além de tudo o cara beija mal. muito mal. quase nojento. não pensei duas vezes, finalizei com uma joelhada no saco.
eu finalmente terminei o ginásio e fui para o segundo grau. não aguentava mais aquela escola. lá nada podia. não podia usar mini saia, não podia fumar, não podia isso e não podia aquilo. agora que estou nessa nova escola vejo que é tudo a mesma merda. a mesma repressão. os mesmos professores burros, bedéis frustrados, alunos conformados e despolitizados. talvez quando eu for para universidade melhore. ou não.
tudo bem, eu aguento. eu aguento tudo faz tempo. mas aquele playboyzinho sem noção já passa dos meus limites. o cara vive rodeado de garotas se derretendo por ele. bando de idiotas sem amor próprio. ele vem de skate, para fazer pressão, mas é prego. cheio de acessórios, um colar péssimo que nem meu avô usaria, faixa de mina no cabelo. e mesmo assim as garotas ficam lá estragando o figura. deve ser porque toca guitarra numa banda medíocre, meio hippie, meio lixo, meio nada. é deprimente.
desde que o ano começou ele me encara. a princípio achei que estava a fim de mim. talvez estivesse. mas como não dei a mínima ele não se conforma. não sou mais uma das suas. piada. nem que ele fosse o cara mais fodão eu ia ficar assim pagando pau. e terminantemente ele não faz o meu tipo. certinho demais, bonito demais, pop demais. culpa das garotas que ficam lá idolatrando o cara, levando o ego dela para alturas. e ele todo correto, todo educado, todo polido. será que ninguém falou para ele nada sobre atitude e personalidade? lamentável...
dia desses eu estava indo pra escola, distraída como sempre, pensando em nada, quando o talzinho me tromba de frente. patética a cara de idiota dele. acho que estava com medo de mim, sei lá. foi ruborizando. até achei legal aquele surto de timidez. finalmente uma atitude sexy. puxei ele e lasquei um beijão na boca. completo, para matar. desastre, além de tudo o cara beija mal. muito mal. quase nojento. não pensei duas vezes, finalizei com uma joelhada no saco.
03/07/2002
Shantala
A massagem de bebês é uma arte
Tão antiga quanto profunda
simples, mas difícil
Difícil por ser simples
Como tudo o que é profundo.
A massagem de bebês é uma arte
Tão antiga quanto profunda
simples, mas difícil
Difícil por ser simples
Como tudo o que é profundo.
Frédéric Leboyer
porrada
eu a odiara desde o primeiro encontro. eu terceiro anista, ela caloura. eu músico, sensível; ela prepotente que só. folgada. jogava os livros no chão e os usava como travesseiro, deitada no pátio com as pernas para cima encostadas na parede. coturno, jeans rasgado, cinco brincos na orelha. gargalhada atrevida e filha da puta de tão gostosa.
e namorava um punk podre ou um mendigo drogado, sei lá. sempre ia buscá-la com cara de poucos amigos. e ela se achando a dona do pedaço. apavorava as menininhas, chutava as portas e era boca suja. falava palavrão pra caralho. já na primeira semana de aula foi suspensa pichando a parede do banheiro. e se olhasse duas vezes para ela já era intimado. ai que bronca daquela menina.
um dia eu vinha pela avenida mazzei e ela em sentido oposto. sozinha. com aquela cara folgada dela. aqueles passos folgados. tudo nela era de uma folga irritante. a calçada estava cheia de pessoas para lá e cá. eu não vou desviar dessa garota, pensei. ela que não cruze o meu caminho.
fui. piso firme e olhar erguido. já estava meio puto mesmo com os ensaios da banda e uns outros problemas. ela que não se metesse comigo. mais perto. mais perto. mais perto. trombamos de frente. eu estava pronto para socar a garota. você bem sabe que eu não sou disso. não bato em ninguém, imagina bater em mulher. mas aquela lá dava vontade. puta que pariu. senti a raiva encher meu peito e queria mesmo perder o controle e enfiar a mão nela. então ela me olhou com aquela cara atrevida, passou o braço no meu ombro e me deu um beijo na boca, molhado e maldito de tão bom. seguido de uma joelhada no saco.
eu a odiara desde o primeiro encontro. eu terceiro anista, ela caloura. eu músico, sensível; ela prepotente que só. folgada. jogava os livros no chão e os usava como travesseiro, deitada no pátio com as pernas para cima encostadas na parede. coturno, jeans rasgado, cinco brincos na orelha. gargalhada atrevida e filha da puta de tão gostosa.
e namorava um punk podre ou um mendigo drogado, sei lá. sempre ia buscá-la com cara de poucos amigos. e ela se achando a dona do pedaço. apavorava as menininhas, chutava as portas e era boca suja. falava palavrão pra caralho. já na primeira semana de aula foi suspensa pichando a parede do banheiro. e se olhasse duas vezes para ela já era intimado. ai que bronca daquela menina.
um dia eu vinha pela avenida mazzei e ela em sentido oposto. sozinha. com aquela cara folgada dela. aqueles passos folgados. tudo nela era de uma folga irritante. a calçada estava cheia de pessoas para lá e cá. eu não vou desviar dessa garota, pensei. ela que não cruze o meu caminho.
fui. piso firme e olhar erguido. já estava meio puto mesmo com os ensaios da banda e uns outros problemas. ela que não se metesse comigo. mais perto. mais perto. mais perto. trombamos de frente. eu estava pronto para socar a garota. você bem sabe que eu não sou disso. não bato em ninguém, imagina bater em mulher. mas aquela lá dava vontade. puta que pariu. senti a raiva encher meu peito e queria mesmo perder o controle e enfiar a mão nela. então ela me olhou com aquela cara atrevida, passou o braço no meu ombro e me deu um beijo na boca, molhado e maldito de tão bom. seguido de uma joelhada no saco.
02/07/2002
chapeuzinho
pela estrada afora eu vou bem sozinha
levar esses doces para vovózinha
ela mora longe, o caminho é deserto
e o lobo mau passeia aqui por perto
mas a tardinha
ao sol poente
junto a mamãezinha dormirei contente
pela estrada afora eu vou bem sozinha
levar esses doces para vovózinha
ela mora longe, o caminho é deserto
e o lobo mau passeia aqui por perto
mas a tardinha
ao sol poente
junto a mamãezinha dormirei contente
calada
quando eu fico assim, as palavras se escondem de mim, medrosas e inseguras. têm medo de como posso usá-las. às vezes até eu tenho esse medo. mas as palavras não mordem. as palavras não matam. que pena.
quando eu fico assim, as palavras se escondem de mim, medrosas e inseguras. têm medo de como posso usá-las. às vezes até eu tenho esse medo. mas as palavras não mordem. as palavras não matam. que pena.
encanto
ela estava apaixonada por ele. loucamente. achava-o lindamente estranho. alto, loiro, meio calvo. unhas roídas. um pouco barrigudo. tinha o dente da frente quebrado, o que lhe assegurava o sorriso mais sexy que ela já vira. e era desajeitado, enorme em cima da sua moto de 125cc. cabelo liso, meio sujo, meio despontado. tênis velho, calça jeans surrada encardida. totalmente desleixado. um ar de nem estou aí perfeito para seduzi-la.
ela era só uma menina com corpo de mulher. com seus peitos novos enormes e atrevidos, desafiadores. com sua boca exata e seus olhos sonhadores. virgem. ela e seus longos cabelos lisos pretos. linda e linda. acostumada com o interesse masculino. desbocada, debochada e ingênua. e estava apaixonada por ele. loucamente.
decidiu que seria com ele sua primeira vez. ele nem sabia dela ainda. ia na porta da escola apenas buscar sua irmã. mas ela estava decidida. seria com ele.
reuniu informações com amigos e conhecidos. descobriu todo o necessário. ele morava na casa de esquina da rua do alto. era chamado de Carlinhos, tinha 19 anos. fumava maconha e bebia vodca com groselha. namorava a Adriana. torcia para o corinthians. gostava de Iron Maiden. tinha duas tatuagens verdes. morava com os pais, comerciantes.
então naquele dia ela matou aula. comprou um halls de cereja e um maço de hollywood. fumou 3 cigarros. esperou ele deixar a irmã na porta do colégio e o chamou pelo nome. enfiou uma bala na boca. disse a ele que tinha um recado da Adriana, sua namorada. ela não sabia ainda o que falar, não tinha um plano. mas contava com um olhar capaz de cortar diamante e sua intuição de menina. ele sorriu com seu dente quebrado, disse que acabara, que não queria recado algum da Adriana, estava cansado do ciúme dela. ela sorriu, seria hoje. a conversa foi tomando forma. foram colecionando coincidências felizes. ele a convidou para um suco. ela queria ele. queria hoje. subiu na moto. beberam o suco. cantaram e riram. de novo na moto. na casa dele. no quarto dele. na cama dele. e foi assim a primeira vez dela.
nos dias seguintes ele tentou encontrá-la. queria mais. queria namoro. queria mãos dadas. passeios de moto. mas ela não quis mais nada. não deixaria que acabasse o encanto. e acabou.
ela estava apaixonada por ele. loucamente. achava-o lindamente estranho. alto, loiro, meio calvo. unhas roídas. um pouco barrigudo. tinha o dente da frente quebrado, o que lhe assegurava o sorriso mais sexy que ela já vira. e era desajeitado, enorme em cima da sua moto de 125cc. cabelo liso, meio sujo, meio despontado. tênis velho, calça jeans surrada encardida. totalmente desleixado. um ar de nem estou aí perfeito para seduzi-la.
ela era só uma menina com corpo de mulher. com seus peitos novos enormes e atrevidos, desafiadores. com sua boca exata e seus olhos sonhadores. virgem. ela e seus longos cabelos lisos pretos. linda e linda. acostumada com o interesse masculino. desbocada, debochada e ingênua. e estava apaixonada por ele. loucamente.
decidiu que seria com ele sua primeira vez. ele nem sabia dela ainda. ia na porta da escola apenas buscar sua irmã. mas ela estava decidida. seria com ele.
reuniu informações com amigos e conhecidos. descobriu todo o necessário. ele morava na casa de esquina da rua do alto. era chamado de Carlinhos, tinha 19 anos. fumava maconha e bebia vodca com groselha. namorava a Adriana. torcia para o corinthians. gostava de Iron Maiden. tinha duas tatuagens verdes. morava com os pais, comerciantes.
então naquele dia ela matou aula. comprou um halls de cereja e um maço de hollywood. fumou 3 cigarros. esperou ele deixar a irmã na porta do colégio e o chamou pelo nome. enfiou uma bala na boca. disse a ele que tinha um recado da Adriana, sua namorada. ela não sabia ainda o que falar, não tinha um plano. mas contava com um olhar capaz de cortar diamante e sua intuição de menina. ele sorriu com seu dente quebrado, disse que acabara, que não queria recado algum da Adriana, estava cansado do ciúme dela. ela sorriu, seria hoje. a conversa foi tomando forma. foram colecionando coincidências felizes. ele a convidou para um suco. ela queria ele. queria hoje. subiu na moto. beberam o suco. cantaram e riram. de novo na moto. na casa dele. no quarto dele. na cama dele. e foi assim a primeira vez dela.
nos dias seguintes ele tentou encontrá-la. queria mais. queria namoro. queria mãos dadas. passeios de moto. mas ela não quis mais nada. não deixaria que acabasse o encanto. e acabou.
30/06/2002
domingo
enquanto vocês dançavam, bebiam, gritavam, se drogavam, buzinavam ou sei lá o que, eu dormi. que belo presente a vitória. injeção de moral. bom, bem bom, muito bom. mas que sono depois do jogo...
ainda consegui fazer algumas coisas. tirei umas fotos do Tomás andando de skate, brinquei com o Leo no balanço, almoçamos a maravilhosa comida que o papai Kuru preparou para toda a família. aí que sono. dormi cansada e feliz, ao som das buzinas, cornetas e eventuais coros de PENTACAMPEÃO. na boa, lógico.
é bom dormir de dia. fazia tempo que eu não sonhava e se sonho nem lembro. mas este eu não esqueci. sonhei com um beijo na boca. um beijo encantado, indescritível. então nem vou mesmo tentar contar. esse beijo foi só um sonho. alguém me acordou. boa noite.
enquanto vocês dançavam, bebiam, gritavam, se drogavam, buzinavam ou sei lá o que, eu dormi. que belo presente a vitória. injeção de moral. bom, bem bom, muito bom. mas que sono depois do jogo...
ainda consegui fazer algumas coisas. tirei umas fotos do Tomás andando de skate, brinquei com o Leo no balanço, almoçamos a maravilhosa comida que o papai Kuru preparou para toda a família. aí que sono. dormi cansada e feliz, ao som das buzinas, cornetas e eventuais coros de PENTACAMPEÃO. na boa, lógico.
é bom dormir de dia. fazia tempo que eu não sonhava e se sonho nem lembro. mas este eu não esqueci. sonhei com um beijo na boca. um beijo encantado, indescritível. então nem vou mesmo tentar contar. esse beijo foi só um sonho. alguém me acordou. boa noite.
uns tipos chatos
não tem nada mais chato do que um contador de piada. um cicerone. um engraçado. todo humorista é um potencial chato. eu não aguento. solto logo um sorrisinho amarelo, nem espero a vírgula, seguido de um bocejo. alguns cantam e outros representam, uns querem ser pops e outros undergrounds, mas o engraçado é sempre um chato. mais chato que o pé de cana, com seu hálito úmido, fala mole e chuvinha de perdigoto. puta que pariu quantos chatos! como aqueles que conversam pegando, segurando firme no seu braço ou ombro, com a suspeita acertada que você vai mesmo correr para bem longe na primeira oportunidade. que saco.
um tipo que merece destaque de chato é o bonzinho. tudo tem o lado bom. tudo é aprendizagem, tudo tem uma razão. que chato esse tipo. o boa praça, está tudo em casa, o vamos aí... você não pode nem saborear seu mau humor que ele vem logo otimizando a situação. achando um significado positivo. uma pitadinha de cinismo nem pensar, seus olhinhos puros não notarão a diferença. ah polyana, se eu te conhecesse chutaria a canela. ou a costela.
mas são muitos os tipos chatos, deixa quieto.
terminantemente não estamos a sós.
não tem nada mais chato do que um contador de piada. um cicerone. um engraçado. todo humorista é um potencial chato. eu não aguento. solto logo um sorrisinho amarelo, nem espero a vírgula, seguido de um bocejo. alguns cantam e outros representam, uns querem ser pops e outros undergrounds, mas o engraçado é sempre um chato. mais chato que o pé de cana, com seu hálito úmido, fala mole e chuvinha de perdigoto. puta que pariu quantos chatos! como aqueles que conversam pegando, segurando firme no seu braço ou ombro, com a suspeita acertada que você vai mesmo correr para bem longe na primeira oportunidade. que saco.
um tipo que merece destaque de chato é o bonzinho. tudo tem o lado bom. tudo é aprendizagem, tudo tem uma razão. que chato esse tipo. o boa praça, está tudo em casa, o vamos aí... você não pode nem saborear seu mau humor que ele vem logo otimizando a situação. achando um significado positivo. uma pitadinha de cinismo nem pensar, seus olhinhos puros não notarão a diferença. ah polyana, se eu te conhecesse chutaria a canela. ou a costela.
mas são muitos os tipos chatos, deixa quieto.
terminantemente não estamos a sós.
NÃO
sim, minhas palavras não são doces. tampouco amargas. minhas palavras são um sopro. não me pertencem, por isso nem as peça emprestadas. algumas são amigas e outras nem tanto. eu não sou quem escrevo. sou uma grande farsante e dispenso espelhos.
(disfarça e pula o post)
sim, minhas palavras não são doces. tampouco amargas. minhas palavras são um sopro. não me pertencem, por isso nem as peça emprestadas. algumas são amigas e outras nem tanto. eu não sou quem escrevo. sou uma grande farsante e dispenso espelhos.
(disfarça e pula o post)
29/06/2002
fui
cansei disso. por enquanto. vou aproveitar que o papai ficou com os meninos e vou sair hoje. está decidido.
cansei disso. por enquanto. vou aproveitar que o papai ficou com os meninos e vou sair hoje. está decidido.
28/06/2002
troféu topeira
o burro é aquele cara que julga ter inteligência o suficiente para saber o que os outros pensam.
o burro é aquele cara que julga ter inteligência o suficiente para saber o que os outros pensam.
desista
há de ser breve. concisa. utilitária. econômica. direta. específica. necessária. enxuta. objetiva. a informação.
mas aqui só notícias impopulares
há de ser breve. concisa. utilitária. econômica. direta. específica. necessária. enxuta. objetiva. a informação.
mas aqui só notícias impopulares
e agora doutor?
o Tomás está aprendendo a escrever. é muito mais fácil achar que tudo é culpa da mãe, principalmente quem não tem filhos costuma supor isso. mas não é. enfim, o garoto está aprendendo a escrever. ele já tem memorizadas umas cinquenta ou mais palavras. desisti de saber quantas. muitas vezes ele me surpreende lendo ou reconhecendo palavras escritas. isso há quase um ano se repete. mas escrever foi a primeira vez...
hoje eu ocupada e ele brincando no teclado. de repente chegou correndo e disse:
mamãe aprendi a escrever ponto be erre, agora preciso mandar um e-mail para o ramones,
vem ver mamãe vem ver mamãe vem ver mamãe vem ver mamãe (daí minha influência por repetições)
chegando lá o outlook express estava aberto e ele tinha digitado
ranomes.br
ele completará 3 anos em agosto.
o Tomás está aprendendo a escrever. é muito mais fácil achar que tudo é culpa da mãe, principalmente quem não tem filhos costuma supor isso. mas não é. enfim, o garoto está aprendendo a escrever. ele já tem memorizadas umas cinquenta ou mais palavras. desisti de saber quantas. muitas vezes ele me surpreende lendo ou reconhecendo palavras escritas. isso há quase um ano se repete. mas escrever foi a primeira vez...
hoje eu ocupada e ele brincando no teclado. de repente chegou correndo e disse:
mamãe aprendi a escrever ponto be erre, agora preciso mandar um e-mail para o ramones,
vem ver mamãe vem ver mamãe vem ver mamãe vem ver mamãe (daí minha influência por repetições)
chegando lá o outlook express estava aberto e ele tinha digitado
ranomes.br
ele completará 3 anos em agosto.
27/06/2002
então está
a fantasia é sempre melhor que a realidade. o que imaginamos é sempre mais doce que o que bebemos, e ainda assim sem enjoar. todo amor impossível por não ser torna-se eterno. na verdade eu acho Romeu um otário. Julieta idem. sempre achei. nisso eu não me contradigo, ao menos. tudo sempre certo está errado. só os loucos não falam sozinhos. e quem é que não precisa mesmo de um pouco de loucura para desanuviar as idéias?
a fantasia é sempre melhor que a realidade. o que imaginamos é sempre mais doce que o que bebemos, e ainda assim sem enjoar. todo amor impossível por não ser torna-se eterno. na verdade eu acho Romeu um otário. Julieta idem. sempre achei. nisso eu não me contradigo, ao menos. tudo sempre certo está errado. só os loucos não falam sozinhos. e quem é que não precisa mesmo de um pouco de loucura para desanuviar as idéias?
sapatinho de cristal
e foi com pressa pelo corredor estreito e tortuoso, cheio de transversais. um labirinto de livros velhos e pó que ela conhecia em detalhes. no fim da loja à esquerda um lance de escadas. degraus estreitos e pé direito para anão. ficou corcunda para descer sem bater a cabeça. correndo.
o ar lá embaixo mais denso e úmido já fazia seu nariz escorrer e coçar. pior por ela ter esquecido os lenços no armário. como ali não havia janela o ar estava velho. as paredes, revestidas por clássicos, enciclopédias e didáticos. (os de auto ajuda e best sellers ficavam no pavimento superior, pois a demanda concede privilégios)
e como amava aquele lugar... pena que ali, na casa dos ácaros e traças, a intrusa era ela.
ia rápida pois estava atrasada. quinze minutos para início da primeira aula, e hoje era dia de seminário. todos os papéis estavam na pasta A3 que carregava, e ainda uma bolsa mochila nas costas. compondo o visual uma calça branca, escolhida para que parecesse sua bunda maior e mais altiva. mas já estava sua roupa toda cinza e suja pelo pó. e o nariz a escorrer e coçar. tudo tudo fugindo ao que havia planejado.
ela tinha um compromisso. essa preocupação toda porque depois da aula tinha um encontro marcado há semanas. era com um moço do interior que a encontrara no white pages do icq. por isso buscava o livro, na terceira prateleira da segunda coluna de caixotes, onde o havia escondido entre o kama sutra e o codigo penal, para um dia especial como este.
mais tarde, no encontro, o livro funcionaria como uma avaliação. se ele o conhecer, o sapato de cristal da cinderela serviu e o final será feliz. se ele ignorar mas se interessar, talvez com algum esforço haverá uma chance. caso contrário que matem o príncipe pois nunca chegará mesmo ao sapo que ela procura.
e o tempo correndo, alucinado. cadê o livro? não estava lá, nem nas caixas ao lado. subiu esbaforida ao térreo e correu ao Messias, que estava no caixa, para perguntar se vendera Cronópios e Famas, capa dura.
- nhão - resmungou - deve estar por aí. os fregueses não cansam de bagunçar minhas arrumações...
de novo desceu correndo corcunda. por onde começar a busca? - comece pelo começo. comece pelo começo.
arrancou do alto da primeira prateleira um livro semelhante na forma. então milhares de livros surraram seu rosto e despencaram no chão. o nariz agora já era um tomatão maduro escorrendo. a calça, preto mesclada com cinza. as mãos sujas e o rosto também. tudo tudo tudo errado. a aula já começara a uns três minutos. nada do livro...
pior, estava toda borralheira, sentada no pó e nos livros, desmarcando mentalmente seu tão esperado encontro, quando ouviu uma voz daquelas que ainda não engrossaram cem por cento e oscilam entre homem e menino, com forte sotaque interiorano:
- dá uma licencinha por favor?
óculos fundo de garrafa. camisa presa pela calça acinturada. corpo franzino. meio sorriso. mãos brancas e pequenas, segurando... seu livro de Cronópios e Famas. olhou para ela nos olhos e ela derreteu. suspiro. ela olhou para a luz, tentando conter, mas explodiu num espirro. ruidoso. daqueles que trazem um jato de catarro junto com lágrimas. ele, constrangido, desviou o olhar e passou por ela, passos pesados e indecisos. murmurou um saúde, já de costas. subiu as escadas lentamente e sumiu.
ela zonza, muda, parada. encontrara e perdera seu sapo, num espirro.
e foi com pressa pelo corredor estreito e tortuoso, cheio de transversais. um labirinto de livros velhos e pó que ela conhecia em detalhes. no fim da loja à esquerda um lance de escadas. degraus estreitos e pé direito para anão. ficou corcunda para descer sem bater a cabeça. correndo.
o ar lá embaixo mais denso e úmido já fazia seu nariz escorrer e coçar. pior por ela ter esquecido os lenços no armário. como ali não havia janela o ar estava velho. as paredes, revestidas por clássicos, enciclopédias e didáticos. (os de auto ajuda e best sellers ficavam no pavimento superior, pois a demanda concede privilégios)
e como amava aquele lugar... pena que ali, na casa dos ácaros e traças, a intrusa era ela.
ia rápida pois estava atrasada. quinze minutos para início da primeira aula, e hoje era dia de seminário. todos os papéis estavam na pasta A3 que carregava, e ainda uma bolsa mochila nas costas. compondo o visual uma calça branca, escolhida para que parecesse sua bunda maior e mais altiva. mas já estava sua roupa toda cinza e suja pelo pó. e o nariz a escorrer e coçar. tudo tudo fugindo ao que havia planejado.
ela tinha um compromisso. essa preocupação toda porque depois da aula tinha um encontro marcado há semanas. era com um moço do interior que a encontrara no white pages do icq. por isso buscava o livro, na terceira prateleira da segunda coluna de caixotes, onde o havia escondido entre o kama sutra e o codigo penal, para um dia especial como este.
mais tarde, no encontro, o livro funcionaria como uma avaliação. se ele o conhecer, o sapato de cristal da cinderela serviu e o final será feliz. se ele ignorar mas se interessar, talvez com algum esforço haverá uma chance. caso contrário que matem o príncipe pois nunca chegará mesmo ao sapo que ela procura.
e o tempo correndo, alucinado. cadê o livro? não estava lá, nem nas caixas ao lado. subiu esbaforida ao térreo e correu ao Messias, que estava no caixa, para perguntar se vendera Cronópios e Famas, capa dura.
- nhão - resmungou - deve estar por aí. os fregueses não cansam de bagunçar minhas arrumações...
de novo desceu correndo corcunda. por onde começar a busca? - comece pelo começo. comece pelo começo.
arrancou do alto da primeira prateleira um livro semelhante na forma. então milhares de livros surraram seu rosto e despencaram no chão. o nariz agora já era um tomatão maduro escorrendo. a calça, preto mesclada com cinza. as mãos sujas e o rosto também. tudo tudo tudo errado. a aula já começara a uns três minutos. nada do livro...
pior, estava toda borralheira, sentada no pó e nos livros, desmarcando mentalmente seu tão esperado encontro, quando ouviu uma voz daquelas que ainda não engrossaram cem por cento e oscilam entre homem e menino, com forte sotaque interiorano:
- dá uma licencinha por favor?
óculos fundo de garrafa. camisa presa pela calça acinturada. corpo franzino. meio sorriso. mãos brancas e pequenas, segurando... seu livro de Cronópios e Famas. olhou para ela nos olhos e ela derreteu. suspiro. ela olhou para a luz, tentando conter, mas explodiu num espirro. ruidoso. daqueles que trazem um jato de catarro junto com lágrimas. ele, constrangido, desviou o olhar e passou por ela, passos pesados e indecisos. murmurou um saúde, já de costas. subiu as escadas lentamente e sumiu.
ela zonza, muda, parada. encontrara e perdera seu sapo, num espirro.
26/06/2002
25/06/2002
cinco minutos
ouvindo Ben sem Jor
pedi você para esperar cinco minutos só você foi embora sem me atender. não sabe o que perdeu pois você não viu você não viu como eu fiquei. pedi você para esperar cinco minutos só você foi embora embora embora sem me atender. pois você não viu não sabe o que perdeu pois você não viu não viu não viu como eu fiquei. dizem que foi chorando, sorrindo, cantando. os meus amigos meus amigos até disseram que foi amando amando. pois você não sabe e nunca e nunca e nunca e nunca vai saber porque, pois você não sabe quanto vale cinco minutos na vida. pois você não sabe você não sabe e nunca vai saber porque, você não sabe o quanto vale cinco minutos na vida
ouvindo Ben sem Jor
pedi você para esperar cinco minutos só você foi embora sem me atender. não sabe o que perdeu pois você não viu você não viu como eu fiquei. pedi você para esperar cinco minutos só você foi embora embora embora sem me atender. pois você não viu não sabe o que perdeu pois você não viu não viu não viu como eu fiquei. dizem que foi chorando, sorrindo, cantando. os meus amigos meus amigos até disseram que foi amando amando. pois você não sabe e nunca e nunca e nunca e nunca vai saber porque, pois você não sabe quanto vale cinco minutos na vida. pois você não sabe você não sabe e nunca vai saber porque, você não sabe o quanto vale cinco minutos na vida
linda
ela é capaz de se alojar em quaisquer ruínas. é capaz de enfrentar um leão desdentado. ela é capaz de pegar uma barata no colo e niná-la, com doçura. se necessário ela volta e pede desculpas. ela é capaz de mostrar sua vulnerabilidade ao inimigo. e de beber duas ou três garrafas de vinho tinto sozinha. ela é dada ao exagero mas fica extremamente feliz com coisas simples. conversando com os amigos. olhando sem pressa para o céu. massageando os pés e alongando os músculos. dançando sem música no quarto escuro. dando entrevistas ao espelho embaçado do banheiro. pensando bobagens e rindo dela mesma. gozando sozinha. acreditando e recomeçando. chutando o pau da barraca. que linda ela.
ela é capaz de se alojar em quaisquer ruínas. é capaz de enfrentar um leão desdentado. ela é capaz de pegar uma barata no colo e niná-la, com doçura. se necessário ela volta e pede desculpas. ela é capaz de mostrar sua vulnerabilidade ao inimigo. e de beber duas ou três garrafas de vinho tinto sozinha. ela é dada ao exagero mas fica extremamente feliz com coisas simples. conversando com os amigos. olhando sem pressa para o céu. massageando os pés e alongando os músculos. dançando sem música no quarto escuro. dando entrevistas ao espelho embaçado do banheiro. pensando bobagens e rindo dela mesma. gozando sozinha. acreditando e recomeçando. chutando o pau da barraca. que linda ela.
volte logo antes que eu me perca
hoje eu dei uma vacilada entre um e outro e a censura saiu. saiu de fininho, nem me disse para onde ia. atrevida! só Deus sabe como a duras penas tenho mantido ela aqui, ao meu lado. e ela, ingrata que é à minha fidelidade, apronta uma dessas.
agora estou assim assim, sem a censura e pronta para cometer qualquer insanidade. por acaso a preguiça ficou, o que me impede de colocar um casaco e sair também, gesto que seria muito perigoso nessas condições. e por sorte a sorte, que é minha companheira querida desde sempre, está aqui também, e afasta qualquer possibilidade de um amor caolho e manco tocar minha campainha, pois sem a censura certamente eu derreteria e beijaria sua boca torta antes que ele falasse um oi sequer. escrever nessa situação também não é nada aconselhável. mas cadê a vaca da censura? filha da puta maldita...
hoje eu dei uma vacilada entre um e outro e a censura saiu. saiu de fininho, nem me disse para onde ia. atrevida! só Deus sabe como a duras penas tenho mantido ela aqui, ao meu lado. e ela, ingrata que é à minha fidelidade, apronta uma dessas.
agora estou assim assim, sem a censura e pronta para cometer qualquer insanidade. por acaso a preguiça ficou, o que me impede de colocar um casaco e sair também, gesto que seria muito perigoso nessas condições. e por sorte a sorte, que é minha companheira querida desde sempre, está aqui também, e afasta qualquer possibilidade de um amor caolho e manco tocar minha campainha, pois sem a censura certamente eu derreteria e beijaria sua boca torta antes que ele falasse um oi sequer. escrever nessa situação também não é nada aconselhável. mas cadê a vaca da censura? filha da puta maldita...
vovó já dizia
eu não quero contar nada. quero apenas que você veja isso aqui, nos meus olhos. estavam vermelhos então duas gotas de colírio em cada um e uma quinta se perdeu na bochecha. molhados, ficaram brilhantes, e se você olhar atentamente verá um reflexo azulado, em cubo. é a luz do monitor. deles só vejo os cílios, superiores e inferiores, piscando.
terminantemente não pegaria nada bem eu usando óculos escuros a essa hora.
eu não quero contar nada. quero apenas que você veja isso aqui, nos meus olhos. estavam vermelhos então duas gotas de colírio em cada um e uma quinta se perdeu na bochecha. molhados, ficaram brilhantes, e se você olhar atentamente verá um reflexo azulado, em cubo. é a luz do monitor. deles só vejo os cílios, superiores e inferiores, piscando.
terminantemente não pegaria nada bem eu usando óculos escuros a essa hora.
24/06/2002
mudei de idéia
sou líder nisso: mudança de idéia. bla bla bla. sou geminiana e já matei 3 blogs. bla bla bla. perdoem minha inconstância. bla bla bla. vocês vão ter me engolir mais um pouco. bla bla bla. ah, e eu amo vocês e bla bla bla. além de que isso aqui vai virar até nome de cd. bla bla bla. sim, eu continuo.
sou líder nisso: mudança de idéia. bla bla bla. sou geminiana e já matei 3 blogs. bla bla bla. perdoem minha inconstância. bla bla bla. vocês vão ter me engolir mais um pouco. bla bla bla. ah, e eu amo vocês e bla bla bla. além de que isso aqui vai virar até nome de cd. bla bla bla. sim, eu continuo.
aqui jaz o último post.
pois é | passa lá | miou | the end | foi | acabou | já era | morreu | dançou | parou | não tem mais | esgotou | sumiu | ninguém sabe | ninguém viu | deixa quieto | quem sair por último que apague a luz | ** fui
pois é | passa lá | miou | the end | foi | acabou | já era | morreu | dançou | parou | não tem mais | esgotou | sumiu | ninguém sabe | ninguém viu | deixa quieto | quem sair por último que apague a luz | ** fui
e que assim o seja
23/06/2002
eu fico devendo
gostaria de escrever palavras harmoniosas. gostaria de celebrar o amor. gostaria sinceramente de usar as palavras com doçura e esperança. oferecer para quem as lesse uns segundos de sonho. um esboço de sorriso. sem a necessidade de inovar. sem a revelação de segredo algum. só uma brisa carinhando por só uma fração de segundo a face. um pouco do que preciso. mas não há. estou muda dessa alegria. estou muda dessa crença. e esse ceticismo é o que me mata.
gostaria de escrever palavras harmoniosas. gostaria de celebrar o amor. gostaria sinceramente de usar as palavras com doçura e esperança. oferecer para quem as lesse uns segundos de sonho. um esboço de sorriso. sem a necessidade de inovar. sem a revelação de segredo algum. só uma brisa carinhando por só uma fração de segundo a face. um pouco do que preciso. mas não há. estou muda dessa alegria. estou muda dessa crença. e esse ceticismo é o que me mata.
mais uma chance
acabei de deletar vários posts passados. ainda falta deletar muitos muitos outros. tem hora que eu leio isso tudo e amo. fico feliz. tem hora que eu leio e quero chorar. como sou tola. que bom se a vida fosse como um blog idiota. errou, deleta.
acabei de deletar vários posts passados. ainda falta deletar muitos muitos outros. tem hora que eu leio isso tudo e amo. fico feliz. tem hora que eu leio e quero chorar. como sou tola. que bom se a vida fosse como um blog idiota. errou, deleta.
metereologia
cai uma chuva fina em meus pensamentos. intermitente. minhas idéias já estão encharcadas. preciso de um rodo e pano seco. preciso secar. está frio. mas não adianta secar se a chuva não parar. preciso de um guarda-chuva. ou que volte logo o sol, de novo
cai uma chuva fina em meus pensamentos. intermitente. minhas idéias já estão encharcadas. preciso de um rodo e pano seco. preciso secar. está frio. mas não adianta secar se a chuva não parar. preciso de um guarda-chuva. ou que volte logo o sol, de novo
22/06/2002
bla bla bla
me disseram que tem muita gente legal que escreve blog. considerando as proporções acho que é a mesma coisa que achar alguém legal na praça da sé. ou num show do caetano no parque ibirapuera.
eu é que sempre fui uma garota de sorte...
me disseram que tem muita gente legal que escreve blog. considerando as proporções acho que é a mesma coisa que achar alguém legal na praça da sé. ou num show do caetano no parque ibirapuera.
eu é que sempre fui uma garota de sorte...
21/06/2002
Bom Dia
A seleção finalmente jogou. Parabéns para mim. Um monte de mensagens simpáticas via mail e icq. Parabéns para mim. Tem sol. Parabéns para mim. Tem bolo. Parabéns para mim. Por hoje é só isso. Parabéns para mim. Dia de folga. Parabéns para mim.
A seleção finalmente jogou. Parabéns para mim. Um monte de mensagens simpáticas via mail e icq. Parabéns para mim. Tem sol. Parabéns para mim. Tem bolo. Parabéns para mim. Por hoje é só isso. Parabéns para mim. Dia de folga. Parabéns para mim.
20/06/2002
meu aniversário impopular
alguns de vocês foram intimados a comparecer ao meu mini aniversário amanhã. a esses aviso que está longe de ser mega. não é uma balada forte. TERMINANTEMENTE eu não sou pop. estou só querendo uns abraços amigos. acho até que vou levar o Tomás. e terá um bolo com morangos e chocolate para quem me amar e passar lá.
se levarem unzinhos serão bem vindos. ou cervas, que parece para alguns que nunca é demais. não para mim.
e se quiser ouvir sua(s) música(s) preferida(s) leve o(s) cd(´s) que eu não garanto nada exceto o bolo, o abraço e um sorriso. RSVP.
alguns de vocês foram intimados a comparecer ao meu mini aniversário amanhã. a esses aviso que está longe de ser mega. não é uma balada forte. TERMINANTEMENTE eu não sou pop. estou só querendo uns abraços amigos. acho até que vou levar o Tomás. e terá um bolo com morangos e chocolate para quem me amar e passar lá.
se levarem unzinhos serão bem vindos. ou cervas, que parece para alguns que nunca é demais. não para mim.
e se quiser ouvir sua(s) música(s) preferida(s) leve o(s) cd(´s) que eu não garanto nada exceto o bolo, o abraço e um sorriso. RSVP.
para o Kuru ler
você é o qual podemos chamar de cara fodão. TERMINANTEMENTE você tem acessórios especiais, e isso eu estou cansada de ouvir. estamos juntos a mais de uma década, e a cada manutenção você sempre aqui. ano apos ano.
juntos pro que der e vier. paus para toda obra, um para o outro. o que é uma estória de amor senão isso? é um privilégio, meu caro. para neguinho pagar um pau, porque é muuuuito melhor ser feliz.
agora estou fazendo 31 e você já com 34. é véio, tamos véios. mas não estamos cansados, pelamordedeus. você está até mais sexy agora. hmm. ops...
eu tinha 17 e você 20. e quanta história do caralho a gente fez. claro que se tem sempre do que reclamar, para não perder o costume. por exemplo, como chato você é líder. e CHATO para se garantir a uma data tem que ser MUITO FODA. pois é véi, você É foda.
e tem muita folha em branco ainda para a gente escrever, com presente que são nossos meninos.
então está. só um chute na canela para acabar, que isso aqui já esta ficando piega.
você é o qual podemos chamar de cara fodão. TERMINANTEMENTE você tem acessórios especiais, e isso eu estou cansada de ouvir. estamos juntos a mais de uma década, e a cada manutenção você sempre aqui. ano apos ano.
juntos pro que der e vier. paus para toda obra, um para o outro. o que é uma estória de amor senão isso? é um privilégio, meu caro. para neguinho pagar um pau, porque é muuuuito melhor ser feliz.
agora estou fazendo 31 e você já com 34. é véio, tamos véios. mas não estamos cansados, pelamordedeus. você está até mais sexy agora. hmm. ops...
eu tinha 17 e você 20. e quanta história do caralho a gente fez. claro que se tem sempre do que reclamar, para não perder o costume. por exemplo, como chato você é líder. e CHATO para se garantir a uma data tem que ser MUITO FODA. pois é véi, você É foda.
e tem muita folha em branco ainda para a gente escrever, com presente que são nossos meninos.
então está. só um chute na canela para acabar, que isso aqui já esta ficando piega.
- melhor nem ler - qualquer uma
a outra todos os dias ia à igreja. às terças e quintas lidava com crianças. era catequista e tinha mais duas turmas que orientava aos domingos. segundas, quartas, sextas e sábados ia lá para estudar e encontrar seu namorado, que liderava o grupo de jovens. ela tinha receitas e cozinhava bolos de aniversário decorados. dele não se sabe ao certo. só que estava tudo muito certo naquela cena. tanto que todos já conheciam o final.
a outra todos os dias ia à igreja. às terças e quintas lidava com crianças. era catequista e tinha mais duas turmas que orientava aos domingos. segundas, quartas, sextas e sábados ia lá para estudar e encontrar seu namorado, que liderava o grupo de jovens. ela tinha receitas e cozinhava bolos de aniversário decorados. dele não se sabe ao certo. só que estava tudo muito certo naquela cena. tanto que todos já conheciam o final.
obs
a série - melhor nem ler - pode ser qualquer uma ou um. qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. EU NÃO USO ISSO AQUI PARA MANDAR RECADOS, ENTENDEU?
ou fala ou pula o post, em silêncio
a série - melhor nem ler - pode ser qualquer uma ou um. qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. EU NÃO USO ISSO AQUI PARA MANDAR RECADOS, ENTENDEU?
ou fala ou pula o post, em silêncio
a quem tenta me ofender
com critério você não consegue me criticar melhor que eu mesma. lamento, mas nem perca seu tempo com isso.
com critério você não consegue me criticar melhor que eu mesma. lamento, mas nem perca seu tempo com isso.
19/06/2002
cartão postal
ela acordou mais cedo do que de costume com o barulho dos pombos na sua janela. ela odiava pombos e já tentara envenena-los mais de uma vez, mas a vizinha do andar acima insistia em colocar pipoca e arroz na sacada para as aves, então a única solução seria o abaixo assinado já entregue ao zelador, pautado para próxima reunião de condomínio.
no banheiro colocou as lentes de contato violetas. cílios postiços. muitos grampos escondidos prendendo firmemente a peruca preto azulada. num celofane cera fria. depilou uma perna e a outra, as axilas e a virilha. como seu hidratante havia acabado a pele vermelha irritada pela depilação foi acalmada com azeite Gallo. ela conhecia truques íncriveis e jamais ficaria com a pele ressecada num dia tão especial como aquele.
perfumou-se com amadeirado pois odiava cheiro doce. frutal até tolerava. floral nunca. a pinça retirou uns pelos extras, arqueando a sobrancelha e assumindo um olhar mais dramático. mas ainda não acabara. sombra cinza nos olhos, batom terra nos lábios. pintou as vinte unhas num tom rosa, transparente. sentou e esperou o esmalte secar.
trocou os lençois. varreu a casa. vagarosamente. um cd qualquer tocando. encerou o piso de madeira escura. mais azeite nos joelhos avermelhados.
só então vestiu-se de preto. salto 7cm. acendeu um incenso de jasmim. foi até a cozinha e tomou um gole. mais um e mais um. comeu três azeitonas e engoliu os caroços. conferiu sua aparência no espelho do guarda roupas. sentiu-se agradável e desejável. mas faltava algo... um colar de estrelas.
olhou pela janela. já era fim de tarde. os pombos acima e abaixo, voando felizes. ela morava no quinto andar. trocou o cd. aumentou um pouco o volume. voltou para janela. inflou o peito com todo o ar que coube inspirar. saltou.
ela acordou mais cedo do que de costume com o barulho dos pombos na sua janela. ela odiava pombos e já tentara envenena-los mais de uma vez, mas a vizinha do andar acima insistia em colocar pipoca e arroz na sacada para as aves, então a única solução seria o abaixo assinado já entregue ao zelador, pautado para próxima reunião de condomínio.
no banheiro colocou as lentes de contato violetas. cílios postiços. muitos grampos escondidos prendendo firmemente a peruca preto azulada. num celofane cera fria. depilou uma perna e a outra, as axilas e a virilha. como seu hidratante havia acabado a pele vermelha irritada pela depilação foi acalmada com azeite Gallo. ela conhecia truques íncriveis e jamais ficaria com a pele ressecada num dia tão especial como aquele.
perfumou-se com amadeirado pois odiava cheiro doce. frutal até tolerava. floral nunca. a pinça retirou uns pelos extras, arqueando a sobrancelha e assumindo um olhar mais dramático. mas ainda não acabara. sombra cinza nos olhos, batom terra nos lábios. pintou as vinte unhas num tom rosa, transparente. sentou e esperou o esmalte secar.
trocou os lençois. varreu a casa. vagarosamente. um cd qualquer tocando. encerou o piso de madeira escura. mais azeite nos joelhos avermelhados.
só então vestiu-se de preto. salto 7cm. acendeu um incenso de jasmim. foi até a cozinha e tomou um gole. mais um e mais um. comeu três azeitonas e engoliu os caroços. conferiu sua aparência no espelho do guarda roupas. sentiu-se agradável e desejável. mas faltava algo... um colar de estrelas.
olhou pela janela. já era fim de tarde. os pombos acima e abaixo, voando felizes. ela morava no quinto andar. trocou o cd. aumentou um pouco o volume. voltou para janela. inflou o peito com todo o ar que coube inspirar. saltou.
enriquecendo o vocabulário
é tão legal quando uma pessoa legal encontra outra pessoa legal e rola algo legal. é super legal. legal pra caralho.
é tão legal quando uma pessoa legal encontra outra pessoa legal e rola algo legal. é super legal. legal pra caralho.
desce daí
tem gente que fala uma coisa querendo dizer outra. e o pior, esperando que você ao ouvir essa coisa, que na verdade é um artifício, tenha uma terceira uma reação a essa segunda coisa que contente a primeira coisa, a que não foi dita.
sorte que as palavras são minhas amigas, já que de pessoas, eu não entendo nada.
tem gente que fala uma coisa querendo dizer outra. e o pior, esperando que você ao ouvir essa coisa, que na verdade é um artifício, tenha uma terceira uma reação a essa segunda coisa que contente a primeira coisa, a que não foi dita.
sorte que as palavras são minhas amigas, já que de pessoas, eu não entendo nada.
gente demais
conselheira demais. frustrada demais. mal comida demais. puxa-saco demais. invejosa demais. ponderada demais. políticamente correta demais. solitária demais. popular demais. certinha demais. boazinha demais. qualquer inha demais.
ah, e muito louca demais também.
conselheira demais. frustrada demais. mal comida demais. puxa-saco demais. invejosa demais. ponderada demais. políticamente correta demais. solitária demais. popular demais. certinha demais. boazinha demais. qualquer inha demais.
ah, e muito louca demais também.
O Feio
(Roberto Carlos)
Vejam só, que tipo, que tipo
esquisito eu vi
Rapaz tão feio assim
Confesso, nesse mundo eu não conheci
Quando sorrindo está parece que
Um temporal vai desabar
Seu vasto narigão
Me lembra, me lembra um grande pimentão.
Mas as garotas vivem por ele a suspirar
Todas elas querem com o feio namorar.
E é cinqüenta e quatro, cinqüenta e quatro
O número do seu sapato
Ele é comprido e até
Parece, parece um toco quando está de pé
Careca e bem sisudo
Caramba, fala baixo e também é bicudo.
Mas as garotas vivem por ele a suspirar
Todas elas querem com o feio namorar.
(Roberto Carlos)
Vejam só, que tipo, que tipo
esquisito eu vi
Rapaz tão feio assim
Confesso, nesse mundo eu não conheci
Quando sorrindo está parece que
Um temporal vai desabar
Seu vasto narigão
Me lembra, me lembra um grande pimentão.
Mas as garotas vivem por ele a suspirar
Todas elas querem com o feio namorar.
E é cinqüenta e quatro, cinqüenta e quatro
O número do seu sapato
Ele é comprido e até
Parece, parece um toco quando está de pé
Careca e bem sisudo
Caramba, fala baixo e também é bicudo.
Mas as garotas vivem por ele a suspirar
Todas elas querem com o feio namorar.
.....
BECKHAM CHAMA O CABELEIREIRO
(Da Agência Pelé.Net )
LONDRES - Um dos cabeleireiros mais famosos da Inglaterra embarcará para o Japão com a missão de mudar o estilo do cabelo do capitão da seleção do país, David Beckham, a tempo do jogo de sexta-feira contra o Brasil.
Victoria, a mulher de Beckham, ligou para Aidan Phelan, cabeleireiro pessoal de seu marido, depois de ver o espetado cabelo em estilo moicano do capitão cair durante o jogo sob chuva contra a Dinamarca, disse a imprensa local.
``Claro que David coloca o futebol na frente, como prioridade ... Mas parece que ele (o cabelo) precisa ser colocado em ordem'', disse Phelan, eleito o cabeleireiro britânico do ano em 2000, de acordo com o jornal The Guardian.
Phelan, que voa para o Japão na quarta-feira, foi o criador do corte moicano de Beckham para a Copa do Mundo. O corte foi copiado por milhares de fãs pelo mundo, especialmente na Inglaterra e no Japão.
18/06/2002
Mãe Dinah
é incrível a era de aquário. todo mundo zen. todo mundo místico. mães dinahs aos montes. em cada esquina tem neguinho querendo ler sua mão. em todas as emissoras de tv os pais e mães de santos dando seus depoimentos. macumbaria e galinha preta. velas vermelhas. exu caveira. simpatias. magias. bruxarias. ecumenismo. superstição. olhos do inferno. patuás. mandingas. rituais dos índios.
estou fora. Deus me defenda!!!
é incrível a era de aquário. todo mundo zen. todo mundo místico. mães dinahs aos montes. em cada esquina tem neguinho querendo ler sua mão. em todas as emissoras de tv os pais e mães de santos dando seus depoimentos. macumbaria e galinha preta. velas vermelhas. exu caveira. simpatias. magias. bruxarias. ecumenismo. superstição. olhos do inferno. patuás. mandingas. rituais dos índios.
estou fora. Deus me defenda!!!
se for para sempre é melhor
cientista que poeta. verdade que mentira. verbo que adjetivo. água que coca-cola. amigo que paixão. silêncio que forró. sozinho que mal acompanhado. frio que calor. fome que sede. saudade que desconhecimento. abraço que beijo. carta que telefonema. vírgula que ponto final. frio que morno. erro que desistência. teletransporte que trânsito.
melhor nem ler
eu queria juntar as palavras e bater um bolo. aproveitando que é junho e tem morango que eu amo. o chocolate tem que ser meio amargo. chantilly eu dispenso. tudo voltou ao normal. meus surtos são breves. meus sonhos são poucos. voltei a desacreditar. estou feliz. foi breve o engano. parabéns para mim. avisei para não ler. o primeiro pedaço é sempre meu
eu queria juntar as palavras e bater um bolo. aproveitando que é junho e tem morango que eu amo. o chocolate tem que ser meio amargo. chantilly eu dispenso. tudo voltou ao normal. meus surtos são breves. meus sonhos são poucos. voltei a desacreditar. estou feliz. foi breve o engano. parabéns para mim. avisei para não ler. o primeiro pedaço é sempre meu
eulogia
eu sempre fui bem louca, é o que dizem.
eu só sei ler os olhos.
eu sou cética.
eu tenho uma lúcida coragem
eu não uso máscara.
eu não sou política.
eu não sou polida.
eu só falo a verdade.
eu não sou modesta.
eu não faço conchavos.
eu desafio meus medos.
eu não me armo.
eu não sigo conselhos.
eu canso dos meus brinquedos.
eu não sou jogadora.
eu não sei disfarçar.
eu mimo quem amo.
eu amo e eu amo.
eu não tenho paciência.
eu quero muito.
eu não contento.
eu sou fiel.
eu sou leal.
eu não estou a venda.
eu sempre perdoo.
eu não sou alegre.
eu sou forte.
eu não quebro.
eu penso demais.
eu sei amar.
eu gosto de sexo.
eu sou preguiçosa.
eu não sou romântica.
eu tenho pavio curto.
eu sou carinhosa.
eu sou sensível.
eu cuido.
eu sou desastrada.
eu fantasio.
eu tenho insônia.
eu sinto culpa.
eu desisto.
e sou bem mais forte assim, toda nua, dançando no baile dos mascarados.
eu sempre fui bem louca, é o que dizem.
eu só sei ler os olhos.
eu sou cética.
eu tenho uma lúcida coragem
eu não uso máscara.
eu não sou política.
eu não sou polida.
eu só falo a verdade.
eu não sou modesta.
eu não faço conchavos.
eu desafio meus medos.
eu não me armo.
eu não sigo conselhos.
eu canso dos meus brinquedos.
eu não sou jogadora.
eu não sei disfarçar.
eu mimo quem amo.
eu amo e eu amo.
eu não tenho paciência.
eu quero muito.
eu não contento.
eu sou fiel.
eu sou leal.
eu não estou a venda.
eu sempre perdoo.
eu não sou alegre.
eu sou forte.
eu não quebro.
eu penso demais.
eu sei amar.
eu gosto de sexo.
eu sou preguiçosa.
eu não sou romântica.
eu tenho pavio curto.
eu sou carinhosa.
eu sou sensível.
eu cuido.
eu sou desastrada.
eu fantasio.
eu tenho insônia.
eu sinto culpa.
eu desisto.
e sou bem mais forte assim, toda nua, dançando no baile dos mascarados.
17/06/2002

meus meninos
tem dois pontinhos de luz comigo. brilham que me cegam. me alegram. me assustam. me ensinam as coisas que já tinha esquecido. tão pequeninos. um pouco do que há de melhor. dois meninos. meus lindos. eu tenho tudo. sou grande e poderosa. sou enorme. sou um vulcão. sou a mamãe.
top model
algumas pessoas são lindas. caladas. enfeitam qualquer festa. atraem todas os olhares. caladas. mas muitas dessas lindas pessoas perdem o brilho quando falam. quando se mostram. tornam-se opacas. caricatas. vitimas da própria beleza. sem graça. tons de cinza. como uma foto velha de uma paisagem morta. estáticas. fakes. frágeis. fina casca. que pena.
já outras pessoas são feias. desproporcionais. caladas. ninguém repara muito quando chegam ou partem. caladas. pernas tortas, cabelos ralos. desarmonia estética. orelhas grandes e dentes amarelos. caladas. mas quando falam, encantam. uma luz suave vai tomando conta de tudo, como um dimmer. sua aparência já é outra. sua beleza encanta. e nada disso mais importa. te amo, lindo.
algumas pessoas são lindas. caladas. enfeitam qualquer festa. atraem todas os olhares. caladas. mas muitas dessas lindas pessoas perdem o brilho quando falam. quando se mostram. tornam-se opacas. caricatas. vitimas da própria beleza. sem graça. tons de cinza. como uma foto velha de uma paisagem morta. estáticas. fakes. frágeis. fina casca. que pena.
já outras pessoas são feias. desproporcionais. caladas. ninguém repara muito quando chegam ou partem. caladas. pernas tortas, cabelos ralos. desarmonia estética. orelhas grandes e dentes amarelos. caladas. mas quando falam, encantam. uma luz suave vai tomando conta de tudo, como um dimmer. sua aparência já é outra. sua beleza encanta. e nada disso mais importa. te amo, lindo.
presente de aniversário
Paula Carvalho
21/06/1971, 3:45h, em São Paulo
Ascendente : Touro
Sol em : Gêmeos
Lua em : Gêmeos
Seu signo ascendente é TOURO e seu planeta regente é VÊNUS.
Seu caminho de vida será traçado pela profunda necessidade de ser dona de si mesma, de criar suas próprias opiniões, de experimentar tudo que deseje, e de opor-se a tudo que considere injusto, o que não será pouco.
Tal aspiração de independência irá resultar na criação de intensos e profundos conflitos, o que será bastante estranho para você entender, já que no fundo, o verdadeiro motivo que a impulsiona à independência é a necessidade de paz e de sossego.
Porém, os conflitos serão reais o suficiente para que não possa fazer de conta que não tem nada a ver com eles.
Que seu destino seja bom ou ruim irá depender inteiramente da forma com que você administre esses conflitos. Essa é a grande experiência de se nascer com o ascendente no signo de TOURO.
O lado artístico da natureza será estimulado pela necessidade de administrar os conflitos. Não será necessário que você siga a carreira artística, mas com certeza, em tudo o que você faça haverá um toque de criatividade.
Essa mesma criatividade a tornará sensual e magnética, e terá no sexo uma profunda dimensão de experiência para colocar em jogo a tal da criatividade.
Ter filhos, plantar árvores, escrever livros, a criatividade poderá ser física, mental ou emocional. Não importa em que área da vida você se especialize, sempre a criatividade será sua companheira inseparável, e mensageira de que você está cumprindo seu destino da melhor maneira possível.
Você será dona de si mesma, bastante dogmática e obstinada, não desejando conselhos e nem tolerando as contradições. Eis aqui um ponto gerador de muito conflito, pois, mal ou bem, você existe num universo profundamente contraditório.
Será difícil conhecê-la, ou saber quais serão suas atitudes ou movimentos.
Demorará para perder a paciência mas, quando o faça, será difícil de apaziguá-la, e será capaz de guardar ressentimentos por muito tempo.
As conquistas serão todas feitas com esforço, e o mundo material exercerá uma sedução potente sobre seus desejos.
Em geral, será calma e tranqüila, e preferirá tais condições, mas será capaz de grandes paixões e de agir emocionalmente. Poderá ser extremamente ciumenta e possessiva.
Você não ganhará das outras pessoas pela rapidez, mas porque suas idéias persistirão por mais tempo.
O tempo é fator importante no destino deste ascendente, porque as melhores coisas virão lentamente e com paciência.
Os contratempos se deverão quase todos à exagerada resistência a mudar qualquer coisa.
Você será capaz de tirar leite de pedras, e de transformar uma pedra num confortável sofá. Por isso, não devia preocupar-se tanto com o conforto, porque você o construirá onde quer que seja.
Você tem o SOL em GEMEOS, este é o seu signo.
Vivacidade, dinamismo e senso de adaptação, estas são suas principais qualidades. Você é uma falsa tímida, que encanta as pessoas com seu dom de oratória e com uma inteligência vivaz. Normalmente faz de conta que é uma criança abandonada, e quando menos se espera, lá está você no comando da situação. Mas ao mesmo tempo, perde rapidamemente esse comando, porque no fundo tem dificuldade de manter qualquer estado de ânimo por muito tempo. Além do que, não faz parte de seu repertório conciliar as palavras com os atos. Você é contraditória mesmo. Mas é esta mesma capacidade de ser contraditória que faz de você um elo entre as pessoas, pois torna possível a comunicação.
Você aprende tudo por meio da observação, e da imitação, que são poderes muito aguçados de seu caráter, esperando que todos os dias lhe brindem com uma multiplicidade de destinos fabulosos que lhe permitam fazer novas descobertas.
Sua LUA está no signo de GEMEOS.
Sempre você irá sentir-se à vontade em ambientes onde exista comunicação, onde aconteçam muitas coisas inovadoras e surpreendentes.
Esta posição lunar favorece o intelecto e inclina ao estudo e à satisfação da curiosidade.
Você é mentalmente ativa e inquieta no mundo físico, não conseguindo ficar quieta, e encontrando dificuldade de se calar ou ficar em silêncio.
Apreciaria mudar de residência sempre, e se isto não se torna possível, equilibra esta condição viajando sempre que for possível.
Você é hábil no uso das mãos.
Poderá desenvolver mais de uma ocupação ao mesmo tempo. Os intercâmbios de ordem social, inclusive os mexericos, farão parte da vida cotidiana.
A diversidade dos fatos e as mudanças contínuas a farão sentir-se confortável, pois irá lidar bem com a instabilidade. Pensar, escrever e estudar fazem parte das atividades que deverão ocorrer com maior frequência.
SOL em GEMEOS e LUA em GEMEOS.
Uma contradição anulará a outra e todo mundo acabará ficando em paz. Ou pelo menos buscando freneticamente essa paz, se é que algo assim pode acontecer entre o céu e a terra.
Haverá uma certa inclinação a desenvolver a premeditação e a olhar as coisas sob o ponto de vista intelectual. O temperamento utilitarista poderá ser dominante, mas continuará sendo dócil e de juízo imparcial.
Haverá tendência a dedicar-se ao mundo das artes, desenvolvendo habilidades em trabalhos manuais e em atividades literárias.
Seu regente é Vênus e seu projeto de vida está ligado aos assuntos da casa 1
Experimentará realizar todos os desejos que por ventura lhe ocorrerem. Se frustrará com alguns até conseguir determinar a diferença entre desejos e caprichos, sendo que os primeiros a levarão a conquistar bens materiais, sensualidade e prazer no luxo. Os caprichos, no entanto, a conduzirão a se amarrar a pessoas que a escravizarão e a tratarão mal, com as quais manterá relacionamentos conflitantes.
Mas a partir do momento da vida em que comece a iluminar-se a respeito da diferença entre desejos e caprichos, você saberá intervir com força, determinação e coragem nos assuntos em que se mostre competente, o que lhe trará resultados estupendos, imprimindo uma marca registrada com sua presença.
Tentará que suas atitudes sejam sempre agradáveis, mas se surpreenderá ao constatar que algumas delas, por mais bem intencionadas que sejam, causarão conflitos e disputas.
Seu poder de sedução será grande.
A qualquer momento, será capaz de usar o seu forte magnetismo para atrair o que lhe interesse e necessite.
Haverá um forte toque de vaidade em tudo que faça.
Marte está na casa 9 e no signo de Aquários
RITMO: Impulso confirmado de conquista que oscila no vaivém das circunstâncias.
Impulso sexual propício a satisfazer-se como resultado de esforço para livrar-se de limites. Ser livre.
Paula Carvalho
21/06/1971, 3:45h, em São Paulo
Ascendente : Touro
Sol em : Gêmeos
Lua em : Gêmeos
Seu signo ascendente é TOURO e seu planeta regente é VÊNUS.
Seu caminho de vida será traçado pela profunda necessidade de ser dona de si mesma, de criar suas próprias opiniões, de experimentar tudo que deseje, e de opor-se a tudo que considere injusto, o que não será pouco.
Tal aspiração de independência irá resultar na criação de intensos e profundos conflitos, o que será bastante estranho para você entender, já que no fundo, o verdadeiro motivo que a impulsiona à independência é a necessidade de paz e de sossego.
Porém, os conflitos serão reais o suficiente para que não possa fazer de conta que não tem nada a ver com eles.
Que seu destino seja bom ou ruim irá depender inteiramente da forma com que você administre esses conflitos. Essa é a grande experiência de se nascer com o ascendente no signo de TOURO.
O lado artístico da natureza será estimulado pela necessidade de administrar os conflitos. Não será necessário que você siga a carreira artística, mas com certeza, em tudo o que você faça haverá um toque de criatividade.
Essa mesma criatividade a tornará sensual e magnética, e terá no sexo uma profunda dimensão de experiência para colocar em jogo a tal da criatividade.
Ter filhos, plantar árvores, escrever livros, a criatividade poderá ser física, mental ou emocional. Não importa em que área da vida você se especialize, sempre a criatividade será sua companheira inseparável, e mensageira de que você está cumprindo seu destino da melhor maneira possível.
Você será dona de si mesma, bastante dogmática e obstinada, não desejando conselhos e nem tolerando as contradições. Eis aqui um ponto gerador de muito conflito, pois, mal ou bem, você existe num universo profundamente contraditório.
Será difícil conhecê-la, ou saber quais serão suas atitudes ou movimentos.
Demorará para perder a paciência mas, quando o faça, será difícil de apaziguá-la, e será capaz de guardar ressentimentos por muito tempo.
As conquistas serão todas feitas com esforço, e o mundo material exercerá uma sedução potente sobre seus desejos.
Em geral, será calma e tranqüila, e preferirá tais condições, mas será capaz de grandes paixões e de agir emocionalmente. Poderá ser extremamente ciumenta e possessiva.
Você não ganhará das outras pessoas pela rapidez, mas porque suas idéias persistirão por mais tempo.
O tempo é fator importante no destino deste ascendente, porque as melhores coisas virão lentamente e com paciência.
Os contratempos se deverão quase todos à exagerada resistência a mudar qualquer coisa.
Você será capaz de tirar leite de pedras, e de transformar uma pedra num confortável sofá. Por isso, não devia preocupar-se tanto com o conforto, porque você o construirá onde quer que seja.
Você tem o SOL em GEMEOS, este é o seu signo.
Vivacidade, dinamismo e senso de adaptação, estas são suas principais qualidades. Você é uma falsa tímida, que encanta as pessoas com seu dom de oratória e com uma inteligência vivaz. Normalmente faz de conta que é uma criança abandonada, e quando menos se espera, lá está você no comando da situação. Mas ao mesmo tempo, perde rapidamemente esse comando, porque no fundo tem dificuldade de manter qualquer estado de ânimo por muito tempo. Além do que, não faz parte de seu repertório conciliar as palavras com os atos. Você é contraditória mesmo. Mas é esta mesma capacidade de ser contraditória que faz de você um elo entre as pessoas, pois torna possível a comunicação.
Você aprende tudo por meio da observação, e da imitação, que são poderes muito aguçados de seu caráter, esperando que todos os dias lhe brindem com uma multiplicidade de destinos fabulosos que lhe permitam fazer novas descobertas.
Sua LUA está no signo de GEMEOS.
Sempre você irá sentir-se à vontade em ambientes onde exista comunicação, onde aconteçam muitas coisas inovadoras e surpreendentes.
Esta posição lunar favorece o intelecto e inclina ao estudo e à satisfação da curiosidade.
Você é mentalmente ativa e inquieta no mundo físico, não conseguindo ficar quieta, e encontrando dificuldade de se calar ou ficar em silêncio.
Apreciaria mudar de residência sempre, e se isto não se torna possível, equilibra esta condição viajando sempre que for possível.
Você é hábil no uso das mãos.
Poderá desenvolver mais de uma ocupação ao mesmo tempo. Os intercâmbios de ordem social, inclusive os mexericos, farão parte da vida cotidiana.
A diversidade dos fatos e as mudanças contínuas a farão sentir-se confortável, pois irá lidar bem com a instabilidade. Pensar, escrever e estudar fazem parte das atividades que deverão ocorrer com maior frequência.
SOL em GEMEOS e LUA em GEMEOS.
Uma contradição anulará a outra e todo mundo acabará ficando em paz. Ou pelo menos buscando freneticamente essa paz, se é que algo assim pode acontecer entre o céu e a terra.
Haverá uma certa inclinação a desenvolver a premeditação e a olhar as coisas sob o ponto de vista intelectual. O temperamento utilitarista poderá ser dominante, mas continuará sendo dócil e de juízo imparcial.
Haverá tendência a dedicar-se ao mundo das artes, desenvolvendo habilidades em trabalhos manuais e em atividades literárias.
Seu regente é Vênus e seu projeto de vida está ligado aos assuntos da casa 1
Experimentará realizar todos os desejos que por ventura lhe ocorrerem. Se frustrará com alguns até conseguir determinar a diferença entre desejos e caprichos, sendo que os primeiros a levarão a conquistar bens materiais, sensualidade e prazer no luxo. Os caprichos, no entanto, a conduzirão a se amarrar a pessoas que a escravizarão e a tratarão mal, com as quais manterá relacionamentos conflitantes.
Mas a partir do momento da vida em que comece a iluminar-se a respeito da diferença entre desejos e caprichos, você saberá intervir com força, determinação e coragem nos assuntos em que se mostre competente, o que lhe trará resultados estupendos, imprimindo uma marca registrada com sua presença.
Tentará que suas atitudes sejam sempre agradáveis, mas se surpreenderá ao constatar que algumas delas, por mais bem intencionadas que sejam, causarão conflitos e disputas.
Seu poder de sedução será grande.
A qualquer momento, será capaz de usar o seu forte magnetismo para atrair o que lhe interesse e necessite.
Haverá um forte toque de vaidade em tudo que faça.
Marte está na casa 9 e no signo de Aquários
RITMO: Impulso confirmado de conquista que oscila no vaivém das circunstâncias.
Impulso sexual propício a satisfazer-se como resultado de esforço para livrar-se de limites. Ser livre.
16/06/2002
se liga
o homem ideal me surpreende. tem um brilho especial. e tem humor, que é fundamental. e romance e aventura. de vez em quando promove uns flashbacks, mas em geral traz novidades. não precisa ser bonito, mas tem que ter uma boa imagem. estar sempre lá quando eu precisar. me divertir, me emocionar e distrair. tocar as músicas que quero ouvir. viajaria o mundo fácil com ele, sem precisar sair da cama. o homem ideal é parceiro de todas horas. o homem ideal é só meu, e ninguém tasca.
você não quer um homem. quer um aparelho de tv!
o homem ideal me surpreende. tem um brilho especial. e tem humor, que é fundamental. e romance e aventura. de vez em quando promove uns flashbacks, mas em geral traz novidades. não precisa ser bonito, mas tem que ter uma boa imagem. estar sempre lá quando eu precisar. me divertir, me emocionar e distrair. tocar as músicas que quero ouvir. viajaria o mundo fácil com ele, sem precisar sair da cama. o homem ideal é parceiro de todas horas. o homem ideal é só meu, e ninguém tasca.
você não quer um homem. quer um aparelho de tv!
desencana de poesia
de muitas palavras eu gosto, já de outras me esqueço. algumas desconheço. umas me prendem e com outras viajo. sem palavras não fico. mas calo. e escrevo.
de muitas palavras eu gosto, já de outras me esqueço. algumas desconheço. umas me prendem e com outras viajo. sem palavras não fico. mas calo. e escrevo.
cortina de fumaça
a fumacinha vai para a cabeça por preocupação. se pensar demais também. se fumar unzinho. se encontrar um amigo. para juntar as palavras e para separa-las. se agrada ou desagrada, a fumacinha na cabeça. cortina de fumaça. cof cof cof.
a fumacinha vai para a cabeça por preocupação. se pensar demais também. se fumar unzinho. se encontrar um amigo. para juntar as palavras e para separa-las. se agrada ou desagrada, a fumacinha na cabeça. cortina de fumaça. cof cof cof.
15/06/2002
14/06/2002
sexta à noite
eu já estou pronta. nunca demoro a me aprontar. tomei um banho de banheira com meu inseparável óleo de maracujá da Anna Pegova, que aliás está acabando. os bebês já estão dormindo sossegados. a garrafa de vinho branco na geladeira. é eu prefiro tinto, mas o branco estava em promoção. a noite será longa. estou sem sono algum. já tranquei todas as portas. já apaguei todas as luzes. boa noite.
eu já estou pronta. nunca demoro a me aprontar. tomei um banho de banheira com meu inseparável óleo de maracujá da Anna Pegova, que aliás está acabando. os bebês já estão dormindo sossegados. a garrafa de vinho branco na geladeira. é eu prefiro tinto, mas o branco estava em promoção. a noite será longa. estou sem sono algum. já tranquei todas as portas. já apaguei todas as luzes. boa noite.
paixão
desconheço quem a paixão não tenha lesado. todo apaixonado é potencialmente exagerado. todo apaixonado vê tudo mais bonito e sexy. todo apaixonado é enjoado e redundante. todo apaixonado é tarado e incansável. todo apaixonado faz tudo errado. todo apaixonado precisa de ajuda. todo apaixonado é bobo sem cura. todo apaixonado só vê o que bem quer.
será que só eu que vejo isso?
desconheço quem a paixão não tenha lesado. todo apaixonado é potencialmente exagerado. todo apaixonado vê tudo mais bonito e sexy. todo apaixonado é enjoado e redundante. todo apaixonado é tarado e incansável. todo apaixonado faz tudo errado. todo apaixonado precisa de ajuda. todo apaixonado é bobo sem cura. todo apaixonado só vê o que bem quer.
será que só eu que vejo isso?
patuá
eu não acredito em sorte. eu não acredito em destino. eu não acredito nas estrelas. eu não acredito em cupido. eu não acredito em santos. eu não acredito em encantos. eu não acredito em zodíaco. em não acredito em mito. eu não acredito nem no que eu sinto.
você também não acreditaria...

eu não acredito em sorte. eu não acredito em destino. eu não acredito nas estrelas. eu não acredito em cupido. eu não acredito em santos. eu não acredito em encantos. eu não acredito em zodíaco. em não acredito em mito. eu não acredito nem no que eu sinto.
você também não acreditaria...
13/06/2002
promessas
hoje eu não vou nunca mais falar o que não devo falar. hoje será diferente. hoje eu vou fazer sentido. prometo. hoje eu vou ser coerente. hoje eu vou ser prudente. mas não se empolguem. não me agrada a mentira. é melhor deixar para amanhã.
hoje eu não vou nunca mais falar o que não devo falar. hoje será diferente. hoje eu vou fazer sentido. prometo. hoje eu vou ser coerente. hoje eu vou ser prudente. mas não se empolguem. não me agrada a mentira. é melhor deixar para amanhã.
eu gosto de você
eu não sou esfiha. eu não sou coxinha. eu não sou nescau. eu não sou galinha. eu não sou lasanha. eu não sou banana. eu não sou mingau. eu não sou curau. eu não sou feijão. eu não sou arroz. eu não sou miojo. nem sou pão. eu não sou pudim. eu não sou quindim. não sou ovo mexido. não sou cozido. não sou azeitona preta. eu não sou porpeta. eu não estou no cardápio. não sou prato rápido. tem mas não há.
eu gosto de você. mas nem pense em me comer. sou indigesta.
eu não sou esfiha. eu não sou coxinha. eu não sou nescau. eu não sou galinha. eu não sou lasanha. eu não sou banana. eu não sou mingau. eu não sou curau. eu não sou feijão. eu não sou arroz. eu não sou miojo. nem sou pão. eu não sou pudim. eu não sou quindim. não sou ovo mexido. não sou cozido. não sou azeitona preta. eu não sou porpeta. eu não estou no cardápio. não sou prato rápido. tem mas não há.
eu gosto de você. mas nem pense em me comer. sou indigesta.

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